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Viagens de moto pelo Brasil em suas regiões centro-oeste, sul, sudeste, sul, norte e nordeste.

Rodovia Transamazônica BR 230 BR 319

Rodovia Transamazônica BR 230 4.100 Km
Lábrea , Amazonas a Marabá, Pará: 2.250 Km
Lábrea, Amazonas a João Pessoa, PB: 4.100 Km

Rodovia Transamazônica é a estrada que liga o Amazonas ao litoral da Paraíba passando por sete Estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Piauí e Paraíba. A Rodovia Transamazônica deveria cruzar o Brasil do litoral até o Acre, mas a rodovia acaba em Lábrea, cidade no extremo sul do Amazonas, na divisa estadual com o Acre. Construída por militares, o objetivo era interligar a região Norte ao Nordeste do Brasil ocupando a Amazônia e o lema dos militares em 1970 era “Integrar para não entregar”. Foi inaugurada na época da seca, fora do período das chuvas, em 30 de agosto de 1972. Em outubro começam as chuvas e em janeiro fica intransitável até junho. Chove de outubro a abril! Em Lábrea, no Amazonas, a Rodovia Transamazônica recebeu a sigla BR 230 até o litoral. Dali até Manaus, a estrada tem uma bifurcação antes de Humaitá, pela BR 319 que vem de Porto Velho. De Lábrea até Manaus a distância é 850 Km desviando antes de Humaitá.

Rodovia Transamazônica BR 319
Manaus a Lábrea, distância: 852 Km
Manaus a Porto Velho, distância: 888 Km

Quando viajei ao Peru, por Porto Velho, Rondônia, conheci a Rodovia Transamazônica, BR-319 nesse trecho que liga Porto Velho a Humaitá e fui um pouco mais até o desvio entre Lábrea a Manaus. Esse desvio, fica a 33 Km depois de Humaitá.

Rodovia Transamazônica BR319 Manaus, Humaitá, Lábrea

Eu não precisava passar pela Rodovia Transamazônica para ir ao Peru. Como eu estava em Rondônia, já em Porto Velho, vi uma placa regional, bem simples: “Transamazônica” a 2 quadras do Bar do Max que tinha a Yamaha TDM 900 e como Porto Velho ficava ao lado da divisa estadual com o Estado do Amazonas separada pelo rio Madeira… Foram 210 km até Humaitá onde um irmão motociclista, o “Minotauro” me aguardava também de XT660. Conheci na rede social da época: Orkut! No dia seguinte, reforcei as botas no sapateiro da BR 319 pra pegar a Rodovia Transamazônica úmida, chovia sem parar, era a primeira semana de janeiro de 2012. Bota impermeável? Que nada! Olha a sapataria em Humaitá, na BR-319 com asfalto! Esse asfalto acaba 5 km depois de Humaitá indo pra Manaus, logo após o quartel do BIS: Batalhão de Infantaria da Selva.

No dia seguinte, saiu o sol. Peguei a bagagem e fui até o desvio pra Manaus. Um bate e volta. Meu raciocínio:
– Tem sol, quente demais, secou a lama!
– Bota reforçada pra brigar com peso da moto!
– Spray de encher pneu disponíveis e ferramentas!
– ERROS: faltou água mineral e protetor solar!!!
– ERRO MAIOR: bagagem alta na extremidade da moto!

Transamazônica BR319 Manaus BR230 Marabá

Viajando em 2015 pela Rodovia Transamazônica

Nosso irmão Bressan do Motogrupo El Bando saiu de Brasília dia 24 de setembro de 2015 numa Royal Enfield Classic 500 para a Rodovia Transamazônica. Sim, as 2 estradas: BR319 e BR230 e ainda as BR163, BR070 e BR010.
Acompanhe onde está o Bressan nessa página!
Rodovia Transamazonica 2015 Viagem de Moto

Viagem de moto pra casa

Dessa vez… a viagem de moto é pra casa! (terceiro de 3 relatos)

 

Terceira e última parte da viagem de moto ao sul do Brasil dos mototuristas começa com a nossa saída do Quinta do Bucanero na segunda-feira, dia 14 de abril, após o delicioso café da manhã, como o foi todos os dias, olhando para aquele mar maravilhoso, a Praia do Rosa, a Lagoa do Meio e demais praias da qual se tem o privilégio da vista quem no Buca se hospeda.

Nesta deliciosa viagem de moto, os mototuristas seguiram então para Florianópolis, a Ilha da Magia, capital do estado de Santa Catarina e que possui tantas praias que existem até divergências se seriam 42, 31 ou até mesmo 100. A dúvida deve-se ao fato de divergências nos critérios adotados para estabelecer onde começa e termina cada uma. A verdade é que existe um livro chamado “Descortinando as 100 belas praias de Florianópolis”, do professor e pesquisador na área de  Ciências Humanas e Sociais Nereu do Vale Pereira. Quem sai ganhando com isso são os moradores que tem como opção vários lugares e nós mototuristas ( e turistas em geral ) que podemos escolher novos lugares para conhecer a cada nova visita à bela Florianópolis.

Bem, o primeiro compromisso dos mototuristas nesta viagem de moto, em Florianópolis, foi a visita ao nosso amigo Guillermo Godoy, motociclista com vários livros publicados contando suas aventuras em 2 rodas e que planeja no segundo semestre de 2014 dar a volta ao mundo. É a segunda vez que visitamos Guillermo Godoy em sua casa que tão bem e carinhosamente nos recebeu. Fomos até a casa deste grande motociclista acompanhados de outro amigo motociclista que trocou Mato Grosso do Sul por Florianópolis, SC após uma viagem de moto que juntos fizemos no final de 2009. Fomos recebidos com uma bela macarronada preparada pelo Guillermo que cuidou dos mínimos detalhes, desde a preparação da massa, o molho e 3 tipos de sobremesas uma mais deliciosa que a outra: o pudim de pão, os copinhos de chocolate com licor e uma nova para mim, chamada Dom Pedro: três sabores de sorvete com whisky à gosto. Muito bom!!! Tudo isso regado a muita conversa, dicas de viagem, relatos de experiências… Agrademos ao Guillermo Godoy e sua filha Patrícia por todo carinho e atenção dispensados nessas horas. E ao nosso querido amigo Thaita pela carona e pela companhia durante a visita.

Florianópolis tem lugares muito pitorescos e em uma viagem de moto, esses lugares ficam ainda mais interessantes. Desta vez o tempo ajudou e os mototuristas fizeram novos passeios que não pudemos fazer da última vez em que lá estivemos. Vamos lá a algumas aventuras que fizemos nesta viagem de moto:

1) Passeio de barco até a costa da lagoa que é uma Área de Preservação Ambiental (APA). Passeio muito agradável onde você pega uma embarcação na Lagoa da Conceição e vai até o centrinho da Costa da Lagoa onde realmente só se chega ou de barco ou por trilhas (são trilhas demoradas que saem de alguns pontos e que um dia eu pretendo fazer porque dizem é bem cultural, passa-se por diversas vilas e antigos engenhos de farinha). O que chamo de barco na verdade é conhecido como baleeira e é também usado como meio de transporte pelo moradores da costa. O passeio custou R$15,00 e demora aproximadamente 40 minutos até o ponto do centrinho.

2) Esta viagem de moto teve Sambaqui e Santo Antônio da Lisboa – lugares graciosos, escolhidos pelos primeiros açorianos em meados do século XVIII para fixar residência na ilha de Florianópolis. A beira-mar desses lugares possui uma vista belíssima da Baía Norte e do Continente. Vimos diversos restaurantes, mas resolvemos saborear as delícias de um que fica bem na esquina da primeira rua calçada de Florianópolis: Villa do Porto. Fica em um imóvel histórico construído em 1840. Você tem a opção de ser servido dentro das dependências do restaurante que no passado serviu de hospedagem para o então imperador do Brasil Dom Pedro II, segundo um dos atendentes nos contou. O casario é lindo, mescla o rústico já que é um prédio antigo com a modernidade. No entanto, preferimos ficar nos quiosques que eles possuem na calçada, atravessando a rua, à beira da praia de águas tranquilas já que trata-se de uma colônia de pescadores. Ah, a comida do Villa do Porto é de primeira hein!
Uma dica para quem tem bom gosto e gosta de artesanato é conhecer o Estúdio de Cerâmica Artística Vineli. Cada peça mais linda de viver que outra: louças, painéis, artigos de decoração. Fiquei sabendo que perto deste estúdio existe uma feira de artesanato muito interessante também, mas que funciona somente aos sábados e domingos à tarde. Ai ai, viagem de moto boa é assim: alimento para o corpo e para a alma hehehe…

3) Armazém Vieira – localizado em uma famosa esquina de Florianópolis, é uma referência cultural, gastronômica e de boa música, conhecida nacionalmente e até internacionalmente sendo indicado por importantes revistas e jornais especializados no assunto. Os mototuristas foram em uma sexta e rolava um ziriguidum ( rs sambinha )  de primeira qualidade.  Numa próxima oportunidade quero experimentar o famoso sanduíche Armazem Vieira que tem quatro andares com frios e um molho que é segredo da casa.

