Jacqueline Hochberg

Garupa rebelde! Jacqueline Hochberg

garupa rebelde!

Hoje vou contar a história de Jacqueline Hochberg, uma garupa que se "rebelou" e resolveu pilotar.  Exatamente, uma garupa rebelde! Pasmem, sua primeira viagem foi logo para abalar: Rota 66, isso mesmo, EUA!!! 
Bem, nossa ex "garupa rebelde" é advogada, formada pela Universidade Mackenzie e pilota motos custom. Em 2010 pensou em escolher uma viagem que fosse inesquecível tanto para ela quanto para o maridão Carlos, apaixonado por motos. Ela escolheria o lugar e ele claro, iria pilotando a moto, certo?! Que nada, só de pensar na ideia do desconforto que sentia na garupa da moto e no tédio que era segundo ela, não fazer nada na condição de garupa, teve uma outra grande ideia prontamente aceita pelo marido, que ainda por cima lhe deu como resposta um sonoro "obrigado!!!", conforme relata. Estava resolvido, iriam para os Estados Unidos percorrer a Rota 66, viagem que faz parte dos sonhos de grande parcela dos motociclistas e é claro, suas respectivas garupas… 
Você deve estar se perguntando, como assim?! Tudo bem, a Jacqueline odiava ser garupa, mas a grande viagem que começara a ser planejada a teria como piloto da moto!!! Isso mesmo, a nossa ex garupa entrou em uma escola de condutores de motocicletas, ou a moto-escola e ela que nunca havia nem ligado a moto do marido, antes mesmo de estar habilitada, ganhou um "pequeno mimo" que batizou de Lola, uma Sportster 883 Low …
Então, quando a nossa ex garupa Jacqueline foi aos Estados Unidos para se aventurar na Rota 66, tinha uma experiência de 2 meses como piloto de motos. Mas, como ela mesma relata em seu blog: "Eu sei que é maluquice, ok? Mas foi maravilhoso! E o Carlos foi um fofo por acreditar que eu era capaz e encarar a aventura comigo! Hahaha! Ou é mais maluco do que eu, vai saber!?" 
Essa maluquice toda durou 16 dias e mais uma vez pasmem, Carlos pilotou a moto menor e com menos bagagem que a Jaqueline (por que será, mulheres?! kkk) … Foram 3.800 km rodados e muitas histórias interessantes e de superação para contar… 
Fiz uma entrevista por e-mail com a Jacqueline especialmente respondida para o blog dos MotoTuristas, que compartilho com vocês agora:

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Garupa MotoTuristas: O que mais te incomodava no fato de ser garupa? 
Jacqueline: O desconforto e a falta de controle. A passividade do banco traseiro (e o capacete na minha frente atrapalhando a visão!) me incomodavam muito. Sempre gostei muito de dirigir e não sei porque nunca pensei em aprender a pilotar antes.
Garupa MotoTuristas: Tua primeira viagem foi realmente EUA? Ou antes de encarar a Ruta 66 fez alguma viagem dentro do BR?
Jaqueline: Sim, como contei no blog, aprendi a pilotar para viajar aos EUA. Nunca tinha ligado uma moto na minha vida! Mas não foi fácil: para estar preparada para a viagem em 5 meses eu frequentei tantos cursos quanto pude e treinei bastante. Queria aventura, não um problema! Acredito no treinamento e foi isso o que me proporcionou uma viagem tranquila e segura.
Garupa MotoTuristas: Quantos dias passaram nos Estados Unidos?
Jacqueline: Na primeira viagem foram 16 dias de viagem, percorrendo 3.800km de 5 estados americanos. Na segunda viajamos por 15 dias, 6 estados e 4.200km, incluindo a famosa Tail of the dragon, com suas 318 curvas em 18 km.
Garupa MotoTuristas: Como foi a sensação de pilotar nos EUA?
Jacqueline: Maravilhosa. Estradas incríveis, bem cuidadas, motoristas cautelosos, paisagens incríveis, muita segurança e infra-estrutura. Infelizmente não dá pra comparar com as estradas brasileiras.
Garupa MotoTuristas: Que dicas básicas e imprescindíveis daria para quem deseja fazer uma viagem como essa? (Rota 66) 
Jacqueline: A minha grande dica é: pesquise e faça a "sua" própria viagem. Nós estudamos muito o roteiro e as coisas que realmente gostaríamos de ver e fazer. Fomos sozinhos e isso nos proporcionou a viagem que mais nos agradaria. Não gosto de roteiros pré-organizados e grandes grupos. Nós fizemos o que queríamos fazer, no nosso tempo, do nosso jeito. Acho que isso é o mais importante de tudo.
Garupa MotoTuristas: Teu marido sempre soube do teu incômodo em ser garupa? Como ele recebeu a notícia de que passaria para o banco da frente? 
Jacqueline: Sim, sempre soube. Na maioria das vezes em que viajamos eu o acompanhei de carro ou de avião. E isso nunca foi um problema. Somos casados há vinte anos e sempre houve muito respeito em nossa relação. Não há motivo para esconder ou fingir que algo não me agrada, não é?
Meu marido recebeu a notícia muito bem e me apoiou desde o início. E, como ele diz, levar garupa também não é tão legal quanto pilotar a moto sozinho. Então juntamos as coisas e tudo passou a ser muito melhor para os dois. Hoje, em duas motos, estamos mais juntos do que nunca!
Garupa MotoTuristas: O que significa o motociclismo para você?
Jacqueline: Não é um "modo de vida" como dizem alguns, nem uma "religião" como falam outros. É uma atividade muito prazerosa. Gosto muito de pilotar. E aprender a pilotar foi um grande desafio vencido.
Garupa MotoTuristas: Costumam viajar sempre para encontros e eventos pelo BR?
Jacqueline: Não viajamos para eventos e encontros, nem no Brasil nem no exterior. Preferimos viajar para conhecer lugares.
Garupa MotoTuristas: Alguma viagem dos sonhos ainda não realizada?
Jacqueline: Ainda temos muitas viagens a fazer, claro. A fronteira EUA e Canadá deve ser a próxima. Tentamos viajar pelo Canadá na última viagem, mas não conseguimos uma locadora que nos permitisse cruzar a fronteira com as motos, então o plano foi abandonado. Mas já estamos refazendo os planos.
Garupa MotoTuristas: Para onde você já viajou enquanto garupa? E já pilotando?
Jacqueline:Como garupa eu sempre evitei a viagem em si. Chegava ao local por outros meios e só andava de moto lá mesmo. Foi assim quando o Carlos foi para o Chile, por exemplo. Fui de avião e só fui garupa nos passeios locais. 
Pilotando fizemos duas viagens para os EUA e algumas curtinhas aqui no Brasil, de não mais de 500 km. Tenho muito medo de pilotar aqui.

Para encerrar nosso post com a palavra, ninguém menos que o maridão da Jaqueline que deu total apoio e adorou o fato dela deixar de ser garupa para pilotar a própria moto em uma viagem para a Rota 66: "Nada disto teria sido possível sem a Jackie, mulher maravilhosa, de humor difícil como as mulheres maravilhosas são, perfeccionista, às vezes irritante, mas sempre com o humor (ácido, claro) a contrabalançar tudo isto, fora o bom senso fora do comum."

Essa foi a Jacqueline, uma ex garupa que agora aproveita muito mais a paixão pelo motociclismo ao lado do seu piloto… Em seu blog Suba na garupa! ela conta em detalhes como foi essa viagem…

Jacqueline rota 66

Uma ideia sobre “Garupa rebelde! Jacqueline Hochberg”

  1. Esse tipo de viagem de moto, como funciona, a garupa é por locação, ou é só para família dos motociclistas, eu quero entender, não tenho moto. A moto foi o primeiro veiculo que aprendi, mas não tenho carteira, só de carro e já sou velhinha, faço 52 anos agora em maio, mas tinha vontade de ser garupa de turismo, isso que vocês fazem…

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