4) Aos arredores da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC existem vários bares. Um que chamou a atenção pelo nome foi “Meu Escritório”. Achamos muito divertido o nome e imaginando as situações que acontecem por conta do nome (nosso escritório é mesmo sobre 2 rodas e ao ar livre, sensações assim, só uma viagem de moto nos proporciona). Lotado ao extremo com pessoas pela calçada, resolvemos parar em um que fica no Córrego Grande, Chopp do Gus. Tocava uma banda que não me lembro o nome e a noite era especial só com músicas de duas bandas da década de 80 que adoro: The Smiths e The Cure. Bom demais!!!  

Florianópolis tem opções diversas e ainda teremos que fazer não mais uma viagem de moto, mas muitas viagens de moto para conhecermos novos lugares e rever outros que sempre valem uma visita. O centro mesmo de Florianópolis é sempre muito agradável. Adoro andar pelo Mercado Municipal, o artesanato da Alfândega, visitar a Figueira centenária na Praça XV de Novembro.

Após alguns dias agradáveis em Floripa é chegada a hora de voltar. Nossa viagem de moto começa então a contagem regressiva para a chegada no lar doce lar. Partimos de Florianópolis no sábado dia 19 e ainda pela manhã passamos pela Serra da Dona Francisca, que foi construída pelos imigrantes europeus para ligar Joenville ao litoral. Uma serra curta, mas com uma vista muito bonita, cuja beleza pode ser melhor apreciada de um mirante que encontramos no caminho.

A parada dos mototuristas para pernoitar nesta viagem de moto foi em Irati, PR, cidade de imigrantes poloneses e ucranianos. Achei a cidade até movimentada, mas também era um sábado a noite e ficamos na área central com restaurantes, pub, tudo por perto. Ficamos no Hotel Luz cujo dono orgulhosamente disse já ter hospedado gente famosa como Roberto Carlos. O Hotel talvez já tenha sido mesmo em décadas passadas um  hotel de referência na cidade. Hoje é um hotel simples, sem serviços de frigobar, telefone no quarto, móveis antigos, mas tinha wi-fi kkk… Ah, o colchão do quarto onde ficamos também me deu uma dor na coluna que vou contar! Mas por uma só noite deu pra aguentar…

Nesta viagem de moto, durante o nosso retorno, também conheci o sabor do famoso pinhão. Paramos em (ou próximo) de Larangeiras do Sul na beira da estrada e taí, gostei! Curioso que comemos o pinhão quentinho, diretamente do panelão que estava sob o fogo e no final o rapaz não cobrou nada. Disse que aqueles ali cozinhando era pra pessoa comer mesmo e gostando, levar no saquinho fechado.

Logo depois paramos num desses postos em que ficam socorristas e preciso comentar algo que muito me incomoda, mas que vindo de profissionais que ajudam a salvar vidas soa estranho e é no mínimo sem bom senso. Entramos na sala para servir um café e após os cumprimentos de bom dia uma delas virou para o colega e lembrou-se de uma certa ocasião em que teve que cortar uma bota igualzinha a do Gargamel MotoTuristas. Ainda falou que “deu até dó!” Eu ia dizer que esse tipo de comentário não se faz, ainda mais para alguém que está no meio de uma viagem de moto; seu papel ali era outro. Que deseje boa viagem, diga vá com cuidado, mas pera aí, fazer esse tipo de comentário é no mínimo desagradável e sem noção. Mas enfim, preferi sair de perto…. e pedir à Deus para que continuasse a nos acompanhar nesta viagem de moto que estava tão bacana e nos livrasse de qualquer mal.

Resolvemos dormir em Guaíra no domingo pois a intenção era ir ao Salto de Guairá comprar uma Go Pro na segunda-feira, dia 21 de abril feriado no Brasil. Encontramos por um bom preço, mas que lugarzinho congestionado hein! rs No final deu tudo certo… Bem, tudo certo, mas com um pequeno susto na reta final da viagem…

Chegando em Campo Grande e terminando mais uma viagem de moto, após pegarmos vários trechos bem congestionados e com muitos caminhões, na entrada da cidade, na BR 163 enfrentamos um temporal que superou qualquer chuva que pegamos em viagens anteriores. Começou a pingar e pensei, beleza, “já estamos em casa” mesmo… Mas em questão de poucos segundos começou um vento tão forte, tão forte (com raios, trovoadas, e muita água) que era difícil o equilíbrio na moto. Os carros foram parando no meio da rodovia e senti-me realmente muito preocupada e vulnerável com a força do vento. Paramos antes de cairmos e por ali ficamos por alguns minutos. O vento pouco diminuiu, mas mesmo assim seguimos até um posto que estava lotado de carros esperando a chuva parar. Ali ficamos por mais de 01 hora. Certos de que já poderíamos sair dali com tranquilidade, logo após o posto passamos por verdadeiros rios de água e o congestionamento era grande. Mas por fim, os mototutistas chegaram ao lar doce lar! E a sensação de mais um prazer realizado, muito felizes, com a bagagem cheia de histórias, novos amigos, a lembrança de lugares lindos, maravilhosos e perfeitos! Isso é motociclismo! Viagem boa de moto é assim cheio de aventura!!!

E nós somos mototuristas!!! Até a próxima aventura! 😉
Viagem de moto ao sul do Brasil
Serra do Rio do Rastro

Viajando de moto ao sul do Brasil

Viajando de moto ao sul do Brasil (segundo de 3 relatos)

Praia do Rosa, Pousada Quinta do Bucanero

Pois cá estou eu viajando de moto… Ahhh, viajando de moto e relatando sobre um paraíso na Praia do Rosa em Santa Catarina… Atualizando no espaço e no tempo, em Orleans-SC despedimo-nos do casal Marcos Martins e Guiomar numa quinta-feira e continuamos rumo ao litoral catarinense. A ideia era chegar até Laguna-SC, mas paramos em Tubarão-SC para visitar a MOTOBAN. Você que está lendo este post está viajando de moto e passando por Tubarão?! Faça uma visita você também. A loja é realmente tentadora, produtos funcionais e de altíssima qualidade. Conversando com o Gentil da MOTOBAN, disse que resolveu abrir a loja a partir de uma  viagem que fez, em que precisou recorrer a vários lugares para encontrar o que queria. Pensou em montar uma loja especializada em motociclismo em que se encontrasse de tudo. Pois lá trocamos os 2 pneus da moto, compramos um casaco para o piloto e uma calça para a garupa, fora alguns pequenos acessórios.

Como a troca de pneus demorou, escureceu e achamos por bem pernoitar em Tubarão-SC que espantou-me pela movimentação do trânsito rsrs… É uma cidade dividida ao meio pelo rio Tubarão. Se não estou enganada são 4 ou 5 pontes que dão acesso de um lado ao outro da cidade. Achei pouco! Até encontrarmos um local para dormir rodamos um pouco, pois no primeiro hotel sugerido pelo amigo da MOTOBAN, o Hotel Farol,  não havia leitos disponíveis. Fomos então parar em outro hotel no centro da cidade, o Hotel Acomodare, com acesso pelo calçadão, mas sem estacionamento de fácil localização. Aí já viu a trabalheira de carregar parte das coisas. Mas fora isso um hotel razoável com um café da manhã bem farto e diversificado. Viajando de moto passamos por muitas situações desconfortáveis, porém compensadoras.

SC, Praia do Rosa, Quinta do Bucanero
Praia do Rosa

Sexta-feira partimos então para o litoral e após um estressante congestionamento no BR 101 em Laguna-SC, viajando de moto chegamos a um posto de gasolina em  Imbituba-SC. Não tínhamos rumo e gostaríamos de ficar ou em Garopaba-SC ou na própria Imbituba. O frentista do Posto ALE disse: “tem uma pousada assim, assado onde os motociclistas viajando de moto sempre ficam”. Lá fomos nós atrás do lugar.

Logo na entrada uma casa pequena e um rapaz atendeu dizendo mais ou menos assim: “pode entrar, fica nos fundos”… Pensei, “vou andando” e fiz gestos para o piloto MotoTuristas seguir em frente… Se arrependimento matasse rs…tive que andar cerca de 300 metros com capacete, aquela roupa pesada, sol, viajando de moto…

Lá no fundo paramos em uma espécie de clube, o MotoTurista Gargamel pegou o telefone de parede e teclou algum número. Logo apareceu a Tatiana, uma moça muito simpática indicando-nos onde seria a recepção. Quando minha ficha foi caindo e fui observando melhor o lugar, pensei, meu Deus, aqui é o paraíso! kkk Não tínhamos reservas, e negociação vai, negociação vem e em virtude do Last Minute by Quinta do Bucanero (promoção com tarifas reduzidas) fechamos o fim de semana com a pousada, não resistimos ao lugar. Só viajando de moto tempos a oportunidade de encontrar pedaços do paraíso assim, inesperadamente…

Quinta do Bucanero é uma pousada em frente à Praia do Rosa, em Imbituba. Inaugurado em 1995 o Quinta é roteiro de charme! Lá encontramos conforto, requinte, atendimento excelente, privacidade, decoração rica em detalhes e tudo de muito bom gosto. A missão do hotel é fazer o hóspede feliz e para isso a administração do Quinta pensa em tudo mesmo, assim como bem lembrado no site do hotel:

“É a música no volume certo, as flores sempre belas, o sorriso acolhedor. É o espumante gelado e os bombons antes de dormir. O barquinho atravessando a lagoa, o romance e o tempo sem pressa de passar.”

O Quinta do Bucanero tem tantos serviços e atrativos que ficaria muito extenso colocar todos aqui, por isso apenas para citar alguns:

1) São 10 apartamentos com varanda e vista panorâmica; e outros 02 com hidromassagem. A menor categoria é a de luxo e foi nela que ficamos. Não vimos os demais pois estavam todos ocupados e esse por sorte era o que nos esperava rsrsrs

2) Acesso exclusivo de barco que atravessa a Lagoa do Meio (de água salgada) até beira da Praia do Rosa;

3) Os meninos que nos levam pelo barquinho levam toalhas e montam cadeiras com guarda-sol na praia e se você quiser pode deixar previamente combinado o retorno. Este serviço encerra-se entre 17 e 18 horas, mas se você optar por ficar na praia, eles vão até a praia, recolhem as cadeiras, toalhas, guarda-sol e  existe a opção de se voltar por uma trilha fácil, porém muito bela que eu recomendo também! Ainda na trilha, já próximo aos apartamentos, existe uma ducha maravilhosa que você pode usar para dar uma revigorada, tirar areia, suor ou simplesmente pelo prazer de um banho no meio do verde!

4) O Quinta do Bucanero não aceita menores de 14 anos e acho que é um lugar mais para casais mesmo! É tudo muito romântico e pais teriam dificuldades com crianças pequenas até por conta da geografia do terreno, os espelhos de água, piscinas… enfim, pra mim é lugar para casais mesmo! Ou uma família com filhos já maiores!

5) Eu ficaria aqui por muito tempo ainda citando os serviços do lugar, mas é melhor quem tiver interesse procurar o site da pousada e ver, pois tem até serviços de lua-de-mel, sauna, massagem, enfim, tanta coisa que melhor nem continuar citando! kkk

De julho a novembro a Praia do Rosa vira morada das Baleias Brancas, e contaram-nos que já chegaram a ver cerca de 18 baleias, todas ali na praia. Nossa! Deve ser lindo demais!!! Que tal viajando de moto voltarmos para contemplarmos essas baleias?!…

O Nome Praia do Rosa veio de um pescador seu Dorvalino Manoel da Rosa que acolheu os primeiros surfistas que chegaram na região em 1970, em busca das águas perfeitas para a prática do esporte. Seu Dorvalino passou aos surfistas os valores de preservação, conservação ambiental e dizem que daí veio o nome da Praia do Rosa. Muitos surfistas transformaram suas casas em pousadas, o lugar mantém-se preservado, com suas raízes mas recebe com muito conforto seus turistas.

A Praia do Rosa em Imbituba,SC fica a 90 km do lado sul de Florianópolis e é considerada a capital da Baleia Franca. O centro é muito charmoso e você se sente numa esfera de energia muito boa, algo cósmico, beleza pura…

Por falar em beleza pura fomos a um bar-restaurante com este nome (Beleza Pura) que é super bacana. Na frente dele tem um fusca estacionado cuja pintura combina com a pintura e decoração do estabelecimento. Fizemos um esforço muito grande para sair para a rua na nossa primeira noite no Quinta do Bucanero rsrs, mas fomos ver o que Imbituba tem! Ouvimos uma música ao vivo e comemos um camarão no Beleza Pura. Um lugar que recomendo a todos!!! Adorei!

Viajando de moto pelo Sul do Brasil
Contemplação em Praia do Rosa

Ali pelo centro de Imbituba, por sorte a entrada do Quinta do Bucanero fica bem no cruzamento das duas principais ruas, tem opões de música e restaurante para todos os gostos. Comida japonesa, mineira, italiana, nordestina…E muitas lojinhas de artesanato e souvenirs.

Queríamos descansar, por isso a moto ficou parada de sexta a segunda pela manhã, quando saímos do Quinta do Bucanero rumo a Florianópolis. Ficamos apenas nas dependências do Hotel, Praia do Rosa, trilhas aos arredores e como já citei, no centrinho de Imbituba. Mas Imbituba possui 9 belas praias. Não fomos em nenhuma delas fora a Praia do Rosa, mas fizemos uma trilha e chegamos até perto da Praia da Luz e de onde também se avistava a da Barra de Ibiraquera, caminhando para o lado direito da Praia do Rosa.

O café da manhã no Quinta do Bucaneiro é servido das 08 às 11. Mas se você acordar depois disso, até ao meio dia oferecem o serviço do “café do dorminhoco”. Alguns pratos são preparados na hora, conforme pedido do hóspede a partir de um cardápio diversificado, tais como ovo pochê, omeletes e waffles, dentre outros. E tudo isso com uma vista MARAVILHOSA!

Saíamos a noite e quando voltávamos o quarto estava arrumado e com mimo de boa noite, com chocolates pela cama. Quem disse que viajando de moto não se tem luxo e conforto?! hehehe

Conhecemos Cezar Pegoraro – ou mais conhecido e chamado pelos funcionários do hotel como Bocão – na segunda-feira quando estávamos deixando o hotel. Chegou de carro aquele cara simpático, um gaúcho com pinta de carioca (ou seria de surfista?!) com uma câmera fotográfica acoplada a 2 lentes objetivas em mãos e bateu um papo conosco. Disse que foi motociclista, teve Big Trail BMW, viajou muito pelo Brasil, América Latina de moto, mas deixou o motociclismo depois de lesionar a coluna em um tombo que levou. Pena não o termos conhecido antes porque com certeza deve ter muitas histórias para contar. Ele juntamente com a esposa Jaqueline Biazus dedicam-se realmente a tornar a estadia de cada hóspede uma experiência inesquecível e com gosto de quero mais… rs

Se tudo der certo, em setembro voltaremos para ver as baleias! Viajando de moto, é claro… Visualiza!!! rsrs
Como afirmei anteriormente, dividi a viagem de 15 dias em 3 posts. Viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto SEMPRE…

Somos garupas mototuristas sempre viajando em 2 Rodas

Estrada Parque Palmeiras Piraputanga

viagem a piraputanga pe

Estrada Parque Palmeiras Piraputanga num dia de domingo…
Nossa primeira viagem, passeio do ano.

Desde 2010, o que antes era conhecida como Rodovia Ecológica MS-450, passou a ser denominada Estrada Parque Palmeiras Piraputanga e foi nessa estrada que fomos passear de moto. Saímos em 06 motos e chegamos juntos até o Redondo, restaurante/posto em Palmeiras na BR 262, mas só 04 aventuraram-se pela estrada Parque Palmeiras Piraputanga: 02 BMW, 01 Yamaha e 01 Honda XRE 300. Um passeio que valeu à pena!

Escrever para o Blog dos MotoTuristas, além de um passatempo, serve como um registro e compartilhamento das viagens, dos passeios e encontros com os amantes desta prática, aventura, loucura seja lá como queiram denominar… Afinal, depende muito do ponto de vista do leitor e de quem e como observa o motociclismo. Mas além de tudo isso, sempre me proporciona aprender um pouco mais ou muito mais da geografia do lugar, do modo de viver de uma região, da história de uma cidade, dos mitos, folclore e até da linguística. Linguística? Como assim?! Eu explico. Por exemplo, Piraputanga (distrito de Aquidauana – MS, para onde fomos passear, despertou a minha atenção em saber a origem do nome. Única coisa que eu sabia é que era um peixe! E então, descobri que vem do tupi e quer dizer “peixe avermelhado”. Aí entra a Botânica: atinge no máximo 2,5 kg, é omnívora alimentando-se de peixes, frutos, sementes e outros animais. E até dicas para quem gosta de pescar: melhores lugares para a pesca da Piraputanga são pequenas correntezas, remansos de corixos, embaixo de árvores com frutas ou árvores de pouco e dormida de pássaros, à beira dos rios. Quanto ao nome do distrito em sim, algumas fontes de pesquisa creditaram ao Marechal Rondon que por ocasião da instalação das linhas telegráficas passou por esta região. Não entrarei no mérito da questão, pois este não é foco. Só quis mostrar que quando viajo, viajo longe… rsrsrs

Uma informação a mais sobre a Piraputanga fez-me associá-la ao motociclismo: é um peixe veloz, e justamente devido à sua grande velocidade é considerada um dos peixes mais esportivos do Pantanal… Será que algum grupo já inspirou-se na tão saborosa Piraputanga?! Que tal um grupo de garupas: Garupas Pira!!!

O calor realmente não estava para brincadeira, mas a bela paisagem da vegetação, das formações rochosas, animais, pássaros compensou um certo desconforto que o calor nos causa. Buraquinhos aqui, outros ali, uma pocinha de lama aqui ou ali (havia chovido no dia anterior – aliás, no verão, tem chovido no Estado de MS, quase todos os dias!), passeio bom é quando se pode ir parando para fotografar, apreciar com um pouco mais de cuidado, com o devido respeito que a natureza merece!

Em Piraputanga almoçamos no Pira, um restaurante administrado pela família dos paranaenses Ademir e Elza há aproximadamente 10 anos. Um lugar simples, mas muito aconchegante, a começar pelo atendimento nota 10. Além do peixe na telha, uma das especialidades da casa, até um pavê de limão providenciaram (a meu pedido) para que pudéssemos comemorar com “parabéns pra você” o niver do Gargamel MotoTuristas. Estava tudo realmente perfeito! Só faltou eu ter levado no baú uma bermuda, pois o calor estava realmente escaldante… Mas como disse, nada foi suficiente para ser maior que o prazer de ver uma natureza tão linda assim! Até me sentia numa corrida pelas ruas, ou numa esteira, o tanto que transpirava! Portanto, água é fundamental! Mas nada de levar a garrafinha sobre o baú porque de quase nada adiantará uma água quente… rs

Outra coisa que aprendi nesta viagem: não coloque capacetes no chão, insetos podem entrar nele e dar algum B.O. durante a viagem. Bem, precaução nunca é demais!

Marcaram presença alguns integrantes do Moto Grupo Olhos de Águia de Aquidauana que até lá foram para nos encontrar. Almoçamos juntos, e após um descanso com bate papo gostoso seguimos por mais um trecho pela estrada de chão até uma capela no meio do caminho. De lá retornamos, enquanto a turma Olhos de Águia seguiu para Aquidauana. Mais um trecho de chão, passando pela Pousada do Sol Amarelo até tomarmos o asfalto. Mais uma paradinha no restaurante redondo: adorei o caldo de cana de lá!
Como sempre falo, melhor que falar é mesmo observar. Então, pra você o que conseguimos capturar através de algumas fotos, esse dia tão duplamente especial! Curtam e na próxima, venham conosco!

Saindo de Campo Grande, um céu de brigadeiro
saindo de campo grande

Não é qualquer terrinha que segura esses dois!
raquel e aurican

Juntos até onde for possível, na terra ou no asfalto
irmandade acelerados

Únicas garupas do passeio:
garupas de campo grande

Dá-lhe chão na estrada de terra
estrada de chão

Músicos colombianos tocando música andina no Restaurante Pira!
músicos da Colômbia

Boiadas são comuns pela região de Mato Grosso do Sul
boiada

A vontade que dá é de parar e ficar observando por horas
fauna de MS

Valeu pelo passeio de moto!
irmandade BMW

Garupas fotógrafas, nunca façam isso, a não ser que seja seu próprio capacete!
estrada parque palmeiras piraputanga
Veja mais fotos do passeio na página das Garupas

Moto Casais

motocasais capanema (38)
Moto Casais em Capanema – Paraná. 4º Evento!

Etmologicamente falando o nome do estado do Paraná vem do nome indígena do rio homônimo em tupi pa’ra = “mar” mais  = “semelhante, parecido”. É então “semelhante ao mar, rio grande, parecido com o mar”; exatamente em relação ao seu volume d’água.

Mas o que vimos em dias 3 dias de evento no 4º Moto Casais, realizado em Capanema, região sudoeste do Paraná foi um verdadeiro MAR DE INTEGRAÇÃO  E AMIZADE entre motociclistas de estados como SP, MS, MT, SC, RS, GO e várias cidades do próprio Paraná.
Como foi gostoso reencontrar colegas do encontro passado (Bonito), ou reencontrar amigos que nos hospedaram em viagens passadas….Como foi bom reencontrar amigos motociclistas e garupas que encontramos sempre ou de vez em quando em reuniões ou eventos ou locais dentro da própria Campo Grande, cidade onde moro ou mesmo de cidades do interior do MS! É uma sensação diferente, um reconhecimento de que estamos todos ali pelo mesmo motivo.
Poderíamos ter ficado em casa, em um feriadão, como foi em Mato Grosso do Sul (dia 11 divisão do Estado é feriado aqui) descansando já que havíamos acabado de chegar de uma viagem pelas bandas da própria região Sul, inclusive Paraná. Mas pensamos, temos mais motivos para ir do que “ficarmos em casa descansando”: o casal Boeira preparou com tanto carinho e dedicação este encontro, participar já é uma forma de agradecer… oportunidade de encontrar tantos amigos casais (ou solteiros), oportunidade de conhecer um lugar a mais deste lindo Paraná, chance de conversar sobre amenidades, sobre as “dificuldades” em ser garupa ( o secador que não pode ficar, o cabelo que sai pra fora do capacete, o cansaço, enfim… missão de ser garupa, não é fácil não! rsrsrs)… oportunidade de tirar belas fotos, oportunidade de VIVER!
motocasais capanema (25)
Pois então, saímos de Campo Grande na quinta-feira à tarde, dia 10 de outubro e pousamos em Maracaju onde tínhamos um encontro familiar. Dia 11, já em Dourados, após um café da manhã maravilhoso gentilmente proporcionado pelo Julio Benatti e esposa, pegamos carona no Bonde do Busto e Nice, assim fomos até Guaíra, PR. Lá acabamos nos desencontrando no momento do lanche/almoço e seguimos em frente juntos com Rickão e Dora… 
Viagem foi tranquila, nem capa de chuva precisamos usar! A chegada à cidade de Capanema é que estava um pouco congestionada de caminhões e a estrada também não está tão boa assim… Curvas pra variar me assustam um pouco, mas depois de tantas que pegamos pelas serras catarinenses nas férias e principalmente de uma definição poética que ouvi do motociclista Vandir Venturini (Blumenau, SC) durante o evento, sobre curvas (e que não vou saber traduzir com tanta propriedade), ela me parece um pouco mais simpática e estou revendo os conceitos…(risos) No retorno vim pensando sobre as vantagens e sobre a beleza das curvas, pois as únicas que eu realmente gostava eram as da estrada de Santos, cantada pelo rei Roberto Carlos e tantos outros (mais risos)…
Bem, a chegada foi uma doce chegada, regada a cumprimentos, abraços e uma cuca deliciosaa! E doce foram os demais dias, muita comida boa,  muita conversa, muitas trocas de dicas e informações, muita cultura nova e muita gentileza no trato com as “garupas”… Muitíssimo obrigada pelo casal ter sido tão gentil e terem dado a preferência às damas no momento de servir, afinal somos nós quem damos a pitada de graciosidade nos eventos, nas viagens, obviamente depois das motos! kkkk
motocasais capanema (48)
Mas brincadeiras à parte, gostaria de deixar publicamente a minha gratidão pelo casal Boeira por terem tido a disposição em organizar um evento como esse. Somos muitos. E muitos de gostos diferentes, diferentes culturas, diferentes ritmos, pontos de vista diferentes! Mas estávamos ali por um motivo em comum: a paixão pelo motociclismo, pelas duas rodas e pelas amizades que assim vão se construindo, se solidificando… Vocês foram 10!!! E nos proporcionaram dias felizes e muito agradáveis. Valeu e até a próxima!!!
Café da manhã em Dourados, começou bem… Valeu Julio Benatti!
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Rickão e Dora, chegando em Guaíra…
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Chegamos!!!
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Valeu Boeira e família de Capanema! A festa foi linda e feliz…
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Parte da turma…
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A conversa está boa…
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Teve até parabéns no Moto Casais
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Parabéns para Rubya, mãe do Henri
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Música boa não faltou, Miguel Reichert (in memorian)
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Mauro Chiossi veio de longe, Várzea Grande, MT
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Jerry Metz, Miguel Reichert (in memorian) Rickão (Campo Grande)
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Gente boa não faltou…
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Aqui, as garupas têm preferência! 😉
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Dora e Rickão no 4º Moto Casais
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Revendo o Sentimento que em certa ocasião nos hospedou em Francisco Beltrão
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Aguardamos o próximo Moto Casais…
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Quem está na chuva é pra se molhar?

QUEM ESTÁ NA CHUVA É PRA SE MOLHAR…

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Sempre costumava brincar com meu piloto quando o tema era chuva sobre duas rodas. A primeira experiência que tive foi há uns 05 anos quando voltávamos de Brasília. Lembro-me que foi uma delícia… Depois da última viagem final de setembro (MS-PR-SC) minha opinião mudou um pouco. Há chuvas e chuvas! rs

Foram 12 dias viajando, parando, conhecendo lugares interessantíssimos no Paraná e Santa Catarina, matando saudades da bela Floripa e das pessoas queridas que lá estão, conhecendo gente, novas culturas, novos sabores, enfim, vivendo… E pensei, o que eleger da viagem como o mais interessante, o que foi mais marcante para “Garupas”?! E escolhi como foco, a viagem em si, a estrada, o rodar… a questão de segurança, equipamento, consciência no trânsito, perigos e aventuras vivenciadas nestes dias, em especial os de chuva… Depois, escolhi falar sobre alguns lugares que chamaram muito a minha atenção, pela beleza do lugar, pela simplicidade e simpatia das pessoas, pelo prazer em conhecer algo diferente ou em rever lugares que por mais vezes que você lá já tenha estado, ele sempre te encanta! 

Bem, de Campo Grande a Guarapuava, PR (nossa primeira grande parada) a distância segundo a fonte distanciaentreascidades.com.br seria: em linha reta: 641 Km e por estradas: 813 Km. Como em determinado trecho da viagem, já no interior do Paraná, resolvemos cortar o caminho, por sugestão de um morador e trabalhador em posto de combustível talvez na cidade Icaraíma ou Ivaté, provável tenhamos feito um pouco menos… Uns 50 km a menos?! Bem, por aí! Distâncias precisas são com o piloto que controla a kilometragem, nível de combustível… Eu só controlo a velocidade! kkk

Já nos primeiros 300 km percebi que capacete que se usa em cidade nem sempre está apto para te dar segurança em viagens longas. O mesmo capacete que fui para Estrada Parque/Corumbá na semana anterior me causou um stress imenso e dores musculares horripilantes. Na primeira parada para pernoitar, em Guarapuava, precisei tomar um relaxante muscular. E por que? Quando o piloto começava a passar dos 100 km com a mão direita o “abraçava” e com a esquerda segurava o capacete que me deu um susto danado pois em certo momento da viagem quase saiu da cabeça. Talvez esteja exagerando, mas essa foi a sensação que tive. E isso é um perigo pois no reflexo você larga o piloto para “agarrar” o capacete que faz menção de sair “voando ao vento”. Esse movimento brusco, pode causar instabilidade e o piloto perder o equilíbrio ou assustar-se sem saber exatamente o que está acontecendo. Nesta hora, já previ tudo! Terei que ser muito forte para chegar até Florianópolis segurando este capacete. Neste momento eu me perguntava o porque de não ter olhado com mais cuidado a questão do capacete! Até parecia uma garupa de primeira viagem… Por que fui tão negligente com a minha própria segurança? Eu já havia passado por situação semelhante em 2009/2010 quando para SC fomos!

Outro problema enfrentado foi com as luvas. Perdi o lado direito das minhas praticamente na véspera da viagem e a solução veio com um lado esquerdo do piloto. Se é que tive alguma vantagem nisto, foi apenas na hora de pagar o pedágio. Tirava e colocava com muita facilidade o lado direito! Saindo de MS e entrando no Paraná o vento era forte. Eu olhava aqueles coqueiros e árvores em geral e observava a direção, percebendo a intensidade do mesmo… Maior parte, foi vento lateral, na minha opinião pior! Os mais experientes que manifestem-se!

Mas, mal eu sabia que o pior mesmo estava por vir… O trecho de Guarapuava a Joinville/Florianópolis foi TENSO!!! Chuva, chuva, chuva e vento, vento, vento!!! ( E para completar o cenário, carretas, carretas e mais carretas com motoristas irresponsáveis correndo horrores numa BR, serra, curvas…) Tanto é que resolvemos atrasar a chegada a Floripa, pernoitando em Joinville… Eu estava simplesmente QUEBRADA (e muito ensopada da cintura para baixo) quando resolvemos, por segurança, parar em Joinville… Mas foi ótima essa parada, para tomar um fôlego e seguir viagem até Florianópolis onde chegamos debaixo de uma chuva torrencial e eu MAIS QUEBRADA ainda! rsrs

Se você me perguntar agora porque estava muito molhada da cintura pra baixo, obviamente vai deduzir que eu só usava uma proteção contra a chuva na parte de cima. Porque isso aconteceu nem me lembro mais, mas creio que foi por não ter imaginado que choveria tanto e a calça não estar em local de fácil acesso. Acho que foi isso! Quando se está numa zona de conforto, em terra firme, você, no caso eu, acabei subestimando o vento, a chuva, o frio… As luvas da mão direita por exemplo, embora me facilitassem o manuseio do dinheiro quando nos pedágios, fazia aumentar ainda mais a minha dor.. O que sobrara de “couro”, sob o vento fazia uma pressão nos dedos que “sambavam” dentro das luvas… Aí já imagina, se meu único ponto de segurança e equilíbrio era a mão direita, em certos momentos me sentia muito mais vulnerável e fragilizada pois ao tentar fechar as mãos em punho junto ao corpo do piloto, este ficou pensando que eu estivesse dormindo e me dava umas “cutucadas” na mão direita. Já que a esquerda era só do capacete… Aí pensei: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come! Mas bem, na primeira oportunidade, expliquei ao piloto o que acontecia com as minhas mãos e luvas e não levei mais “cutucadas”… rsrs

A minha roupa é especial para viagens e hoje penso: como já viajei para Brasília – DF, Chapada dos Guimarães – MT só com uma calça jeans ou algo do tipo? Embora ouça algumas pessoas dizendo que só viajam “à vontade”, eu não teria mais essa coragem. Já havia caído na Estrada Parque por causa das pedras. Nem imaginava eu que ainda levaria mais dois tombos em menos de uma semana. Um na ida, ao resolvermos cortar caminho por uma estrada de chão (areia na verdade), um boi atravessou bem na nossa frente, e o que deu?! Chão! … Sorte que passavam dois carros nesta hora e um deles me deu carona por uns 10 km, me livrando da parte mais intensa daquele mar de areia, mais fina e em maior quantidade que a da Estrada Parque! Não me lembro mais do nome do casal, mas foi um alívio para mim que fiquei por um tempo com a perna doendo logo depois do tombo… Além da corona, nos ofereceram um cafezinho que não pudemos aceitar por causa do tempo. Ainda tínhamos um bocado de chão até Guarapuava… O tombo da volta foi mais suave, com a moto parada, e fomos parar na lama na beira da rodovia próximo à Tibagi, PR. Pelos tombos que levei, embora tenham sido em baixa velocidade ou com a moto parada, sei que as roupas foram fundamentais para que não me machucasse! Tombo é tombo! E a moto pesada pra carambaa! rsrs

Bem, o capacete acabei ganhando um novo em Florianópolis e hoje entendo porque ele queria sair voando da minha cabeça. Era número 60, experimentei vários e optei pelo 56… Obviamente devem existir capacetes bem mais sofisticados que o meu, mas a volta foi bem mais tranquila, sem chuva, agarradinha ao piloto com as duas mãos, de capacete novo e firme na cabeça rsrsrs. É um bom capacete, e aprendi uma coisa que eu já assim o entendia pr questões de higiene: capacete não se empresta! Ele se molda à sua cabeça e é como se fosse uma blusa que cai legal no teu corpo, dependendo do tecido, se emprestá-la, corre o risco de voltar diferente para o seu corpo! Portanto, atenção especial às roupas e acessórios, garupas! Eles absolutamente não existem por “modismos” ou beleza! E sim por SEGURANÇA!

Afinal, o trânsito é algo que não depende somente de você, ou do piloto. Vi e presenciei carretas tombadas, carro que subiu numa pequena muretinha (tipo um meio fio) numa serra e durante a chuva… As sinalizações de trânsito existem para serem cumpridas e ficava feliz a cada vez que via um posto da Polícia Rodoviária Federal. Me sentia mais segura! Alguns caminhoneiros são bem conscientes, mas grande parcela deles corre com certeza acima da velocidade máxima permitida! Fazem ultrapassagem em locais proibidos e assim, colocando em risco não somente a sua própria vida, mas a de terceiros… Se você não estiver com uma roupa mais reforçada, um sapato mais fechado, um simples tombo pode fazer a viagem terminar mais cedo. E mais que isso, pode abreviar a tua vida ou a de outras pessoas! E viagem feliz é viagem com segurança…

Apesar do episódio do capacete que foi resolvido antes de voltarmos para casa, COM SEGURANÇA chegamos a lugares paradisíacos como Salto do São Francisco, em Guarapuava – PR, Puxa Nervos e Salto Santa Rosa em Tibagi- PR, a sempre bela e mágica Florianópolis. Com segurança tivemos a oportunidade de rever pessoas queridas da família ou um amigo do sorriso largo. Com segurança conhecemos pessoas incríveis que já viajaram por lugares igualmente incríveis e que carregam consigo uma bagagem formidável de experiências, fatos… Com segurança, encontramos pessoas que não conhecem outro lugar a não ser a própria cidade em que moram, mas que se encantam com a sua coragem, com o seu espírito aventureiro… Com segurança conhecemos bibliotecas, museus, experimentamos novos sabores… Santa Catarina eu já conhecia um pouco mais, em especial Florianópolis. Paraná me surpreendeu! Coisas inusitadas vimos por lá: tigre, leão, avestruz e outros animais que nem soube identificar. Não! Não era um zoológico, era um hotel fazenda na BR próximo a Tibagi. Confesso que fiquei meio apreensiva porque fomos abrindo porteiras e depois de seguirmos por um caminho de PEDRAS (aff!!!) nos deparamos com esses animais. Como não via nenhum humano por lá, comecei a ficar com medo, já passando do meio da tarde, me pareceu um daqueles filmes de terror! E se esses animais resolvem sair das jaulas?! E se tudo isso for uma cilada?! kkkk Mas retornando, encontramos um boiadeiro que nos informou que o hotel só funciona aos finais de semana. Aliás, Tibagi foi o centro das aventuras. Até rafting fizemos no Rio Tibagi que estava cheio porque havia chovido de madrugada e acabamos virando o bote na terceira correnteza (parece-me que eram 6 ao total)… Desisti da aventura, mas indico a empresa Tibagi Aventuras que nos acompanhou em outros passeios, como das cachoeiras, e são preparados para fazer esportes de aventura como rapel e outros mais.

Joinville foi eleita por mim a capital dos “beija-fores”… Foi no restaurante da Pousada Grün Wald, um lugar de instalações simples, porém aconchegantes , café da manhã maravilhoso, um jantar DELICIOSO! Mas tirando o foco da comida rsrsrs e voltando aos pássaros, eles vinham aos montes, inclusive dentro do restaurante. Coisa impressionante!

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Florianópolis como sempre encantadora, mesmo debaixo de chuva! Praia não rolou, mas num “momento de distração da chuva”, corremos para a Lagoa da Conceição, um charme só! Adoro esse lugar… Aliás, Floripa foi o lugar de rever amigos como o Taitha que nos acompanhou na nossa primeira viagem juntos para SC e de conhecer o Julio Verne do motociclismo, Guillermo Godoy (quem já entrevistei aqui), e sua filha Patrícia com quem tivemos o prazer de jantar e ouvir muitas histórias, muitas delas registradas em livros. Contou-nos um pouco sobre o seu projeto da volta ao mundo! Noite inesquecível, com direito a pizza, vinhos e copinhos de chocolate com licor! Espero vê-los em breve…

“Viajar é mudar a roupa da alma”, disse Mario Quintana. Mudamos a nossa nesta viagem! Mas como gostamos muito de viajar, dia 11 de outubro seguiremos para Capanema (eeee Paraná de novo na área!!!) e a roupa há de ser trocada mais uma vez. O motivo desta vez é 4º Moto Casais, evento organizado pelo casal Boeira que tive o prazer de conhecer na edição de Bonito. Pelos preparativos e carinho com que estão organizando o evento, tenho certeza que o encontro será um sucesso! E lá vamos nós para Capanema, com chuva ou sem chuva! E será tema do próximo post… Mas, enquanto Capanema não chega ou não chegamos a Capanema, acompanhe um pouco da nossa última viagem através das fotos!

Melhor que entrar de férias é sair de férias passando em frente ao local de trabalho… rsrs
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A vontade é de ir parando em todos os lugares que nos chamam atenção…
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Como este…
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O casal que deu carona a “Garupas” por um bom trecho desta estrada, onde um boi atravessou o nosso caminho e nos derrubou!
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O piloto volta para buscar a sua garupa que havia ficado para trás…
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Em Guarapuava, um passeio pelo Jardim BotânicoFérias_PR_SC (52)

E o destino agora é Salto de São Francisco… 

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Mas pra chegar lá, mais “pedras”!!!SantaCataria_e_Paraná (106)

Aqui o sistema é BRUTO!
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Chegamos ao Parque Municipal São Francisco da Esperança!!!
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E valeu a pena chegar pertinho da maior queda d’água da região sul do Brasil: Salto São Francisco em Guarapuava, Paraná!
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“Eu não consigo parar de te olhar”…SantaCataria_e_Paraná (163)

Olhar atento a cada detalhe da natureza…SantaCataria_e_Paraná (190)

 A queda está localizada numa região de tríplice fronteira entre os municípios de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo no Paraná.
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MotoTuristas…
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Bela Floripa…
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O motociclismo proporcionando encontros, construindo amizades: MotoTuristas Taithá, Guillermo Godoy e Gargamel
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Contemplação na Lagoa da Conceição em FlorianópolisSantaCataria_e_Paraná (310)

Ilha da Magia…
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Olha o “passarinho”!
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O bicho era bonito, mas esqueci-me do nome dele… rsSantaCataria_e_Paraná (547)

Tibagi, uma cidade no interior do Paraná, super charmosa e com vários atrativos naturais!SantaCataria_e_Paraná (563)

Rota dos MotoTuristas… 🙂
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Lama: a prova do tombo! rsrsrsSantaCataria_e_Paraná (572)

Eu achei que só na minha cidade tinha igreja com este nome! hehehe (Então, livrai-me de todas as dores musculares…)
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Salto Santa Rosa – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (646)

Ao pé do Salto Santa Rosa… Mas banho não é permitido!SantaCataria_e_Paraná (686)

Moto faz parte do acervo de um pequeno museu que existe na propriedade onde está localizada a cachoeira Salto Santa  Rosa… 
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Este também faz parte do museu…SantaCataria_e_Paraná (755)

Cachoeira Puxa Nervos – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (839)

Banho permitido… 
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Inventando moda… rs
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Antes da primeira correnteza… Acho que eu já previa, olha o sorriso amarelo… hahahaOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Apesar dos tombos, da chuva, do capacete, das luvas, valeu à pena! Melhor parte é você ouvir: és uma grande companheira! 😉 
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Até a próxima e curtam Garupas no FaceBook, assim você ajuda nosso trabalho de divulgação!

Mergulho nas pedras da Estrada Parque!

Estrada Parque Pantanal Sul! Final de semana quente, de poeira e sustos! Ruim?! Nada, deliciosamente aventureiro!!!

Por conta do Motoconfraternização no Casario Rock em Corumbá/MS resolvemos ir pela Estrada Parque Pantanal Sul, e para quem não sabe e/ou não é do Estado de Mato Grosso do Sul, é uma estrada reconhecida desde 1993 pelo governo de MS como uma unidade de conservação de uso sustentável (aquelas onde haverá conservação dos atributos naturais, admitida a exploração de parte dos recursos, disponíveis em regime de manejo sustentável).
A Estrada Parque Pantanal Sul está localizada entre os municípios de Miranda e Corumbá (MS). E até a década de 80 era a única ligação viária entre Corumbá e Campo Grande, quando então foi implantada a BR-262.
Descobri por conta desta viagem que a Estrada Parque também leva outros nomes: Estrada da Integração, Estrada Boiadeira ou Estrada da Manga.
Confesso que há uns 03 anos passei por pequeno trecho desta estrada (tendo conhecido inclusive a famosa Curva do Leque), mas tal visita foi feita de van, com um grupo de colegas e os motivos foram acadêmicos. E com certeza quando era criança, de Fusca! Motivo: férias escolares. Mas aí já são outras histórias.
Desta vez, a viagem teve gosto de aventura, superação e é claro, um viés infinitamente muito mais contemplativo!
Apesar da estrada ser a principal rota de escoamento da produção pecuária das fazendas da região, a única boiada que vimos foi no asfalto mesmo, quando retornávamos de Corumbá.
Dizem (e eu li em alguns lugares) que a Estrada Parque possui 72 pontes. Mas há controvérsias, pois ouvi algo como em torno de 68 pontes seria a contagem correta.
O fato é que tentei contar, mas da 4ª ou 5ª ponte, eu já desisti… kkk E por que? Ah, eu tinha mais o que fazer: contemplar toda a beleza da região, fotografar, e rezar em cada travessia de ponte… (muitos risos)
Embora tenhamos chegado no final do dia à pousada Santa Clara (recomendadíssima), a contemplação noturna também é possivel. Nos 30 primeiros km já de terra, vimos lobinho, outros animais não identificáveis pelo meu pouco conhecimento em Biologia animal rsrsrs, muitos pássaros e ouvíamos uma bela orquestra da fauna pantaneira, quando as vezes paramos e o motor da BMW parava de roncar.

Após descanso na Pousada, a ideia era acordar sem horário para levantar e curtir um pouco da pousada após café da manhã. E assim estive mais próxima da natureza, observando as várias espécies de pássaros, porco do mato, as árvores de várias espécies, tamanhos e tonalidades. Como me senti bem!

De lá partimos para o restante e boa parte da Estrada Parque. Um passeio que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. Li em algum lugar que costumam brincar e dizem que a Estrada Parque é o zoológico mais extenso do mundo! E depois desse passeio, acho mesmo que ali já foi mar, porque um grande trecho é de uma areiazinha fina que dava “medo” !  
Mal eu sabia que o perigo estava era nas pedras, bem lá na frente, alguns km a mais após a travessia de balsa, que se faz em menos de 5 minutos. 
 “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho “. Não, Carlos Drummond de Andrade… No caminho tinha um rio de pedras rsrsrs… e nele demos um pequeno mergulho. Nem sei explicar o que senti, nem como me senti, mas até a noite fiquei pensando no tombo! O que o corpo fez para ir se defendendo dos galhos que fomos encontrando pela frente até a moto tombar definitivamente e ver que meus pés estavam inteiros e saíram intactos da botinha (esses tênis para trilha), já que a moto caiu sobre eles. O “desespero controlado” logo em seguida foi pelo temor de ficar ali por falta de gasolina, já que o tanque aberto após o tombo jorrava combustível. Pra mim, aquilo iria secar e o trabalho para sair dali seria pior do que ter que levantar a moto!
Reestabelecidos do susto, andamos mais 15 minutos e nunca fui tão feliz por ver um asfalto! kkk
Mas ainda assim, eu faria esta viagem novamente! Inenarrável a sensação de estar inserida nesta natureza praticamente intocada!
Claro que se aprende muito quando se viaja: porque se lê sobre o lugar, a própria vivência que as viagens nos proporcionam, o contato com as pessoas, novas culturas, novos olhares… E por mais que eu tente fornecer dados, descrever sentimentos, para este post, eu não conseguiria.

Então desta vez irei descrever a minha viagem muito mais por meio de  fotos, que saberão transmitir  com mais propriedade o que vivi e o que senti. E a verdade é que assim como Drummond…

Nunca me esquecerei desse acontecimento 
na vida de minhas retinas tão fatigadas. 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho 
tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
no meio do caminho tinha uma pedra …

Sem problemas, juntei todas e fiz delas um castelo!

A coroação por toda esta aventura foi o encontro com amigos, velhos conhecidos, novas amizades, arroz carreteiro no clube AABB (delicioso por sinal), a recepção sempre muito simpática do casal Marcelo Xavier e Estela, muito rock a noite no Moinho Cultural e a volta pelo asfalto onde fomos contemplados por uma vista belíssima de ipês rosas, roxos, brancos e principalmente os amarelos que “iluminavam” a paisagem, mais pássaros, jacarés na Maria do Jacaré…

E  para fechar com chave de ouro, qual não foi a nossa surpresa, a chuva havia molhado o asfalto de Campo Grande, a temperatura estava mais amena do que quando a deixamos…

A bagagem? Foi parcialmente desfeita, e próximo fim de semana estamos de férias… A direção será o Sul do país que promete belezas igualmente exuberantes! E com certeza, mais reencontros esperados… E como sempre, aquilo que o motociclismo nunca deixa de nos proporcionar: novos amigos!

Início da Estrada Parque, única ponte de concreto que encontramos pelo trajeto percorrido…

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O beleza do pôr-do-sol já nos dava uma ideia do que viveríamos neste  fim de semana

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Hummm, escureceu! Além do barulho da moto, a infinidade de sons emitidos pela fauna pantaneira

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Lanterna na cabeça, que tal darmos uma volta pela pousada?! Levanta da rede!!!

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Como é inspirador acordar com um visual como esse… 

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Muitas araras… essas azuis eram “ariscas”, fotografar só de longe…

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Arara vermelha faz sucesso, se deixa fotografar um pouco mais de perto…Mas cafuné, só da dona…

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Famoso mata burro! Impede a fuga dos gados, mesmo quando a porteira está aberta. 

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Pegar a estrada rumo a Corumbá! Areia fina, um calor danado e olha o homem pantaneiro aí!

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“Comemos” muito mais poeira a noite quando chegamos, do que durante o dia…

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Um grupo de corajosos ciclistas… 

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Com um visual desses, eu até me esquecia das pontes de madeira…

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Terra muda de cor… agora, ela é vermelha!

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Pausa para contemplação…

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Está quente, mas vai de capacete e tudo rs…

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Vontade de parar e não sair mais daqui! 

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Pássaros por todos os lados…

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A travessisa do Rio Paraguai é feita através da balsa. Serviço funciona somente durante o dia!

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Finalmente conheci a estação de telégrafo instalada pelo Marechal Rondon, um desbravador do interior do país!

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Ipês amarelos foram constantes em toda a volta pela BR 262… lindos de viver!

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Finalmente tirei foto do trecho que passei 2 anos e meio namorando, quando em Corumbá morei… Lindooo

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Até eu gostaria de ir para debaixo da sombra deste belo ipê! Mas minha caminha me esperava…

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Nossa página no facebook:   https://www.facebook.com/garupas 

Garupas em Moto Casal em Bonito, MS

Garupas em moto casais
A história do Moto Casais em Bonito, MS é mais ou menos assim: evento que nasceu do desejo do casal
Boeira em fazer um passeio juntos um pouco mais longe de Capanema, PR onde moram e acabou ganhando a simpatia de alguns casais do motociclismo.

Nesta edição de 2013, além de uma quantidade razoável de casais – para não dizer que não sei precisar 😉 – participou um ou outro "avulso" (mesmo que solteiro, livre, separado, sozinho). Sim, porque a ideia é confraternizar! Casais que durante o feriado do Carnaval saíram de suas respectivas cidades de moto ou em carros de apoio ( Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Três Lagoas, Dourados…) e foram se encontrando ao longo do caminho até chegarem na região de Jardim e Bonito em MS. A primeira grande reunião da turma se deu na noite do domingo de Carnaval em uma pizzaria na cidade de Jardim. Em clima de muita descontração, como costumam ser esses encontros, revi conhecidos, bem como conheci novas pessoas.

Dia seguinte, segundona de Carnaval, a turma reuniu-se no balneário municipal de Bonito para um banho de chuva no Rio Formoso. Como os iguais se atraem, logo na chegada do balneário encontramos um casal de uruguaios que há alguns anos moram no Rio Grande do Sul: Pedro e e sua garupa Rina, casal cheio de histórias e gente boa! Foram apresentados pelo Gargamel aos demais do grupo. Não! Eles não se conheciam, acabaram de se conhecer. Porque é assim, irmandade reconhece irmandade.

Turma reunida, tivemos um dia muito agradável, cheia de riso, troca de experiências e informações de viagens, que nem a chuva foi capaz de estragar. Afinal, quem está na chuva é pra se molhar: motociclistas e garupas que o digam!

À noite, a reunião foi em Guia Lopes da Laguna, onde parte da turma estava hospedada. Lanchonete Lagunão foi o point e recomendadíssimo pelos preços acessíveis e deliciosos pratos de peixe.
Terça, dia de dormir até a hora que desse vontade, tomar café da manhã, e aguardar o Rickão, MotoTurista que saiu de Campo Grande com Gargamel e sua garupa, a que vos fala!

Garupasemmotocasais
Dias deliciosos, vale ressaltar a calorosa recepção em Aquidauana, MS  pelo Nômade e sua família, incluindo seu neto Bruno, que é um jovem motociclista e também colocou a sua garupa na moto participando do Moto Casais. Coisa emocionante foi ver avô e neto nesta aventura!!! Espero encontrar a todos no próximo Moto Casais, em que lugar será? Taí, deixo a enquete: mesma região (Jardim/Bonito) ou quem sabe uma outra cidade dentro ou fora do Mato Grosso do Sul? Não sei o que o idealizador do evento tem em mente, mas o que a turma pensa?
Vamos lá, façam suas apostas!  😉

Próximo destino do Gargamel e sua garupa sem a BMW: Ilhéus, Bahia.

Rede Brazil Riders Brasil Argentina Paraguai

Rede Brazil Riders Brasil Argentina Paraguai

Rede Brazil Riders reunida na tríplice fronteira Brasil, Argentina e Paraguai em Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu e Ciudad del Este.

“Rede Brazil Rider pra quem realmente viaja!” A cada ano, nos reunimos em Estados diferentes. Hoje vamos mostrar como foi a convenção da Rede Brazil Riders e m 2010. Viajamos de moto até a tríplice fronteira, nas cidades de Foz do Iguaçu, Paraná que faz fronteira com Puerto Iguazu em Missiones, Argentina que também faz  fronteira com Ciudad del Este, Paraguai. Daí o nome grande dessa matéria publicada.

Nosso encontro ou convenção em 2010 foi uma confraternização internacional no feriadão de 15 de novembro. Hospedamos em Foz do Iguaçu para centralizarmos nossas confraternizações e eventos de mototurismo. E haja fila de motos pra juntar todos de hotel em hotel, até em camping.

Saimos de Campo Grande, MS, tres motociclistas na Rede Brazil Riders: eu na Yamaha TDM 850, Nelito do MC Motors Vivos  na sua Suzuki DR 800 e Aurican, o Chiapas na sua Honda Sahara 350. Uma coisa interessante no motociclismo virtual! Só conheci o Chiapas no dia da viagem, às 5 horas da manhã no posto de gasolina. Isso, depois de trocar e-mails com ele por 3 anos na mesma cidade e nunca nos vimos pessoalmente. O Nelito, conheci em 2003, quando viajei pra Chapada dos Guimarães, MT e me encontrei com ele em Cuiabá, MT. Cada um com sua Yamaha Virago 250, há 8 anos atrás.

As estradas de MS e PR na ida a Foz do Iguaçu:

Saímos de MS pela BR 163, entrando no Paraná pela cidade de Guaíra. Antes de chegar ao Paraná, em MS, passamos ao lado da fronteira com Paraguai. Em plena BR 163 havia fila dupla de brasileiros que compram produtos importados na cidade de Salto del Guaira. Era véspera de feriadão de 15 de novembro, em MS nos perdemos um do outro no congestionamento.

Entre MS e PR, a dica é filmar os quase 4 km da ponte Ayrton Senna sobre o rio Paraná e seus 5.000 veículos por dia. Depois de Cascavel a rodovia é pedagiada, um show de asfalto! A Rodovia das Cataratas, a BR 277 que corta todo o estado do Paraná até Foz do Iguaçu. A BR 277 é mantida pela concessionária Ecovia, tem vários postos de pedágio, sinal de celular em toda a rodovia,  SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário pelo telefone 0800-410-277, uma das vantagens da BR 277 pedagiada.

As estradas na volta de Foz do Iguaçu ao MS: Nossa intenção não é voltar pagando pedágio, mas fotografar, então  pagamos só um pedágio em São Miguel do Iguaçu, PR e saindo da BR 277. O pedágio na BR 277 mais caro é justamente o mais próximo de Foz do Iguaçu, em São Miguel do Iguaçu, Km 704. Em setembro de 2011 conferi os preços: carros a R$9,80 e Motos R$4,90.

Estrada alternativa entre PR e MS

Voltamos por um percurso menor, pela rodovia estadual PR 495, cheia de fazendinhas, chácaras, muitas curvas, pequenos povoados e, claro, sem auto-estrada. Esse atalho paranaense  vai de Medianeira até Marechal Cândido Rondon. A rodovia estadual PR 495 sai da BR 277 no Km 672 na cidade de Medianeira, PR. Conheça o trecho de 122 Km:

 

Início: BR 277, Km 672

  1. Medianeira
  2. Missal
  3. Santa Helena
  4. São Clemente
  5. Entre Rios do Oeste
  6. Pato Bragado
  7. Iguiporã
  8. Marechal Cândido Rondon

Fim: BR 163

Mapa Parana Foz do Iguaçu a Marechal Candido Rondon
Entre Medianeira e Marechal Cândido Rondon pela PR 495 e PR 239, são 122 Km, apesar que Google Maps não mostra os rios nesse trecho, existem várias pontes sobre as cheias originadas de Itaipu. Inclusive balneários à beira da rodovia, verdaderio festival de MotoTurismo sobre as águas,opções de camping e pousadas.

 

Feriadão de novembro no Brasil

Férias do blog em novembro 2010 6ª feira, 12 de novembro com  feriadão emendando a 2ª feira, saímos de férias por 10 dias depois de uma longa campanha pela votação no blog dos MotoTuristas, conseguimos nos classificar no Top 100 em 2010 na categoria turismo, graças aos leitores.  Viajamos com Brazil Riders em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu.

Agradeço a você, leitor e seu voto no resultado do TOP BLOG 2010. Abaixo um vídeo produzido pela Yamaha, mas não sou eu, nem minha TDM 850.  O vídeo abaixo tem mais de 99.000 visualizações! Assista e fuja de moto:

Relato das férias de 2010 com os Brazil Riders em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu.