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Garupa é mototurista, motociclista, fotógrafa, turista e tudo que se possa imaginar. Garupa é quem registra momentos despercebidos pelos olhos de quem faz a rota do turismo.

Moto Turismo no Brasil

Moto Turismo no Brasil é:

viajar de moto pilotando, guiando ou na garupa fotografando, filmando, relatando nas mídias, redes sociais, compartilhando a quem vai viajar de moto, oferecendo dicas de passeios, mostrando as melhores rotas, serras  e caminhos alternativos a quem vai curtir o Moto Turismo no Brasil. E por falar em curtir, nossa comunidades estão aí pra vocês curtirem e compartilharem suas viagens e relatos, enviar fotos e videos nas nossas comunidades de Moto Turismo no Brasil:

Viagem de moto pra casa

Dessa vez… a viagem de moto é pra casa! (terceiro de 3 relatos)

 

Terceira e última parte da viagem de moto ao sul do Brasil dos mototuristas começa com a nossa saída do Quinta do Bucanero na segunda-feira, dia 14 de abril, após o delicioso café da manhã, como o foi todos os dias, olhando para aquele mar maravilhoso, a Praia do Rosa, a Lagoa do Meio e demais praias da qual se tem o privilégio da vista quem no Buca se hospeda.

Nesta deliciosa viagem de moto, os mototuristas seguiram então para Florianópolis, a Ilha da Magia, capital do estado de Santa Catarina e que possui tantas praias que existem até divergências se seriam 42, 31 ou até mesmo 100. A dúvida deve-se ao fato de divergências nos critérios adotados para estabelecer onde começa e termina cada uma. A verdade é que existe um livro chamado “Descortinando as 100 belas praias de Florianópolis”, do professor e pesquisador na área de  Ciências Humanas e Sociais Nereu do Vale Pereira. Quem sai ganhando com isso são os moradores que tem como opção vários lugares e nós mototuristas ( e turistas em geral ) que podemos escolher novos lugares para conhecer a cada nova visita à bela Florianópolis.

Bem, o primeiro compromisso dos mototuristas nesta viagem de moto, em Florianópolis, foi a visita ao nosso amigo Guillermo Godoy, motociclista com vários livros publicados contando suas aventuras em 2 rodas e que planeja no segundo semestre de 2014 dar a volta ao mundo. É a segunda vez que visitamos Guillermo Godoy em sua casa que tão bem e carinhosamente nos recebeu. Fomos até a casa deste grande motociclista acompanhados de outro amigo motociclista que trocou Mato Grosso do Sul por Florianópolis, SC após uma viagem de moto que juntos fizemos no final de 2009. Fomos recebidos com uma bela macarronada preparada pelo Guillermo que cuidou dos mínimos detalhes, desde a preparação da massa, o molho e 3 tipos de sobremesas uma mais deliciosa que a outra: o pudim de pão, os copinhos de chocolate com licor e uma nova para mim, chamada Dom Pedro: três sabores de sorvete com whisky à gosto. Muito bom!!! Tudo isso regado a muita conversa, dicas de viagem, relatos de experiências… Agrademos ao Guillermo Godoy e sua filha Patrícia por todo carinho e atenção dispensados nessas horas. E ao nosso querido amigo Thaita pela carona e pela companhia durante a visita.

Florianópolis tem lugares muito pitorescos e em uma viagem de moto, esses lugares ficam ainda mais interessantes. Desta vez o tempo ajudou e os mototuristas fizeram novos passeios que não pudemos fazer da última vez em que lá estivemos. Vamos lá a algumas aventuras que fizemos nesta viagem de moto:

1) Passeio de barco até a costa da lagoa que é uma Área de Preservação Ambiental (APA). Passeio muito agradável onde você pega uma embarcação na Lagoa da Conceição e vai até o centrinho da Costa da Lagoa onde realmente só se chega ou de barco ou por trilhas (são trilhas demoradas que saem de alguns pontos e que um dia eu pretendo fazer porque dizem é bem cultural, passa-se por diversas vilas e antigos engenhos de farinha). O que chamo de barco na verdade é conhecido como baleeira e é também usado como meio de transporte pelo moradores da costa. O passeio custou R$15,00 e demora aproximadamente 40 minutos até o ponto do centrinho.

2) Esta viagem de moto teve Sambaqui e Santo Antônio da Lisboa – lugares graciosos, escolhidos pelos primeiros açorianos em meados do século XVIII para fixar residência na ilha de Florianópolis. A beira-mar desses lugares possui uma vista belíssima da Baía Norte e do Continente. Vimos diversos restaurantes, mas resolvemos saborear as delícias de um que fica bem na esquina da primeira rua calçada de Florianópolis: Villa do Porto. Fica em um imóvel histórico construído em 1840. Você tem a opção de ser servido dentro das dependências do restaurante que no passado serviu de hospedagem para o então imperador do Brasil Dom Pedro II, segundo um dos atendentes nos contou. O casario é lindo, mescla o rústico já que é um prédio antigo com a modernidade. No entanto, preferimos ficar nos quiosques que eles possuem na calçada, atravessando a rua, à beira da praia de águas tranquilas já que trata-se de uma colônia de pescadores. Ah, a comida do Villa do Porto é de primeira hein!
Uma dica para quem tem bom gosto e gosta de artesanato é conhecer o Estúdio de Cerâmica Artística Vineli. Cada peça mais linda de viver que outra: louças, painéis, artigos de decoração. Fiquei sabendo que perto deste estúdio existe uma feira de artesanato muito interessante também, mas que funciona somente aos sábados e domingos à tarde. Ai ai, viagem de moto boa é assim: alimento para o corpo e para a alma hehehe…

3) Armazém Vieira – localizado em uma famosa esquina de Florianópolis, é uma referência cultural, gastronômica e de boa música, conhecida nacionalmente e até internacionalmente sendo indicado por importantes revistas e jornais especializados no assunto. Os mototuristas foram em uma sexta e rolava um ziriguidum ( rs sambinha )  de primeira qualidade.  Numa próxima oportunidade quero experimentar o famoso sanduíche Armazem Vieira que tem quatro andares com frios e um molho que é segredo da casa.

4) Aos arredores da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC existem vários bares. Um que chamou a atenção pelo nome foi “Meu Escritório”. Achamos muito divertido o nome e imaginando as situações que acontecem por conta do nome (nosso escritório é mesmo sobre 2 rodas e ao ar livre, sensações assim, só uma viagem de moto nos proporciona). Lotado ao extremo com pessoas pela calçada, resolvemos parar em um que fica no Córrego Grande, Chopp do Gus. Tocava uma banda que não me lembro o nome e a noite era especial só com músicas de duas bandas da década de 80 que adoro: The Smiths e The Cure. Bom demais!!!  

Florianópolis tem opções diversas e ainda teremos que fazer não mais uma viagem de moto, mas muitas viagens de moto para conhecermos novos lugares e rever outros que sempre valem uma visita. O centro mesmo de Florianópolis é sempre muito agradável. Adoro andar pelo Mercado Municipal, o artesanato da Alfândega, visitar a Figueira centenária na Praça XV de Novembro.

Após alguns dias agradáveis em Floripa é chegada a hora de voltar. Nossa viagem de moto começa então a contagem regressiva para a chegada no lar doce lar. Partimos de Florianópolis no sábado dia 19 e ainda pela manhã passamos pela Serra da Dona Francisca, que foi construída pelos imigrantes europeus para ligar Joenville ao litoral. Uma serra curta, mas com uma vista muito bonita, cuja beleza pode ser melhor apreciada de um mirante que encontramos no caminho.

A parada dos mototuristas para pernoitar nesta viagem de moto foi em Irati, PR, cidade de imigrantes poloneses e ucranianos. Achei a cidade até movimentada, mas também era um sábado a noite e ficamos na área central com restaurantes, pub, tudo por perto. Ficamos no Hotel Luz cujo dono orgulhosamente disse já ter hospedado gente famosa como Roberto Carlos. O Hotel talvez já tenha sido mesmo em décadas passadas um  hotel de referência na cidade. Hoje é um hotel simples, sem serviços de frigobar, telefone no quarto, móveis antigos, mas tinha wi-fi kkk… Ah, o colchão do quarto onde ficamos também me deu uma dor na coluna que vou contar! Mas por uma só noite deu pra aguentar…

Nesta viagem de moto, durante o nosso retorno, também conheci o sabor do famoso pinhão. Paramos em (ou próximo) de Larangeiras do Sul na beira da estrada e taí, gostei! Curioso que comemos o pinhão quentinho, diretamente do panelão que estava sob o fogo e no final o rapaz não cobrou nada. Disse que aqueles ali cozinhando era pra pessoa comer mesmo e gostando, levar no saquinho fechado.

Logo depois paramos num desses postos em que ficam socorristas e preciso comentar algo que muito me incomoda, mas que vindo de profissionais que ajudam a salvar vidas soa estranho e é no mínimo sem bom senso. Entramos na sala para servir um café e após os cumprimentos de bom dia uma delas virou para o colega e lembrou-se de uma certa ocasião em que teve que cortar uma bota igualzinha a do Gargamel MotoTuristas. Ainda falou que “deu até dó!” Eu ia dizer que esse tipo de comentário não se faz, ainda mais para alguém que está no meio de uma viagem de moto; seu papel ali era outro. Que deseje boa viagem, diga vá com cuidado, mas pera aí, fazer esse tipo de comentário é no mínimo desagradável e sem noção. Mas enfim, preferi sair de perto…. e pedir à Deus para que continuasse a nos acompanhar nesta viagem de moto que estava tão bacana e nos livrasse de qualquer mal.

Resolvemos dormir em Guaíra no domingo pois a intenção era ir ao Salto de Guairá comprar uma Go Pro na segunda-feira, dia 21 de abril feriado no Brasil. Encontramos por um bom preço, mas que lugarzinho congestionado hein! rs No final deu tudo certo… Bem, tudo certo, mas com um pequeno susto na reta final da viagem…

Chegando em Campo Grande e terminando mais uma viagem de moto, após pegarmos vários trechos bem congestionados e com muitos caminhões, na entrada da cidade, na BR 163 enfrentamos um temporal que superou qualquer chuva que pegamos em viagens anteriores. Começou a pingar e pensei, beleza, “já estamos em casa” mesmo… Mas em questão de poucos segundos começou um vento tão forte, tão forte (com raios, trovoadas, e muita água) que era difícil o equilíbrio na moto. Os carros foram parando no meio da rodovia e senti-me realmente muito preocupada e vulnerável com a força do vento. Paramos antes de cairmos e por ali ficamos por alguns minutos. O vento pouco diminuiu, mas mesmo assim seguimos até um posto que estava lotado de carros esperando a chuva parar. Ali ficamos por mais de 01 hora. Certos de que já poderíamos sair dali com tranquilidade, logo após o posto passamos por verdadeiros rios de água e o congestionamento era grande. Mas por fim, os mototutistas chegaram ao lar doce lar! E a sensação de mais um prazer realizado, muito felizes, com a bagagem cheia de histórias, novos amigos, a lembrança de lugares lindos, maravilhosos e perfeitos! Isso é motociclismo! Viagem boa de moto é assim cheio de aventura!!!

E nós somos mototuristas!!! Até a próxima aventura! 😉
Viagem de moto ao sul do Brasil
Serra do Rio do Rastro

Viajando de moto ao sul do Brasil

Viajando de moto ao sul do Brasil (segundo de 3 relatos)

Praia do Rosa, Pousada Quinta do Bucanero

Pois cá estou eu viajando de moto… Ahhh, viajando de moto e relatando sobre um paraíso na Praia do Rosa em Santa Catarina… Atualizando no espaço e no tempo, em Orleans-SC despedimo-nos do casal Marcos Martins e Guiomar numa quinta-feira e continuamos rumo ao litoral catarinense. A ideia era chegar até Laguna-SC, mas paramos em Tubarão-SC para visitar a MOTOBAN. Você que está lendo este post está viajando de moto e passando por Tubarão?! Faça uma visita você também. A loja é realmente tentadora, produtos funcionais e de altíssima qualidade. Conversando com o Gentil da MOTOBAN, disse que resolveu abrir a loja a partir de uma  viagem que fez, em que precisou recorrer a vários lugares para encontrar o que queria. Pensou em montar uma loja especializada em motociclismo em que se encontrasse de tudo. Pois lá trocamos os 2 pneus da moto, compramos um casaco para o piloto e uma calça para a garupa, fora alguns pequenos acessórios.

Como a troca de pneus demorou, escureceu e achamos por bem pernoitar em Tubarão-SC que espantou-me pela movimentação do trânsito rsrs… É uma cidade dividida ao meio pelo rio Tubarão. Se não estou enganada são 4 ou 5 pontes que dão acesso de um lado ao outro da cidade. Achei pouco! Até encontrarmos um local para dormir rodamos um pouco, pois no primeiro hotel sugerido pelo amigo da MOTOBAN, o Hotel Farol,  não havia leitos disponíveis. Fomos então parar em outro hotel no centro da cidade, o Hotel Acomodare, com acesso pelo calçadão, mas sem estacionamento de fácil localização. Aí já viu a trabalheira de carregar parte das coisas. Mas fora isso um hotel razoável com um café da manhã bem farto e diversificado. Viajando de moto passamos por muitas situações desconfortáveis, porém compensadoras.

SC, Praia do Rosa, Quinta do Bucanero
Praia do Rosa

Sexta-feira partimos então para o litoral e após um estressante congestionamento no BR 101 em Laguna-SC, viajando de moto chegamos a um posto de gasolina em  Imbituba-SC. Não tínhamos rumo e gostaríamos de ficar ou em Garopaba-SC ou na própria Imbituba. O frentista do Posto ALE disse: “tem uma pousada assim, assado onde os motociclistas viajando de moto sempre ficam”. Lá fomos nós atrás do lugar.

Logo na entrada uma casa pequena e um rapaz atendeu dizendo mais ou menos assim: “pode entrar, fica nos fundos”… Pensei, “vou andando” e fiz gestos para o piloto MotoTuristas seguir em frente… Se arrependimento matasse rs…tive que andar cerca de 300 metros com capacete, aquela roupa pesada, sol, viajando de moto…

Lá no fundo paramos em uma espécie de clube, o MotoTurista Gargamel pegou o telefone de parede e teclou algum número. Logo apareceu a Tatiana, uma moça muito simpática indicando-nos onde seria a recepção. Quando minha ficha foi caindo e fui observando melhor o lugar, pensei, meu Deus, aqui é o paraíso! kkk Não tínhamos reservas, e negociação vai, negociação vem e em virtude do Last Minute by Quinta do Bucanero (promoção com tarifas reduzidas) fechamos o fim de semana com a pousada, não resistimos ao lugar. Só viajando de moto tempos a oportunidade de encontrar pedaços do paraíso assim, inesperadamente…

Quinta do Bucanero é uma pousada em frente à Praia do Rosa, em Imbituba. Inaugurado em 1995 o Quinta é roteiro de charme! Lá encontramos conforto, requinte, atendimento excelente, privacidade, decoração rica em detalhes e tudo de muito bom gosto. A missão do hotel é fazer o hóspede feliz e para isso a administração do Quinta pensa em tudo mesmo, assim como bem lembrado no site do hotel:

“É a música no volume certo, as flores sempre belas, o sorriso acolhedor. É o espumante gelado e os bombons antes de dormir. O barquinho atravessando a lagoa, o romance e o tempo sem pressa de passar.”

O Quinta do Bucanero tem tantos serviços e atrativos que ficaria muito extenso colocar todos aqui, por isso apenas para citar alguns:

1) São 10 apartamentos com varanda e vista panorâmica; e outros 02 com hidromassagem. A menor categoria é a de luxo e foi nela que ficamos. Não vimos os demais pois estavam todos ocupados e esse por sorte era o que nos esperava rsrsrs

2) Acesso exclusivo de barco que atravessa a Lagoa do Meio (de água salgada) até beira da Praia do Rosa;

3) Os meninos que nos levam pelo barquinho levam toalhas e montam cadeiras com guarda-sol na praia e se você quiser pode deixar previamente combinado o retorno. Este serviço encerra-se entre 17 e 18 horas, mas se você optar por ficar na praia, eles vão até a praia, recolhem as cadeiras, toalhas, guarda-sol e  existe a opção de se voltar por uma trilha fácil, porém muito bela que eu recomendo também! Ainda na trilha, já próximo aos apartamentos, existe uma ducha maravilhosa que você pode usar para dar uma revigorada, tirar areia, suor ou simplesmente pelo prazer de um banho no meio do verde!

4) O Quinta do Bucanero não aceita menores de 14 anos e acho que é um lugar mais para casais mesmo! É tudo muito romântico e pais teriam dificuldades com crianças pequenas até por conta da geografia do terreno, os espelhos de água, piscinas… enfim, pra mim é lugar para casais mesmo! Ou uma família com filhos já maiores!

5) Eu ficaria aqui por muito tempo ainda citando os serviços do lugar, mas é melhor quem tiver interesse procurar o site da pousada e ver, pois tem até serviços de lua-de-mel, sauna, massagem, enfim, tanta coisa que melhor nem continuar citando! kkk

De julho a novembro a Praia do Rosa vira morada das Baleias Brancas, e contaram-nos que já chegaram a ver cerca de 18 baleias, todas ali na praia. Nossa! Deve ser lindo demais!!! Que tal viajando de moto voltarmos para contemplarmos essas baleias?!…

O Nome Praia do Rosa veio de um pescador seu Dorvalino Manoel da Rosa que acolheu os primeiros surfistas que chegaram na região em 1970, em busca das águas perfeitas para a prática do esporte. Seu Dorvalino passou aos surfistas os valores de preservação, conservação ambiental e dizem que daí veio o nome da Praia do Rosa. Muitos surfistas transformaram suas casas em pousadas, o lugar mantém-se preservado, com suas raízes mas recebe com muito conforto seus turistas.

A Praia do Rosa em Imbituba,SC fica a 90 km do lado sul de Florianópolis e é considerada a capital da Baleia Franca. O centro é muito charmoso e você se sente numa esfera de energia muito boa, algo cósmico, beleza pura…

Por falar em beleza pura fomos a um bar-restaurante com este nome (Beleza Pura) que é super bacana. Na frente dele tem um fusca estacionado cuja pintura combina com a pintura e decoração do estabelecimento. Fizemos um esforço muito grande para sair para a rua na nossa primeira noite no Quinta do Bucanero rsrs, mas fomos ver o que Imbituba tem! Ouvimos uma música ao vivo e comemos um camarão no Beleza Pura. Um lugar que recomendo a todos!!! Adorei!

Viajando de moto pelo Sul do Brasil
Contemplação em Praia do Rosa

Ali pelo centro de Imbituba, por sorte a entrada do Quinta do Bucanero fica bem no cruzamento das duas principais ruas, tem opões de música e restaurante para todos os gostos. Comida japonesa, mineira, italiana, nordestina…E muitas lojinhas de artesanato e souvenirs.

Queríamos descansar, por isso a moto ficou parada de sexta a segunda pela manhã, quando saímos do Quinta do Bucanero rumo a Florianópolis. Ficamos apenas nas dependências do Hotel, Praia do Rosa, trilhas aos arredores e como já citei, no centrinho de Imbituba. Mas Imbituba possui 9 belas praias. Não fomos em nenhuma delas fora a Praia do Rosa, mas fizemos uma trilha e chegamos até perto da Praia da Luz e de onde também se avistava a da Barra de Ibiraquera, caminhando para o lado direito da Praia do Rosa.

O café da manhã no Quinta do Bucaneiro é servido das 08 às 11. Mas se você acordar depois disso, até ao meio dia oferecem o serviço do “café do dorminhoco”. Alguns pratos são preparados na hora, conforme pedido do hóspede a partir de um cardápio diversificado, tais como ovo pochê, omeletes e waffles, dentre outros. E tudo isso com uma vista MARAVILHOSA!

Saíamos a noite e quando voltávamos o quarto estava arrumado e com mimo de boa noite, com chocolates pela cama. Quem disse que viajando de moto não se tem luxo e conforto?! hehehe

Conhecemos Cezar Pegoraro – ou mais conhecido e chamado pelos funcionários do hotel como Bocão – na segunda-feira quando estávamos deixando o hotel. Chegou de carro aquele cara simpático, um gaúcho com pinta de carioca (ou seria de surfista?!) com uma câmera fotográfica acoplada a 2 lentes objetivas em mãos e bateu um papo conosco. Disse que foi motociclista, teve Big Trail BMW, viajou muito pelo Brasil, América Latina de moto, mas deixou o motociclismo depois de lesionar a coluna em um tombo que levou. Pena não o termos conhecido antes porque com certeza deve ter muitas histórias para contar. Ele juntamente com a esposa Jaqueline Biazus dedicam-se realmente a tornar a estadia de cada hóspede uma experiência inesquecível e com gosto de quero mais… rs

Se tudo der certo, em setembro voltaremos para ver as baleias! Viajando de moto, é claro… Visualiza!!! rsrs
Como afirmei anteriormente, dividi a viagem de 15 dias em 3 posts. Viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto SEMPRE…

Somos garupas mototuristas sempre viajando em 2 Rodas

Viagem de Moto ao Sul do Brasil

Viagem de Moto ao Sul do Brasil (primeiro de 3 relatos)

Chegamos da viagem de moto ao sul do Brasil. Cai uma forte chuva quando começo a escrever o novo post de Garupas e isso me dá inspiração. Afinal, foram 15 dias rodando e tenho algumas histórias para contar. Resolvi dividir em três etapas a contação dessas histórias e aventuras por três motivos. Primeiro para que o post não ficasse muito extenso. Segundo porque a primeira parte da viagem viajamos na agradável cia de um casal de novos amigos e viajar com outras pessoas é um pouco diferente. E isto me levou a algumas reflexões. E terceiro porque um dos lugares em que paramos já sem o casal de amigos foi muitíssimo especial e como lá estivemos pela primeira vez, quero dar um destaque a este momento da viagem de moto ao sul. 

Saímos de Mato Grosso do Sul, para a nossa viagem ao sul, em uma BMW Sertão 650 e uma Suzuki V-Strom 650, numa segunda-feira, dia 07 de abril juntamente com o casal Marcos Martins e Guiomar. Na primeira etapa da viagem até Laranjeiras do Sul,PR tudo transcorreu tranquilamente, sem imprevistos, sustos, chuva ou frio. Antes de chegarmos ao destino final do primeiro dia paramos no simpático portal da cidade de Marechal Rondon,PR. Digo simpático portal porque dele nunca passamos, nunca entramos na cidade e é a segunda vez que eu e Gargamel paramos no portal. Desta vez não só para fotos, mas para encontrar e conhecermos pessoalmente o colega motociclista “Elson Mototurista”. Ali ficamos por cerca de quarenta minutos ou pouco mais ouvindo algumas de suas histórias, aventuras e troca de informações que sempre rolam nesses encontros. Agradecemos ao mesmo por ter largado sua rotina e ido nos dar um abraço, dizer um olá e tirarmos algumas fotos. Dali, é claro, continuamos nossa viagem de moto ao sul do Brasil.

De lá então, rodamos mais um pouco até chegarmos em Laranjeiras do Sul onde nos aguardava o Luciano e sua bela família que tão bem e carinhosamente nos acomodou nesta noite. Teve bilhetinho de boas vindas e tudo, minha gente, deixado pela caçulinha do casal! As garupas ganharam até presentinho da anfitriã. Muito dez vocês de Laranjeiras do Sul! Gratos, de verdade! Os MotoTuristas sul-mato-grossensenses agradecem.

Curiosidades: Laranjeiras do Sul é um município do centro-sul do estado do Paraná, fica a 360 km de Curitiba e lá existe um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que aliás é o portal de uma das entradas da cidade. A população da cidade em 2010 era de aproximadamente 30.240 habitantes, maior parte localizada na zona urbana.

Dia seguinte, após um agradável café da manhã com nossos anfitriões, prosseguindo a nossa viagem de moto ao sul, pegamos a estrada e destaque para a parada do almoço na PR-280 em Palmas,PR no Parque Eólico de Palmas. A região faz divisa com o Estado de Santa Catarina e a usina eólica (que utiliza a força do vento) foi a primeira da região sul do país, com a inauguração em novembro de 1999. Vale a pena a parada pois são torres com altura de 44 metros e motores com diâmetros de 40 metros. Em 2009 quando passamos por lá e achei que aos redores do restaurante/lojinha (Casa do Turista) estava bem mais cuidado com flores da região. Agora “meteram” uma cerca de arame farpado e o pequeno jardim que desta vez achei mal cuidado ficou para dentro da cerca, não gostei! Mas reforço, vale a parada! 😉

Bem, o destino para pernoite neste dia seria Urubici, mas chegamos em Lages-SC já no escuro, com tempo fechado e muito cansados. Ao menos eu estava exausta! rsrs E a distância a ser rodada ainda seria de aproximadamente 130 km caso continuássemos.

Dia seguinte, continuando a viagem de moto ao sul, o destino foi Urubici-SC que está a 158 km da capital Florianópolis. Um município com uma área de 1.019 km2 de majestosas colinas, uma natureza de beleza estonteante. Chegamos a tempo de almoçar e pernoitamos na Pousada das Flores ( Av. Adolfo Konder, 2273), uma pequena pousada (capacidade 20 leitos) muito charmosa onde os quartos ao invés de numeração possuem nome de flores. O quarto onde ficamos foi o nome de uma das que mais gosto: Margarida. Vê-se decoração com motivos florais por todos os cantos do hotel, fronhas, lençóis, toalhas delicadamente bordados com flores. Anexados à pousada estão um restaurante, bistrô, pub, Ambiente familiar, comida deliciosa, grande variedade de vinhos! E foi no restaurante da pousada é que jantamos à luz de velas! Hehe

Em Urubici fomos ao Morro da Igreja onde só com autorização podemos subir, que você pega ali mesmo na cidade, no ICMBIO na sede do Parque Nacional de São Joaquim, na Av. Felicíssimo Rodrigues Sobrinho, 1542 – Bairro Esquina em horário comercial. Na verdade o Morro da Igreja pertence ao Parque Nacional de São Joaquim localizado na divisa entre os municípios de Bom Jardim da Serra, Orleans e Urubici. A subida do morro é belíssima e ao final tem-se a vista da Pedra Furada. Você tem a sensação de estar no céu! Muito lindo! O acesso é feito pela rodovia SC-439 e depois por uma estrada que leva ao topo do morro. Segundo pesquisas, descobri que o Morro da Igreja é considerado o ponto habitado mais alto da Região Sul do Brasil. O seu cume é o terceiro mais alto de SC e o quinto da região Sul. Urubici, conhecida como terra das hortaliças é o maior produtor catarinense de hortaliças, mas foram as plantações de maçãs que me encataram. Por onde vai passando vê-se as macieiras, que são pequenas árvores, parecendo árvore de natal com bolas vermelhas kkk. Coisas que só uma viagem de moto ao sul te proporciona!

E foi justamente nesta viagem de moto ao sul do Brasil, que na descida do Morro da Igreja (onde o freio da BMW G650GS pifou! rs) visitamos a primeira plantação de maçãs. ( Ahhh, viagem de moto ao sul… ) Eu gosto muito de maçã, mas comida assim diretamente do pé, mesmo cheio de agrotóxicos kkk é uma sensação indescritível!!! Confissão: fizemos isso duas vezes na mesma tarde, uma com autorização (onde o dono da plantação nos acompanhou) e outra com tentativa de solicitação de autorização… kkk Bem que tentamos…

Na viagem de moto ao sul, de Urubici partimos no dia 10 de abril, quinta-feira, para a meca do motoclismo como dizem alguns: A bela e estonteante, delineadamente curvilínea SRR, a famosa Serra do Rio do Rastro. Não estava frio, tempo bom e sem chuva descemos a Serra. Algumas paradinhas para foto e foi tudo perfeito! E desta vez sem tombo! Foi lá meu primeiro tombo de moto (parada rs). A Serra do Rio do Rastro está localizada no município de Lauro Müller e se você for por estas bandas não deixe de conhecer.

Viagem de moto ao sul do Brasil até Urubici, SC
Viagem de moto ao sul do Brasil

Não posso deixar de citar que nesta viagem de moto ao sul, antes da Serra, paramos em Bom Jardim da Serra, em uma cachoeira, de fácil acesso às margens da estrada, conhecida como Cachoeira da Barrinha. Um lugar muito bonito, onde descemos para tocar nas águas tão cristalinas. Na próxima vez que passarmos por lá quero conhecer o castelo de Lauro Muller, localizado no centro da cidade. O castelo pintado de amarelo data de 1919 e  foi construído por Henrique Lage em homenagem a Gabriela Benzanzoni uma cantora italiana de ópera com quem se casou. Que poder essa tal de Gabriela hein! rsrsrs (Viagem de moto ao sul é cultura!)

Viagem de moto ao sul do Brasil até Bom Jardim da Serra, SC
MotoTurista descansa e repõe as anergias contemplando a natureza

Da Serra do Rio do Rastro, só paramos (azuis de fome) em Orleans, onde antes de despedirmo-nos fomos ao simpático Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, segundo informações locais, único a céu aberto na América Latina. Um local muito pitoresco onde divertimo-nos muito atravessando o laguinho de balsa puxada praticamente sozinha pela querida Guiomar. O Museu conta a história da vida e colonização da cidade, mas que nos remete ao passado de nossos avós e até mesmo de nossas infâncias com certos objetos, utensílios, e para quem gosta de História, museu, cultura em geral, vale a pena a visitação. Valor do ingresso, bem acessível.

E deste ponto em diante cada casal seguiu a sua viagem de moto sul. Nós fomos para o litoral e o casal de amigos para as belezas do Rio Grande do Sul, que pouco ou quase nada conheço. Aproveito a oportunidade e agradeço ao casal Marcos e Guiomar pela companhia nesses dias. São gente boníssima! Viajar com outras pessoas requer outras posturas, pois algumas coisas precisam ser previamente combinadas, em alguns momentos de cansaço físico como é comum em viagens de moto é necessário mais do que nunca o espírito colaborativo, paciência muitas vezes, compreensão, implica em ter que voltar quando o outro não aparece na pista, é administrar  e minimizar as diferenças e saber ressaltar as semelhanças… Afinal, são 4 pessoas que embora com interesses em comum são pessoas de ritmos diversos, gostos nem sempre comuns, o modus operandi para consertar capacete de garupa são diversos kkk. Mas no final, meu balanço foi positivo. Fora a chegada em Lages que o Marcos quase matou as garupas pelo ritmo que impôs (kkk brincadeira Marcos) mas no final deu tudo certo e todos curtimos e compartilhamos momentos  certamente inesquecíveis. Valeu e até a próxima se Deus quiser! 

Viagem de moto ao sul do Brasil, neve na pista em Urubici, SC
Ainda bem que o gelo não encontramos

E assim, conforme disse no início do post, este foi o post número 1 dos 3 que hei de publicar, contando sobre a nossa viagem de moto ao sul do Brasil. A chuva continua a me inspirar e enquanto vocês lêem o primeiro post e curtem as fotos desta primeira parte da viagem, começo a esboçar a segunda parte dos relatos da viagem de moto ao sul, cujo post hei de deter-me em um lugar para lá de especial. Aguardem!

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Dicas para pilotos e garupas

Dicas para pilotos e garupas pra que?!

Dicas para Pilotos e garupas

 Se você pensa que andar na garupa de uma moto é algo apenas intuitivo, esqueça, não é bem assim! Para isso também existe técnica.

O vídeo logo abaixo dá dicas simples e práticas de como o piloto pode conduzir com mais segurança a garupa ou o garupa. Bem como aponta sugestões valiosas para garupas que podem tornar a viagem muito mais tranquila e segura!
Veja se você já faz isso. E se tiver dicas interessantes, deixe aqui nos comentários! Afinal, segurança no trânsito é uma responsabilidade de todos!
COMPARTILHE SEU CONHECIMENTO, FALE DA SUA EXPERIÊNCIA! Eu tenho certeza que você tem algo a dizer sobre o que fazer ou sobre o que não fazer… Não me pergunte o porquê, mas eu, por exemplo, achava que segurar na alça não era tão bom assim, o vídeo diz o contrário. É isso mesmo? Há fundamento?!

 

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Estrada Parque Palmeiras Piraputanga

viagem a piraputanga pe

Estrada Parque Palmeiras Piraputanga num dia de domingo…
Nossa primeira viagem, passeio do ano.

Desde 2010, o que antes era conhecida como Rodovia Ecológica MS-450, passou a ser denominada Estrada Parque Palmeiras Piraputanga e foi nessa estrada que fomos passear de moto. Saímos em 06 motos e chegamos juntos até o Redondo, restaurante/posto em Palmeiras na BR 262, mas só 04 aventuraram-se pela estrada Parque Palmeiras Piraputanga: 02 BMW, 01 Yamaha e 01 Honda XRE 300. Um passeio que valeu à pena!

Escrever para o Blog dos MotoTuristas, além de um passatempo, serve como um registro e compartilhamento das viagens, dos passeios e encontros com os amantes desta prática, aventura, loucura seja lá como queiram denominar… Afinal, depende muito do ponto de vista do leitor e de quem e como observa o motociclismo. Mas além de tudo isso, sempre me proporciona aprender um pouco mais ou muito mais da geografia do lugar, do modo de viver de uma região, da história de uma cidade, dos mitos, folclore e até da linguística. Linguística? Como assim?! Eu explico. Por exemplo, Piraputanga (distrito de Aquidauana – MS, para onde fomos passear, despertou a minha atenção em saber a origem do nome. Única coisa que eu sabia é que era um peixe! E então, descobri que vem do tupi e quer dizer “peixe avermelhado”. Aí entra a Botânica: atinge no máximo 2,5 kg, é omnívora alimentando-se de peixes, frutos, sementes e outros animais. E até dicas para quem gosta de pescar: melhores lugares para a pesca da Piraputanga são pequenas correntezas, remansos de corixos, embaixo de árvores com frutas ou árvores de pouco e dormida de pássaros, à beira dos rios. Quanto ao nome do distrito em sim, algumas fontes de pesquisa creditaram ao Marechal Rondon que por ocasião da instalação das linhas telegráficas passou por esta região. Não entrarei no mérito da questão, pois este não é foco. Só quis mostrar que quando viajo, viajo longe… rsrsrs

Uma informação a mais sobre a Piraputanga fez-me associá-la ao motociclismo: é um peixe veloz, e justamente devido à sua grande velocidade é considerada um dos peixes mais esportivos do Pantanal… Será que algum grupo já inspirou-se na tão saborosa Piraputanga?! Que tal um grupo de garupas: Garupas Pira!!!

O calor realmente não estava para brincadeira, mas a bela paisagem da vegetação, das formações rochosas, animais, pássaros compensou um certo desconforto que o calor nos causa. Buraquinhos aqui, outros ali, uma pocinha de lama aqui ou ali (havia chovido no dia anterior – aliás, no verão, tem chovido no Estado de MS, quase todos os dias!), passeio bom é quando se pode ir parando para fotografar, apreciar com um pouco mais de cuidado, com o devido respeito que a natureza merece!

Em Piraputanga almoçamos no Pira, um restaurante administrado pela família dos paranaenses Ademir e Elza há aproximadamente 10 anos. Um lugar simples, mas muito aconchegante, a começar pelo atendimento nota 10. Além do peixe na telha, uma das especialidades da casa, até um pavê de limão providenciaram (a meu pedido) para que pudéssemos comemorar com “parabéns pra você” o niver do Gargamel MotoTuristas. Estava tudo realmente perfeito! Só faltou eu ter levado no baú uma bermuda, pois o calor estava realmente escaldante… Mas como disse, nada foi suficiente para ser maior que o prazer de ver uma natureza tão linda assim! Até me sentia numa corrida pelas ruas, ou numa esteira, o tanto que transpirava! Portanto, água é fundamental! Mas nada de levar a garrafinha sobre o baú porque de quase nada adiantará uma água quente… rs

Outra coisa que aprendi nesta viagem: não coloque capacetes no chão, insetos podem entrar nele e dar algum B.O. durante a viagem. Bem, precaução nunca é demais!

Marcaram presença alguns integrantes do Moto Grupo Olhos de Águia de Aquidauana que até lá foram para nos encontrar. Almoçamos juntos, e após um descanso com bate papo gostoso seguimos por mais um trecho pela estrada de chão até uma capela no meio do caminho. De lá retornamos, enquanto a turma Olhos de Águia seguiu para Aquidauana. Mais um trecho de chão, passando pela Pousada do Sol Amarelo até tomarmos o asfalto. Mais uma paradinha no restaurante redondo: adorei o caldo de cana de lá!
Como sempre falo, melhor que falar é mesmo observar. Então, pra você o que conseguimos capturar através de algumas fotos, esse dia tão duplamente especial! Curtam e na próxima, venham conosco!

Saindo de Campo Grande, um céu de brigadeiro
saindo de campo grande

Não é qualquer terrinha que segura esses dois!
raquel e aurican

Juntos até onde for possível, na terra ou no asfalto
irmandade acelerados

Únicas garupas do passeio:
garupas de campo grande

Dá-lhe chão na estrada de terra
estrada de chão

Músicos colombianos tocando música andina no Restaurante Pira!
músicos da Colômbia

Boiadas são comuns pela região de Mato Grosso do Sul
boiada

A vontade que dá é de parar e ficar observando por horas
fauna de MS

Valeu pelo passeio de moto!
irmandade BMW

Garupas fotógrafas, nunca façam isso, a não ser que seja seu próprio capacete!
estrada parque palmeiras piraputanga
Veja mais fotos do passeio na página das Garupas

Então é Natal!

Então é Natal… E o que você fez?!
 
Natal em Moto
 
Resolvi pegar carona no espírito natalino e das revisões tão comuns nesta época do ano e encerrar os trabalhos de Garupas aqui no blog, com este post.
O agradecimento espiritual está em primeiro lugar! A cada partida, a cada chegada… Por cada momento vivido! 
 
Hoje também quero agradecer às pessoas com quem convivi durante o ano nessas empreitadas motivadas pelo motociclismo. Obrigada a cada pessoa que tive a oportunidade de conhecer, de reencontrar… Obrigada por cada momento dispensado para uma conversa, por um cumprimento, por um sorriso, por uma história, por uma dica, por um compartilhamento de experiência, por um gesto de solidariedade, por um aperto de mão, por um abraço. 
 
Obrigada às pessoas com quem não convivi, mas que pelas estradas encontramos, Brasil afora! Essas pessoas também foram importantes porque disponibilizaram uma informação importante em determinado momento, pela cortesia no atendimento nos postos de combustível, nos restauranetes, lanchonetes… Grata aos policiais de trânsito que cumpriram bem a sua missão de servidor público fiscalizando as rodovias, as estradas e nos livrando de pessoas irresponsáveis que colocam em risco não só a sua própria vida, mas a vida de terceiros por dirigir acima da velocidade, por dirigir embriagado, por dirigir fazendo ultrapassagens proibidas e perigosas! Grata àquele caminhoneiro que dá passagem segura, àquelas mulheres, homens ou crianças que nos acenam em algum momento da viagem! Grata ao vendedor de laranjas na beira de estrada com o seu sorriso e simplicidade cativantes… Grata ao casal que me deu carona após um tombo em uma estrada de fina areia. Grata a todos dispostos a socorrer! Grata à frentista do posto que me ajudou a arrumar o cabelo no capacete em um momento de puro esgotamento físico. 
 
Grata a todas as pessoas que disponibilizaram parte do seu tempo para responder às perguntas de entrevistas para algum post aqui do blog e à todas que de alguma forma colaboraram incentivando-nos a falar e compartilhar um pouco sobre a nossa paixão pelas duas rodas. Grata a cada curtida, a cada comentário, a cada compartilhamento nas redes sociais! Fazemos isso por prazer! E saber que vocês também curtem, nos motiva a continuar nesta rede.
 
Um grata especial àquela pessoa que me levou junto em várias de suas viagens. Que soube respeitar meus limites enquanto garupa e que soube me conduzir com responsabilidade por estradas afora! Espero poder estar ao teu lado e na tua garupa por muitas vezes mais em 2014! 
 
Um Feliz Natal a todos e que possamos pegar carona neste 2014 que se aproxima e que nos levará a estradas, atalhos, rodovias, rumo a novos risos, novas amizades, novas culturas… Que por onde passarmos sejamos felizes! Assim como fomos em todos esses momentos, alguns deles escolhidos através de fotos para uma breve retrospectiva. Um Moto Ano Novo feliz!!! 😉
 
São os votos dos MotoTuristas…
 
Nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/garupas
 
Rumo ao Moto Casais de Bonito, mas antes parada na casa do Darleno que seguiu conosco
Aquidauana
 
Garupas observa do quarto do hotel… despedidas após Moto Casais em Bonito-MS
Bonito Moto Casais
 
Bifão na Chapa, Brazil Riders reunidos em Campo Grande-MS
Brazil Riders
 
Ponte em Aquidauana-MS
Ponte Aquidauana
 
Mergulho na Estrada Parque de MS, alguns de moto outros de bike…
Estrada Parque MS
 
Encontro do Fórum 2 Rodas na belíssima Ilhéus! Os coronéis na Praia dos Milionários hehehe
Fórum 2 Rodas em Ilhéus
 
Momento especial em Floripa: visita ao Guillermo Godoy que em 2014 dará a volta ao mundo!!!
Guillermo Godoy
 
Deixando Joenville-SC onde dormirmos para escapar da chuva, rumo a Floripa!
 
Joenville
 
Em um mini museu em Tibagi-PR encontramos esta moto
Moto antiga em Salto Santa Rosa
 
Galera se encontrando na estrada, rumo a Bonito para o Moto Casais
Moto Casais Bonito
 
Como diz nosso amigo Tumatty, aqui em MS o sistema é bruto!
Moto Casais Bonito MS
 
Parada em Dourados para um café oferecido pelo Júlio Benatti…10!!! E rumo a Capanema-PR…
Moto Casais Capanema
 
Garupas em Moto Casais de Capanema – Paraná
Garupas em Capanema Paraná Moto Casais
 
Tibagi – Paraná, cidade cheia de atrativos naturais
Moto Turismo em Tibagi Paraná
 
Nosso objetivo é o Salto do São Francisco, em Guarapuava-PR
Moto Turismo no Pantanal
 
Pantanal é um zoológico sem jaulas, sem grades…
Moto Turistas em Estrada Parque
 
Ilha da Magia, mais conhecida como Florianópolis
Moto Turistas em Lagoa da Conceição Florianópolis
 
Paradinha para uma foto, mas é para lá que vamos!
Moto Turistas em Tibagi
 
Pantanal, contato direto com a natureza
Pantanal MS
 
Peixada do Busto, ano que vem tem mais!
Peixada do Busto
 
Queridão do Darleno em almoço com os Moto Turistas em Pesqueiro da Cida, Miranda-MS
Pesqueiro da Cida em Miranda-MS
 
Mais um desejo realizado: descascar laranja nessa maquininha! Amei kkkk
Rodovia 367 beira da estrada
 
Volta pra casa na Rodovia 367
Rodovia 367
 
Salto de São Francisco em Guarapuava, passeio altamente recomendável
Salto de São Francisco em Guarapuava
 
O dono da fazenda em Tibagi mantém um mini museu, ele foi motociclista…
Salto Santa Rosa Tibagi Paraná
 
Que 2014 seja assim: solidariedade
Socorro na Estrada
 
E assim: paz, vida, amor, gratidão e muita saúde!!! 
Moto Capital BR 060

Peixada do Busto

Peixada do Busto… Quem não foi, dançou! Quem foi também dançou… Garupas conta tudo!

Peixe fora d'água

Como pode um peixe vivo viver fora d'água fria"?! Qualquer música poderia ter sido cantada e tocada sábado passado, dia 07 de dezembro… Menos essa! Embora já tenha sido cantada até pelo Menestrel das Alagoas, mais conhecido como Milton Nascimento, esta música faz uma conotação à tristeza pela solidão, talvez uma desilusão amorosa !?… 

E, tudo o que se viu na 4ª Peixada do Busto, no Sítio Aconchego – BR 163 km 12, em Campo Grande-MS, foi só alegria e descontração. E para completar, até "São Pedro" ou se preferir Zeus (ou Júpter, o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens) colaborou e nenhuma gota d'água caiu durante a festa!

O local faz juz ao nome: Sítio Aconchego, tudo muito arborizado, organizado, decorado e cuidado! Quem esteve presente, teve a oportunidade de saborear ao menos uns 4 tipos de preparo com peixe, tipo de carne que particularmente aprecio muito (sem contar com a salada de rúcula com manga). 

Grande oportunidade de rever pessoas que gostam do motociclismo e fazem desta paixão um motivo para confraternizar, celebrar a amizade, a vida e tudo isso regado a dois grandes prazeres da vida: a comida e a música! 

Momentos assim também te dão a oportunidade de trocar ideias sobre outras realidades além da sua… No meu caso que sou garupa, saber de experiências vividas por outras garupas (conversei com uma que pula da garupa antes da moto cair hehe vou marcar algumas aulas particulares com ela), falar, digamos sobre os vários estágios de ser garupeira rsrsrs : das iniciantes, àquelas que gostam da irmandade que se forma, mas por um motivo ou outro não sobem em uma garupa, ou das que se "rebelaram" e hoje pilotam a sua própria moto (mas isso é assunto pra outro post rsrs).

E para que a noite ficasse perfeita, para animar a 4ª Peixada do Busto, a banda Muchileiros que além do trabalho autoral também faz um resgate musical muito bacana divulgando as influências fronteiriças e os ritmos que influenciaram e influenciam a formação da banda. 

Uma festa que é preparada com tanto carinho pela união das pessoas de uma família e dos amigos (pois foi isso que vi por lá) não poderia ter um resultado diferente: diversão e satisfação garantida. Eu não me senti um peixe fora d'água em nenhum momento. E pelo que percebi, ninguém… Peixe fora d'água? Os únicos peixes fora d'água estavam devidamente postos à mesa! 🙂 

Aos presentes, restou o bate-papo, a diversão, a boa comida e muita dança ao som maravilhoso da Banda Muchileiros! Evento perfeito!

E vamos às fotos, algumas tiradas por mim mesma, outras roubartilhadas das redes sociais de amigos ou de amigos de amigos… Caso alguém queira reclamar dos créditos das fotos (pois já nem sei mais que foto é de quem e desde já peço desculpas) avisem-me! 😉  

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Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do Busto

Peixada do BustoPeixada do BustoPeixada do Busto

Garupa pinta e borda!

Garupa e moto em ponto cruz

Garupa pinta e borda, você duvida?

Era só acordar, vestir a roupa para a viagem e partir junto ao meu piloto… Mas uma indisposição fez-me ver minha bagagem ser retirada do baú e do alforge, pois decidi ficar desta vez! Misto de alívio por poder ficar já que não estava me sentindo tão bem para uma viagem longa e rápida e também de tristeza, já que 2013 foi um ano em que fizemos várias viagens juntos, compartilhamos aventuras, seja de moto ou até mesmo de avião para um encontro motivado pelas 2 rodas! Mas a pior parte é ver o amado seguir em frente e você por algum motivo ter que ficar… E aí? O que fazer?! Bem garupas de plantão, opções não faltam… Você pode ficar em casa chorando por não ter conseguido ir… procurar os amigos para sair, ler um livro, ir ao cinema, estudar, enfim algo que te dê prazer ou aproveitar o tempo para colocar algo em dia que devido ao corre corre ficou para trás. Bem, a minha opção não foi nenhuma dessas! Tá bom, confesso, na hora da partida o coração dá uma choradinha sim rsrsrs mas cabe a você reverter as lágrimas (nossa, quanto drama você pode estar pensando!!! Só um pouquinho rsrs) em algo que seja positivo para você.

Pois então resolvi pintar e bodar!!! Isso mesmo, pintar e bordar!!! Não saiu para viajar sozinho?! Então eu pinto e bordo… Bem, é verdade que a pintura não é meu forte, mas adoro bordar em ponto cruz…

Para quem não sabe, ponto cruz é uma das técnicas mais antigas de bordado e veio da Ásia lá pelos idos de 850 d.C e bastante difundido em diversas culturas.
Garupa e ponto cruz

Mas como o foco do blog é o motociclismo e em especial da categoria em que escrevo são as garupas, não vamos nos estender muito nessas explicações!

Você deve estar então se perguntando, "tá, mas o que tem a ver bordado com motociclismo, motos e garupas…" ?! Bem, tudo e nada! Ou melhor, nada, mas pode ter tudo a ver se você tiver interesse em não ficar chorando quando o seu piloto viaja e você fica para trás! kkk É uma terapia!!! Menos radical e em passos menos apertados quando se está na garupa de uma moto! rsrsrs É, preencher cada quadradinho requer paciência (e isso, ahhh, eu tenho de sobra!!!) e dependendo do tamanho do bordado e das dificuldades do desenho que se vai bordar, demora um bocadinho… É capaz do piloto ir e voltar e você não ter terminado o motivo escolhido para ser bordado!!!

Mas enfim, você pode viajar nas tramas do tecido e se gostas de algo personalizado e de bom gosto, pode ter uma toalha bordada com o nome do piloto, de um evento importante, uma dessas frases alusivas ao motociclismo e é claro de uma moto bordada na sua toalha que poderá levar para a próxima viagem ou usá-la em casa ou presentar um amigo ou amiga amantes das duas rodas.

Bem, como não fui à convenção internacional do Brazil Riders em Guaíra-SP no feriadão de 15 de novembro e não tenho o que falar da viagem, pois curti o evento apenas pelas fotos, fiz um agrado no regresso do amado, pois nada melhor que um abraço longooo e apertado após uma viagem! 
Esta foi a minha dica a vocês garupas (e pilotos, claro!) que se não tiverem paciência ou não souberem bordar estou aceitando encomendas! rsrsrs
E você garupa, quando não vai?! Faz o que?! Pinta e borda também?! 🙂

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Moto Casais

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Moto Casais em Capanema – Paraná. 4º Evento!

Etmologicamente falando o nome do estado do Paraná vem do nome indígena do rio homônimo em tupi pa’ra = “mar” mais  = “semelhante, parecido”. É então “semelhante ao mar, rio grande, parecido com o mar”; exatamente em relação ao seu volume d’água.

Mas o que vimos em dias 3 dias de evento no 4º Moto Casais, realizado em Capanema, região sudoeste do Paraná foi um verdadeiro MAR DE INTEGRAÇÃO  E AMIZADE entre motociclistas de estados como SP, MS, MT, SC, RS, GO e várias cidades do próprio Paraná.
Como foi gostoso reencontrar colegas do encontro passado (Bonito), ou reencontrar amigos que nos hospedaram em viagens passadas….Como foi bom reencontrar amigos motociclistas e garupas que encontramos sempre ou de vez em quando em reuniões ou eventos ou locais dentro da própria Campo Grande, cidade onde moro ou mesmo de cidades do interior do MS! É uma sensação diferente, um reconhecimento de que estamos todos ali pelo mesmo motivo.
Poderíamos ter ficado em casa, em um feriadão, como foi em Mato Grosso do Sul (dia 11 divisão do Estado é feriado aqui) descansando já que havíamos acabado de chegar de uma viagem pelas bandas da própria região Sul, inclusive Paraná. Mas pensamos, temos mais motivos para ir do que “ficarmos em casa descansando”: o casal Boeira preparou com tanto carinho e dedicação este encontro, participar já é uma forma de agradecer… oportunidade de encontrar tantos amigos casais (ou solteiros), oportunidade de conhecer um lugar a mais deste lindo Paraná, chance de conversar sobre amenidades, sobre as “dificuldades” em ser garupa ( o secador que não pode ficar, o cabelo que sai pra fora do capacete, o cansaço, enfim… missão de ser garupa, não é fácil não! rsrsrs)… oportunidade de tirar belas fotos, oportunidade de VIVER!
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Pois então, saímos de Campo Grande na quinta-feira à tarde, dia 10 de outubro e pousamos em Maracaju onde tínhamos um encontro familiar. Dia 11, já em Dourados, após um café da manhã maravilhoso gentilmente proporcionado pelo Julio Benatti e esposa, pegamos carona no Bonde do Busto e Nice, assim fomos até Guaíra, PR. Lá acabamos nos desencontrando no momento do lanche/almoço e seguimos em frente juntos com Rickão e Dora… 
Viagem foi tranquila, nem capa de chuva precisamos usar! A chegada à cidade de Capanema é que estava um pouco congestionada de caminhões e a estrada também não está tão boa assim… Curvas pra variar me assustam um pouco, mas depois de tantas que pegamos pelas serras catarinenses nas férias e principalmente de uma definição poética que ouvi do motociclista Vandir Venturini (Blumenau, SC) durante o evento, sobre curvas (e que não vou saber traduzir com tanta propriedade), ela me parece um pouco mais simpática e estou revendo os conceitos…(risos) No retorno vim pensando sobre as vantagens e sobre a beleza das curvas, pois as únicas que eu realmente gostava eram as da estrada de Santos, cantada pelo rei Roberto Carlos e tantos outros (mais risos)…
Bem, a chegada foi uma doce chegada, regada a cumprimentos, abraços e uma cuca deliciosaa! E doce foram os demais dias, muita comida boa,  muita conversa, muitas trocas de dicas e informações, muita cultura nova e muita gentileza no trato com as “garupas”… Muitíssimo obrigada pelo casal ter sido tão gentil e terem dado a preferência às damas no momento de servir, afinal somos nós quem damos a pitada de graciosidade nos eventos, nas viagens, obviamente depois das motos! kkkk
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Mas brincadeiras à parte, gostaria de deixar publicamente a minha gratidão pelo casal Boeira por terem tido a disposição em organizar um evento como esse. Somos muitos. E muitos de gostos diferentes, diferentes culturas, diferentes ritmos, pontos de vista diferentes! Mas estávamos ali por um motivo em comum: a paixão pelo motociclismo, pelas duas rodas e pelas amizades que assim vão se construindo, se solidificando… Vocês foram 10!!! E nos proporcionaram dias felizes e muito agradáveis. Valeu e até a próxima!!!
Café da manhã em Dourados, começou bem… Valeu Julio Benatti!
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Rickão e Dora, chegando em Guaíra…
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Chegamos!!!
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Valeu Boeira e família de Capanema! A festa foi linda e feliz…
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Parte da turma…
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A conversa está boa…
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Teve até parabéns no Moto Casais
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Parabéns para Rubya, mãe do Henri
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Música boa não faltou, Miguel Reichert (in memorian)
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Mauro Chiossi veio de longe, Várzea Grande, MT
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Jerry Metz, Miguel Reichert (in memorian) Rickão (Campo Grande)
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Gente boa não faltou…
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Aqui, as garupas têm preferência! 😉
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Dora e Rickão no 4º Moto Casais
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Revendo o Sentimento que em certa ocasião nos hospedou em Francisco Beltrão
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Aguardamos o próximo Moto Casais…
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Quem está na chuva é pra se molhar?

QUEM ESTÁ NA CHUVA É PRA SE MOLHAR…

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Sempre costumava brincar com meu piloto quando o tema era chuva sobre duas rodas. A primeira experiência que tive foi há uns 05 anos quando voltávamos de Brasília. Lembro-me que foi uma delícia… Depois da última viagem final de setembro (MS-PR-SC) minha opinião mudou um pouco. Há chuvas e chuvas! rs

Foram 12 dias viajando, parando, conhecendo lugares interessantíssimos no Paraná e Santa Catarina, matando saudades da bela Floripa e das pessoas queridas que lá estão, conhecendo gente, novas culturas, novos sabores, enfim, vivendo… E pensei, o que eleger da viagem como o mais interessante, o que foi mais marcante para “Garupas”?! E escolhi como foco, a viagem em si, a estrada, o rodar… a questão de segurança, equipamento, consciência no trânsito, perigos e aventuras vivenciadas nestes dias, em especial os de chuva… Depois, escolhi falar sobre alguns lugares que chamaram muito a minha atenção, pela beleza do lugar, pela simplicidade e simpatia das pessoas, pelo prazer em conhecer algo diferente ou em rever lugares que por mais vezes que você lá já tenha estado, ele sempre te encanta! 

Bem, de Campo Grande a Guarapuava, PR (nossa primeira grande parada) a distância segundo a fonte distanciaentreascidades.com.br seria: em linha reta: 641 Km e por estradas: 813 Km. Como em determinado trecho da viagem, já no interior do Paraná, resolvemos cortar o caminho, por sugestão de um morador e trabalhador em posto de combustível talvez na cidade Icaraíma ou Ivaté, provável tenhamos feito um pouco menos… Uns 50 km a menos?! Bem, por aí! Distâncias precisas são com o piloto que controla a kilometragem, nível de combustível… Eu só controlo a velocidade! kkk

Já nos primeiros 300 km percebi que capacete que se usa em cidade nem sempre está apto para te dar segurança em viagens longas. O mesmo capacete que fui para Estrada Parque/Corumbá na semana anterior me causou um stress imenso e dores musculares horripilantes. Na primeira parada para pernoitar, em Guarapuava, precisei tomar um relaxante muscular. E por que? Quando o piloto começava a passar dos 100 km com a mão direita o “abraçava” e com a esquerda segurava o capacete que me deu um susto danado pois em certo momento da viagem quase saiu da cabeça. Talvez esteja exagerando, mas essa foi a sensação que tive. E isso é um perigo pois no reflexo você larga o piloto para “agarrar” o capacete que faz menção de sair “voando ao vento”. Esse movimento brusco, pode causar instabilidade e o piloto perder o equilíbrio ou assustar-se sem saber exatamente o que está acontecendo. Nesta hora, já previ tudo! Terei que ser muito forte para chegar até Florianópolis segurando este capacete. Neste momento eu me perguntava o porque de não ter olhado com mais cuidado a questão do capacete! Até parecia uma garupa de primeira viagem… Por que fui tão negligente com a minha própria segurança? Eu já havia passado por situação semelhante em 2009/2010 quando para SC fomos!

Outro problema enfrentado foi com as luvas. Perdi o lado direito das minhas praticamente na véspera da viagem e a solução veio com um lado esquerdo do piloto. Se é que tive alguma vantagem nisto, foi apenas na hora de pagar o pedágio. Tirava e colocava com muita facilidade o lado direito! Saindo de MS e entrando no Paraná o vento era forte. Eu olhava aqueles coqueiros e árvores em geral e observava a direção, percebendo a intensidade do mesmo… Maior parte, foi vento lateral, na minha opinião pior! Os mais experientes que manifestem-se!

Mas, mal eu sabia que o pior mesmo estava por vir… O trecho de Guarapuava a Joinville/Florianópolis foi TENSO!!! Chuva, chuva, chuva e vento, vento, vento!!! ( E para completar o cenário, carretas, carretas e mais carretas com motoristas irresponsáveis correndo horrores numa BR, serra, curvas…) Tanto é que resolvemos atrasar a chegada a Floripa, pernoitando em Joinville… Eu estava simplesmente QUEBRADA (e muito ensopada da cintura para baixo) quando resolvemos, por segurança, parar em Joinville… Mas foi ótima essa parada, para tomar um fôlego e seguir viagem até Florianópolis onde chegamos debaixo de uma chuva torrencial e eu MAIS QUEBRADA ainda! rsrs

Se você me perguntar agora porque estava muito molhada da cintura pra baixo, obviamente vai deduzir que eu só usava uma proteção contra a chuva na parte de cima. Porque isso aconteceu nem me lembro mais, mas creio que foi por não ter imaginado que choveria tanto e a calça não estar em local de fácil acesso. Acho que foi isso! Quando se está numa zona de conforto, em terra firme, você, no caso eu, acabei subestimando o vento, a chuva, o frio… As luvas da mão direita por exemplo, embora me facilitassem o manuseio do dinheiro quando nos pedágios, fazia aumentar ainda mais a minha dor.. O que sobrara de “couro”, sob o vento fazia uma pressão nos dedos que “sambavam” dentro das luvas… Aí já imagina, se meu único ponto de segurança e equilíbrio era a mão direita, em certos momentos me sentia muito mais vulnerável e fragilizada pois ao tentar fechar as mãos em punho junto ao corpo do piloto, este ficou pensando que eu estivesse dormindo e me dava umas “cutucadas” na mão direita. Já que a esquerda era só do capacete… Aí pensei: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come! Mas bem, na primeira oportunidade, expliquei ao piloto o que acontecia com as minhas mãos e luvas e não levei mais “cutucadas”… rsrs

A minha roupa é especial para viagens e hoje penso: como já viajei para Brasília – DF, Chapada dos Guimarães – MT só com uma calça jeans ou algo do tipo? Embora ouça algumas pessoas dizendo que só viajam “à vontade”, eu não teria mais essa coragem. Já havia caído na Estrada Parque por causa das pedras. Nem imaginava eu que ainda levaria mais dois tombos em menos de uma semana. Um na ida, ao resolvermos cortar caminho por uma estrada de chão (areia na verdade), um boi atravessou bem na nossa frente, e o que deu?! Chão! … Sorte que passavam dois carros nesta hora e um deles me deu carona por uns 10 km, me livrando da parte mais intensa daquele mar de areia, mais fina e em maior quantidade que a da Estrada Parque! Não me lembro mais do nome do casal, mas foi um alívio para mim que fiquei por um tempo com a perna doendo logo depois do tombo… Além da corona, nos ofereceram um cafezinho que não pudemos aceitar por causa do tempo. Ainda tínhamos um bocado de chão até Guarapuava… O tombo da volta foi mais suave, com a moto parada, e fomos parar na lama na beira da rodovia próximo à Tibagi, PR. Pelos tombos que levei, embora tenham sido em baixa velocidade ou com a moto parada, sei que as roupas foram fundamentais para que não me machucasse! Tombo é tombo! E a moto pesada pra carambaa! rsrs

Bem, o capacete acabei ganhando um novo em Florianópolis e hoje entendo porque ele queria sair voando da minha cabeça. Era número 60, experimentei vários e optei pelo 56… Obviamente devem existir capacetes bem mais sofisticados que o meu, mas a volta foi bem mais tranquila, sem chuva, agarradinha ao piloto com as duas mãos, de capacete novo e firme na cabeça rsrsrs. É um bom capacete, e aprendi uma coisa que eu já assim o entendia pr questões de higiene: capacete não se empresta! Ele se molda à sua cabeça e é como se fosse uma blusa que cai legal no teu corpo, dependendo do tecido, se emprestá-la, corre o risco de voltar diferente para o seu corpo! Portanto, atenção especial às roupas e acessórios, garupas! Eles absolutamente não existem por “modismos” ou beleza! E sim por SEGURANÇA!

Afinal, o trânsito é algo que não depende somente de você, ou do piloto. Vi e presenciei carretas tombadas, carro que subiu numa pequena muretinha (tipo um meio fio) numa serra e durante a chuva… As sinalizações de trânsito existem para serem cumpridas e ficava feliz a cada vez que via um posto da Polícia Rodoviária Federal. Me sentia mais segura! Alguns caminhoneiros são bem conscientes, mas grande parcela deles corre com certeza acima da velocidade máxima permitida! Fazem ultrapassagem em locais proibidos e assim, colocando em risco não somente a sua própria vida, mas a de terceiros… Se você não estiver com uma roupa mais reforçada, um sapato mais fechado, um simples tombo pode fazer a viagem terminar mais cedo. E mais que isso, pode abreviar a tua vida ou a de outras pessoas! E viagem feliz é viagem com segurança…

Apesar do episódio do capacete que foi resolvido antes de voltarmos para casa, COM SEGURANÇA chegamos a lugares paradisíacos como Salto do São Francisco, em Guarapuava – PR, Puxa Nervos e Salto Santa Rosa em Tibagi- PR, a sempre bela e mágica Florianópolis. Com segurança tivemos a oportunidade de rever pessoas queridas da família ou um amigo do sorriso largo. Com segurança conhecemos pessoas incríveis que já viajaram por lugares igualmente incríveis e que carregam consigo uma bagagem formidável de experiências, fatos… Com segurança, encontramos pessoas que não conhecem outro lugar a não ser a própria cidade em que moram, mas que se encantam com a sua coragem, com o seu espírito aventureiro… Com segurança conhecemos bibliotecas, museus, experimentamos novos sabores… Santa Catarina eu já conhecia um pouco mais, em especial Florianópolis. Paraná me surpreendeu! Coisas inusitadas vimos por lá: tigre, leão, avestruz e outros animais que nem soube identificar. Não! Não era um zoológico, era um hotel fazenda na BR próximo a Tibagi. Confesso que fiquei meio apreensiva porque fomos abrindo porteiras e depois de seguirmos por um caminho de PEDRAS (aff!!!) nos deparamos com esses animais. Como não via nenhum humano por lá, comecei a ficar com medo, já passando do meio da tarde, me pareceu um daqueles filmes de terror! E se esses animais resolvem sair das jaulas?! E se tudo isso for uma cilada?! kkkk Mas retornando, encontramos um boiadeiro que nos informou que o hotel só funciona aos finais de semana. Aliás, Tibagi foi o centro das aventuras. Até rafting fizemos no Rio Tibagi que estava cheio porque havia chovido de madrugada e acabamos virando o bote na terceira correnteza (parece-me que eram 6 ao total)… Desisti da aventura, mas indico a empresa Tibagi Aventuras que nos acompanhou em outros passeios, como das cachoeiras, e são preparados para fazer esportes de aventura como rapel e outros mais.

Joinville foi eleita por mim a capital dos “beija-fores”… Foi no restaurante da Pousada Grün Wald, um lugar de instalações simples, porém aconchegantes , café da manhã maravilhoso, um jantar DELICIOSO! Mas tirando o foco da comida rsrsrs e voltando aos pássaros, eles vinham aos montes, inclusive dentro do restaurante. Coisa impressionante!

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Florianópolis como sempre encantadora, mesmo debaixo de chuva! Praia não rolou, mas num “momento de distração da chuva”, corremos para a Lagoa da Conceição, um charme só! Adoro esse lugar… Aliás, Floripa foi o lugar de rever amigos como o Taitha que nos acompanhou na nossa primeira viagem juntos para SC e de conhecer o Julio Verne do motociclismo, Guillermo Godoy (quem já entrevistei aqui), e sua filha Patrícia com quem tivemos o prazer de jantar e ouvir muitas histórias, muitas delas registradas em livros. Contou-nos um pouco sobre o seu projeto da volta ao mundo! Noite inesquecível, com direito a pizza, vinhos e copinhos de chocolate com licor! Espero vê-los em breve…

“Viajar é mudar a roupa da alma”, disse Mario Quintana. Mudamos a nossa nesta viagem! Mas como gostamos muito de viajar, dia 11 de outubro seguiremos para Capanema (eeee Paraná de novo na área!!!) e a roupa há de ser trocada mais uma vez. O motivo desta vez é 4º Moto Casais, evento organizado pelo casal Boeira que tive o prazer de conhecer na edição de Bonito. Pelos preparativos e carinho com que estão organizando o evento, tenho certeza que o encontro será um sucesso! E lá vamos nós para Capanema, com chuva ou sem chuva! E será tema do próximo post… Mas, enquanto Capanema não chega ou não chegamos a Capanema, acompanhe um pouco da nossa última viagem através das fotos!

Melhor que entrar de férias é sair de férias passando em frente ao local de trabalho… rsrs
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A vontade é de ir parando em todos os lugares que nos chamam atenção…
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Como este…
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O casal que deu carona a “Garupas” por um bom trecho desta estrada, onde um boi atravessou o nosso caminho e nos derrubou!
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O piloto volta para buscar a sua garupa que havia ficado para trás…
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Em Guarapuava, um passeio pelo Jardim BotânicoFérias_PR_SC (52)

E o destino agora é Salto de São Francisco… 

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Mas pra chegar lá, mais “pedras”!!!SantaCataria_e_Paraná (106)

Aqui o sistema é BRUTO!
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Chegamos ao Parque Municipal São Francisco da Esperança!!!
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E valeu a pena chegar pertinho da maior queda d’água da região sul do Brasil: Salto São Francisco em Guarapuava, Paraná!
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“Eu não consigo parar de te olhar”…SantaCataria_e_Paraná (163)

Olhar atento a cada detalhe da natureza…SantaCataria_e_Paraná (190)

 A queda está localizada numa região de tríplice fronteira entre os municípios de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo no Paraná.
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MotoTuristas…
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Bela Floripa…
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O motociclismo proporcionando encontros, construindo amizades: MotoTuristas Taithá, Guillermo Godoy e Gargamel
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Contemplação na Lagoa da Conceição em FlorianópolisSantaCataria_e_Paraná (310)

Ilha da Magia…
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Olha o “passarinho”!
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O bicho era bonito, mas esqueci-me do nome dele… rsSantaCataria_e_Paraná (547)

Tibagi, uma cidade no interior do Paraná, super charmosa e com vários atrativos naturais!SantaCataria_e_Paraná (563)

Rota dos MotoTuristas… 🙂
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Lama: a prova do tombo! rsrsrsSantaCataria_e_Paraná (572)

Eu achei que só na minha cidade tinha igreja com este nome! hehehe (Então, livrai-me de todas as dores musculares…)
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Salto Santa Rosa – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (646)

Ao pé do Salto Santa Rosa… Mas banho não é permitido!SantaCataria_e_Paraná (686)

Moto faz parte do acervo de um pequeno museu que existe na propriedade onde está localizada a cachoeira Salto Santa  Rosa… 
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Este também faz parte do museu…SantaCataria_e_Paraná (755)

Cachoeira Puxa Nervos – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (839)

Banho permitido… 
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Inventando moda… rs
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Antes da primeira correnteza… Acho que eu já previa, olha o sorriso amarelo… hahahaOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Apesar dos tombos, da chuva, do capacete, das luvas, valeu à pena! Melhor parte é você ouvir: és uma grande companheira! 😉 
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Até a próxima e curtam Garupas no FaceBook, assim você ajuda nosso trabalho de divulgação!

Mergulho nas pedras da Estrada Parque!

Estrada Parque Pantanal Sul! Final de semana quente, de poeira e sustos! Ruim?! Nada, deliciosamente aventureiro!!!

Por conta do Motoconfraternização no Casario Rock em Corumbá/MS resolvemos ir pela Estrada Parque Pantanal Sul, e para quem não sabe e/ou não é do Estado de Mato Grosso do Sul, é uma estrada reconhecida desde 1993 pelo governo de MS como uma unidade de conservação de uso sustentável (aquelas onde haverá conservação dos atributos naturais, admitida a exploração de parte dos recursos, disponíveis em regime de manejo sustentável).
A Estrada Parque Pantanal Sul está localizada entre os municípios de Miranda e Corumbá (MS). E até a década de 80 era a única ligação viária entre Corumbá e Campo Grande, quando então foi implantada a BR-262.
Descobri por conta desta viagem que a Estrada Parque também leva outros nomes: Estrada da Integração, Estrada Boiadeira ou Estrada da Manga.
Confesso que há uns 03 anos passei por pequeno trecho desta estrada (tendo conhecido inclusive a famosa Curva do Leque), mas tal visita foi feita de van, com um grupo de colegas e os motivos foram acadêmicos. E com certeza quando era criança, de Fusca! Motivo: férias escolares. Mas aí já são outras histórias.
Desta vez, a viagem teve gosto de aventura, superação e é claro, um viés infinitamente muito mais contemplativo!
Apesar da estrada ser a principal rota de escoamento da produção pecuária das fazendas da região, a única boiada que vimos foi no asfalto mesmo, quando retornávamos de Corumbá.
Dizem (e eu li em alguns lugares) que a Estrada Parque possui 72 pontes. Mas há controvérsias, pois ouvi algo como em torno de 68 pontes seria a contagem correta.
O fato é que tentei contar, mas da 4ª ou 5ª ponte, eu já desisti… kkk E por que? Ah, eu tinha mais o que fazer: contemplar toda a beleza da região, fotografar, e rezar em cada travessia de ponte… (muitos risos)
Embora tenhamos chegado no final do dia à pousada Santa Clara (recomendadíssima), a contemplação noturna também é possivel. Nos 30 primeiros km já de terra, vimos lobinho, outros animais não identificáveis pelo meu pouco conhecimento em Biologia animal rsrsrs, muitos pássaros e ouvíamos uma bela orquestra da fauna pantaneira, quando as vezes paramos e o motor da BMW parava de roncar.

Após descanso na Pousada, a ideia era acordar sem horário para levantar e curtir um pouco da pousada após café da manhã. E assim estive mais próxima da natureza, observando as várias espécies de pássaros, porco do mato, as árvores de várias espécies, tamanhos e tonalidades. Como me senti bem!

De lá partimos para o restante e boa parte da Estrada Parque. Um passeio que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. Li em algum lugar que costumam brincar e dizem que a Estrada Parque é o zoológico mais extenso do mundo! E depois desse passeio, acho mesmo que ali já foi mar, porque um grande trecho é de uma areiazinha fina que dava “medo” !  
Mal eu sabia que o perigo estava era nas pedras, bem lá na frente, alguns km a mais após a travessia de balsa, que se faz em menos de 5 minutos. 
 “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho “. Não, Carlos Drummond de Andrade… No caminho tinha um rio de pedras rsrsrs… e nele demos um pequeno mergulho. Nem sei explicar o que senti, nem como me senti, mas até a noite fiquei pensando no tombo! O que o corpo fez para ir se defendendo dos galhos que fomos encontrando pela frente até a moto tombar definitivamente e ver que meus pés estavam inteiros e saíram intactos da botinha (esses tênis para trilha), já que a moto caiu sobre eles. O “desespero controlado” logo em seguida foi pelo temor de ficar ali por falta de gasolina, já que o tanque aberto após o tombo jorrava combustível. Pra mim, aquilo iria secar e o trabalho para sair dali seria pior do que ter que levantar a moto!
Reestabelecidos do susto, andamos mais 15 minutos e nunca fui tão feliz por ver um asfalto! kkk
Mas ainda assim, eu faria esta viagem novamente! Inenarrável a sensação de estar inserida nesta natureza praticamente intocada!
Claro que se aprende muito quando se viaja: porque se lê sobre o lugar, a própria vivência que as viagens nos proporcionam, o contato com as pessoas, novas culturas, novos olhares… E por mais que eu tente fornecer dados, descrever sentimentos, para este post, eu não conseguiria.

Então desta vez irei descrever a minha viagem muito mais por meio de  fotos, que saberão transmitir  com mais propriedade o que vivi e o que senti. E a verdade é que assim como Drummond…

Nunca me esquecerei desse acontecimento 
na vida de minhas retinas tão fatigadas. 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho 
tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
no meio do caminho tinha uma pedra …

Sem problemas, juntei todas e fiz delas um castelo!

A coroação por toda esta aventura foi o encontro com amigos, velhos conhecidos, novas amizades, arroz carreteiro no clube AABB (delicioso por sinal), a recepção sempre muito simpática do casal Marcelo Xavier e Estela, muito rock a noite no Moinho Cultural e a volta pelo asfalto onde fomos contemplados por uma vista belíssima de ipês rosas, roxos, brancos e principalmente os amarelos que “iluminavam” a paisagem, mais pássaros, jacarés na Maria do Jacaré…

E  para fechar com chave de ouro, qual não foi a nossa surpresa, a chuva havia molhado o asfalto de Campo Grande, a temperatura estava mais amena do que quando a deixamos…

A bagagem? Foi parcialmente desfeita, e próximo fim de semana estamos de férias… A direção será o Sul do país que promete belezas igualmente exuberantes! E com certeza, mais reencontros esperados… E como sempre, aquilo que o motociclismo nunca deixa de nos proporcionar: novos amigos!

Início da Estrada Parque, única ponte de concreto que encontramos pelo trajeto percorrido…

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O beleza do pôr-do-sol já nos dava uma ideia do que viveríamos neste  fim de semana

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Hummm, escureceu! Além do barulho da moto, a infinidade de sons emitidos pela fauna pantaneira

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Lanterna na cabeça, que tal darmos uma volta pela pousada?! Levanta da rede!!!

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Como é inspirador acordar com um visual como esse… 

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Muitas araras… essas azuis eram “ariscas”, fotografar só de longe…

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Arara vermelha faz sucesso, se deixa fotografar um pouco mais de perto…Mas cafuné, só da dona…

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Famoso mata burro! Impede a fuga dos gados, mesmo quando a porteira está aberta. 

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Pegar a estrada rumo a Corumbá! Areia fina, um calor danado e olha o homem pantaneiro aí!

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“Comemos” muito mais poeira a noite quando chegamos, do que durante o dia…

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Um grupo de corajosos ciclistas… 

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Com um visual desses, eu até me esquecia das pontes de madeira…

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Terra muda de cor… agora, ela é vermelha!

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Pausa para contemplação…

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Está quente, mas vai de capacete e tudo rs…

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Vontade de parar e não sair mais daqui! 

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Pássaros por todos os lados…

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A travessisa do Rio Paraguai é feita através da balsa. Serviço funciona somente durante o dia!

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Finalmente conheci a estação de telégrafo instalada pelo Marechal Rondon, um desbravador do interior do país!

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Ipês amarelos foram constantes em toda a volta pela BR 262… lindos de viver!

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Finalmente tirei foto do trecho que passei 2 anos e meio namorando, quando em Corumbá morei… Lindooo

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Até eu gostaria de ir para debaixo da sombra deste belo ipê! Mas minha caminha me esperava…

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Nossa página no facebook:   https://www.facebook.com/garupas 

Filha de motociclista, Garupa é!

Filho de peixe, peixinho é! E filho de motociclista? Aqui, filha de motociclista, garupa é!

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Recentemente, "Garupas" publicou uma matéria intitulada Na Garupa de um Albatroz que conta a história de Guillermo Godoy, um experiente motociclista que embora já tenha rodado muito pelo mundo, em 2014 quer partir para a volta ao mundo!

Por ter lido um livro de Gullermo (é, ele tem 4 livros publicados contando algumas de suas aventuras pelas estradas) e sempre acompanhar suas publicações nas redes sociais, "Garupas" ficou curiosa para saber um pouco mais sobre como é andar na garupa deste Julio Verne do motociclismo. Uma brincadeira, um modo carinhoso de uma garupa, amante dos livros e da leitura, chamar um motociclista que quer dar a volta ao mundo, como uma alusão ao escritor de A Vota ao Mundo em 80 dias, um clássico da literatura mundial.

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Poder compartilhar situações, experiências e dicas é um dos focos de "Garupas", sob o ponto de vista das garupas, e é claro, também dos que pilotam. Sabemos que algumas pessoas, embora se sintam estimuladas e interessadas em enfrentar uma viagem, um passeio mais longo de moto, muitas vezes não teem coragem, ficam inseguras. Quem sabe lendo essas histórias que temos publicado aqui no blog se sintam mais encorajadas e tirem da "gaveta" aquele sonho, aquele desejo, aquela vontade de subir em uma garupa e acompanhar o seu marido, o seu pai, o seu amigo, o seu  namorado… ou porque não, passar para o banco da frente?  Como na história desta garupa rebelde que contamos. 
Pois bem, trazemos então neste mês a Patrícia Godoy, a garupa fiel e escudeira do pai. Enviamos algumas perguntas para esta jovem estudante, que gentilmente compartilhou conosco sobre ser garupa deste destemido, corajoso e aventureiro pai.

Vamos lá, com vocês, Patrícia Godoy:
Garupas: Como é viajar com o pai?
Patrícia: Viajar já é maravilhoso e se estamos com alguém que amamos então, completa todas as necessidades de uma viagem e também é muito mais fácil para superar qualquer dificuldade.
Garupas: Quando foi e para onde foi a sua primeira viagem com o seu pai?
Patrícia: Minha primeira viagem foi curta, somente adaptação, foi a Lages, não lembro exatamente o ano, porém acredito que eu tinha entre 14 e 15 anos. Confesso não gostei muito, sofri bastante com o frio, porém hoje olhando as fotos dessa viagem eu não estava com roupa apropriada pra aquela temperatura.
Garupas: Viaja com que frequência junto ao pai? O que define a sua participação na viagem ou não?
Patrícia: Devido à faculdade, ficou cada ano mais difícil viajar na garupa com meu pai. Minha participação se define pelo simples fato de dar-nos muito bem, há muita cumplicidade tornando a viagem maravilhosa.
Garupas: Sente alguma dificuldade em ser garupa? Se sim, cite algumas.
Patrícia: Nenhuma, nunca gostei muito de pilotar, nas viagens minha função é filmar e fotografar tudo. E na garupa também consigo curtir muito mais a viagem, olhando tudo ao redor e até as vezes porque não fazendo um cochilinho jejeje.
Garupas: Já viajou como garupa sem ser com o seu pai? 
Patrícia: Não, nunca. Confio somente no meu pai para fazer uma viagem.
Garupas: Você também pilota? Desde quando?
Patrícia: Sei pilotar contudo, não gosto muito, me sinto insegura devido ao fato de ser muito baixa e não alcançar com todo o pé no chão.
Garupas: Como faz para selecionar o que levar em longas viagens?
Patrícia: Tentando ver as coisas mais importantes, mas como toda mulher que sou, sempre acabo levando coisas demais e volumosas, faz parte.
Garupas: Alguma dica especial para garupas de primeira viagem?
Patrícia: Confiar plenamente no piloto é essencial.
Garupas: Qual foi a sua maior aventura como garupa?
Patrícia: Não tem maior aventura, cada viagem é uma experiência nova.
Garupas: O que é motociclismo para você? E como define ser garupa?
Patrícia: Motociclismo é  respeitar os limites da moto, do piloto e da garupa. É saber quando parar e quando seguir. É ser humilde e acima de tudo respeito ao próximo. E quanto a definição em ser garupa, no meu caso é ser companheira, amiga, parceria para o que der e vier, aventura e emoção em buscar de mais adrenalina.

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Enquanto escrevíamos este post, Patrícia ainda era acadêmica. Mas recentemente, formou-se e agora é cirurgiã-dentista. Desejamos a Patrícia sucesso na carreira e muitas estradas junto ao pai! Afinal, filha de motociclista como Guillermo Godoy, garupa iluminada é! Curta Garupas no Facebook

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Na garupa de um albatroz

Garupas agora pega carona na garupa de um albatroz!!!

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Ele é médico, tem 78 anos de idade, 37 de motociclismo, já percorreu os cinco continentes e os dois polos, acumulando mais ou  menos um milhão de quilômetros em duas rodas, estudou com Che Guevara e publicou quatro livros.
Se você acha que ele sossegou e já fez de tudo, engana-se. Seu próximo projeto é a volta ao mundo.
Garupas ao longo de muitas semanas conversou e colheu materiais para o post desta semana que contará um pouquinho da história do "Julio Verne do motociclismo", Guillermo Godoy, nascido na Argentina e naturalizado brasileiro.   
Radicado em Florianópolis – SC desde 1976, foi o primeiro especialista em Geriatria do estado de Santa Catarina e ainda hoje exerce a sua profissão. Doutorou-se em Geriatria em vários países da Europa e foi premiado pela Organização Mundial da Saúde por trabalhos feitos na selva amazônica. Seu lema "Querer é poder" deixa transparecer a sua paixão por aventuras e certamente sua experiência pessoal deve servir de inspiração a seus pacientes a viver mais e com melhor qualidade de vida.
Em muitas de suas viagens contou com a companhia da uma garupa, sua filha Patrícia Godoy: "valente e destemida  companheira de todas as horas", assim por ele definida.
Guillermo Godoy se descreve como "um 'albatroz solitário', voando pelo mundo, nas asas indomáveis e abençoadas da sua moto". E todas as experiências sobre as duas rodas que já viveu, ou que quase viveu, mas que sempre sonhou, são relatadas por esse motociclista aventureiro,  nos seus quatro livros publicados. São histórias que se permitiu viver e que muitos jovens nem ousam sonhar.
Guillermo atualmente se aventura pelas estradas com a sua V Strom 1000 amarela, mas conta como foi a aquisição da sua primeira motocicleta:

"Fui à concessionaria Honda para comprar minha primeira moto. O vendedor ao saber que nunca tinha pilotado uma moto, me ofereceu uma 125 cc. que me decepcionou completamente. É que sempre guardei na minha mente, aquelas máquinas poderosas que tanto me impressionaram na minha infância. Falei que queria comprar a moto mais possante que tivesse. Naquela época a CB 400 II, era a de maior cilindrada no Brasil, as importadas ainda não estavam no mercado. Ali mesmo no pátio da loja o vendedor corria ao meu lado me dando as dicas de como engatar as marchas. Então, nesse momento aprendi a dirigir e sai da loja com minha maravilhosa CB 400 II dourada, toda carenada, com rádio e toca-fitas. Essa noite não consegui dormir, tanta era a emoção. Dois dias depois estava partindo para visitar meus pais que moravam na Argentina. Foi a minha primeira longa viagem, foram 4.800 quilômetros que marcaram minha vida para sempre, até hoje."

Mas este sonho caminhou com o garoto Guillermo, que desde criança tinha verdadeira paixão por motos. O motociclista contou a Garupas que seu coração palpitava quando via passar motos que hoje nem existem mais como a Norton, Triumph, AJS, BSA, Indian, Makcles, Magnat Debon, Gilera, e outras. O garoto cresceu, foi estudar Medicina, casou, teve filhos, morou uma temporada na Europa, trabalhou duro, estabeleceu-se, contribui com a sociedade, mas durante todos esses anos a paixão por motos nunca o abandonou. Até um belo dia em que já profissionalmente estabelecido acordou e disse a si mesmo: "vai ser hoje", e como Garupas contou anteriormente, resolveu entrar na concessionária Honda, marca da sua primeira motocicleta.

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Um exemplo de que durante toda a sua vida as motos rondaram os seus sonhos e o aproximou de pessoas que também curtiam motos, foi de que na época da faculdade, Guillermo Godoy conheceu um jovem também apaixonado por motos e que mais tarde entraria para a História, como conta:

"Ernesto era cinco anos mais velho que eu e estudava Medicina na Universidade de La Plata. Estava quase se formando, só uma matéria, Farmacologia, infernizava sua vida. O professor não gostava dele, não se davam bem e já o tinha reprovado 3 vezes. Cansado e deprimido resolveu fazer a matéria na Universidade de Buenos Aires. Ingressou na cátedra justamente no ano em que eu estava cursando Farmacologia e como não podia ser diferente, a paixão pelas motos nos aproximou. Sempre tinha em mente uma longa viagem de moto, coisa que fez logo de formado. Terminado o ano (uma matéria durava um ano e não um semestre como acontece no Brasil), Ernesto aprovou a matéria e se formou. Ele foi por um caminho, eu por outro. Nunca mais o vi. Anos depois, parte do mundo ia conhecer o “Che”. Muitos o admiraram e se espelharam em ele, outros o odiaram. Eu já o admirava muito antes de se tornar o “Che”."

O experiente motociclista nos conta que quando começou a viajar "era necessário ter um misto de loucura, coragem e muita determinação, para se fazer uma longa viagem" pois as condições obviamente não eram tão facilitadas com as tecnologias de hoje, e que muito ajudam um motociclista na estrada, como por exemplo o celular e o GPS. Também não existiam no mercado roupas especiais para motociclistas, as estradas eram ruins e grande parte delas sem nenhuma infraestrutura.

Mas independente das condições Guillermo afirma que para empreender viagens longas é preciso doses de "autoconfiança, humildade, generosidade com os irmãos de estrada, disposição para aguentar sacrifícios e imprevistos e acima de todo, sempre levar Deus no coração."

Guillermo que viaja sozinho ou na companhia da filha Patrícia, com toda a sua experiência, quando solicitado a dar uma dica especial para motociclistas que carregam garupas e para as próprias garupas, diz o seguinte:

"Não vejo nenhuma dificuldade enquanto a garupa seja uma pessoa conhecida, de inteira confiança, no meu caso, trata-se de minha filha. Já viajei pelos 5 continentes, e até agora todos meus sonhos em duas rodas foram realizados, o proximo sonho a realizar será a volta ao mundo em 2014.  Recomendação para o motociclista: seja muito mais prudente ao conduzir pois se trata agora de duas vidas e você é o responsável. Recomendação para o garupa: se integre e acredite piamente no seu condutor. Motociclista e carona deve ser uma unidade indissolúvel, um sentimento, uma entrega mútua…"

Dono de uma experiência tão rica sobre as duas rodas, Guillermo publicou suas principais aventuras em 4 livros: MOMENTOS DA MINHA VIDA A BORDO DE UMA CBR  1000, VIAJANDO PELA ROTA TRANSIBERIANA, QUASE DO POLO SUL AO POLO NORTE EM DUAS RODAS, VIAJANDO PELA ÍNDIA E NEPAL… Já promoveu inclusive um encontro de escritores motociclistas em Florianópolis-SC!

Ter lido e conversado com o Guilhermo foi diferente por toda a vibração que consegue nos passar com suas palavras positivas, de vida que pulsa, da educação que transborda, paixão por aventura, e que vem sendo transcorrida sobre duas rodas, mesmo quando ela, a moto, apenas habitava os seus sonhos, os seus desejos e se traduzia em emoção quando ainda garoto, via uma moto passar…

Garupas deixa aqui a mensagem deixada por Guillermo Godoy, e que sirva-nos de exemplo para que não deixemos os nossos sonhos para trás, seja ele do tamanho que for, da quilometragem que tiver…

"As belezas e maravilhas da natureza me mostraram o quanto somos pequenos dentro do nosso planeta. Posso te dizer com profunda convicção que meus sonhos de viagens e aventuras, de novos e coloridos horizontes, não param nunca… São eternos, me dão força e coragem para seguir em frente, sem preconceitos de credos e particularmente de idades. Mesmo sem viajar, a mente me leva com assombrosa facilidade, com sede insaciável de desbravar distantes e desconhecidos caminhos pelo mundo afora. Posso te dizer, também, com profunda convicção, que todos nós, independente da nossa idade, seremos eternamente jovens enquanto saibamos manter e cultivar com dignidade, uma mente jovem e sadia. São felizes aqueles que conseguem levar a prática, a realização dos seus sonhos tão anelados. O mundo sempre estará nas mãos daqueles que tiverem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos. E para encerrar, quero mencionar o lema que meu amado pai me ensinou quando ainda pequeno e que sempre me acompanha: “Querer, é poder”."

Quer conhecer melhor essas grandes aventuras do Guillermo Godoy e quem sabe inspirar-se para a realização dos seus próprios sonhos?

    http://guillermogodoy.com.br/site/como-comprar/

 

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Amor sobre duas rodas

Amor_sobre_duas_rodasAhhh, o amor! Será o amor sobre duas rodas uma "uma flor delicada, mas que é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício?!" (Sthendal)

O dia dos namorados no Brasil não tem uma origem lá muito romântica. Pela breve pesquisa feita por Garupas descobriu-se que lá pelos idos de 1949, comerciantes paulistanos adotaram a ideia de um dia especial para os namorados, por ser o mês de junho até então, um mês fraco para as vendas. Aproveitaram e encaixaram a data na véspera do dia da morte de Santo Antônio (1195-1231), o famoso santo casamenteiro.

Mas na Europa e América do Norte, esse dia (que em muitos países é comemorado no dia 14 de fevereiro) tem uma "pitadinha a mais de amor" e ou paixão. Por aquelas bandas dizem, São Valentim ou Valentino, foi um santo que viveu no Século III e que descumpria as ordens do imperador de Roma na época, o imperador Claudius, que proibia casamentos durante as guerras, por achar que o amor prejudicava os soldados. Valentino continuou a casar os jovens que o procuravam, e passou à história como padroeiro dos apaixonados. Por sua atividade foi condenado à morte e decapitado no ano de 278.

Garupas também leu por aí que a comemoração ao dia dos namorados, é no entanto, anterior a São Valentino. E que teria se originado na festa romana da Lupercalia (que depois passou a se chamar Februata), homenagem aos deuses Pã (deus da natureza) e Juno (deusa da mulher e do matrimônio). Neste dia, quando a primavera já se aproximava, era organizada uma cerimônia na qual, nas aldeias, os nomes das moças eram colocados em uma caixa de onde cada rapaz retirava um. A sorteada passava a ser a sua namorada – e era por ele cortejada durante os doze meses que se seguiam. Mas também "ouvi dizer" que era tradição/ ritual nesta festa, a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Mas os tempos são outros! E então do amor sabemos tudo?! Nada!!! Poderíamos ficar aqui filosofando por horas, pois existem vários conceitos e tipos de amor… E não chegaríamos a uma conclusão.

Mas, motociclistas, garupas e simpatizantes, visitantes deste blog, algo temos em comum e de algumas conclusões podemos comungar. A paixão pelo motociclismo, pelo vento na cara, pela adrenalina, pelas viagens, por fazermos novas amizades…e na minha opinião, especialmente quando esses prazeres são compartilhados com alguém que comunga do mesmo pensamento, melhor!
Costumam dizer que todo dia é dia das mães e que todo dia é dia de muitas coisas, mas todo dia não é dia dos namorados. Não porque alguns optam pela solteirice. Não porque alguns se casam e acham que não vivem mais esta condição! E não por uma porção de coisas que não vou dizer porque vai tirar o foco e objetivo a que me propus escrever. E hoje escrevo para os namorados. Sejam eles de que maneira entendem o namoro!

Assim como nos versos de Sthendal, citado no ínicio do texto, para se relacionar com o motociclismo e assim com os que dele são adeptos, é preciso mesmo ter muita coragem. A delicadeza estaria no companheirismo que por exemplo uma garupa deposita no seu piloto. A delicadeza estaria naquele abraço agarradinho que a garupa dá assim que ele dá partida na moto. A delicadeza estaria na ânsia e no prazer que a garupa tem em conseguir uma bela foto daquele passeio, daquela viagem e poder mostrar a ele depois… A delicadeza pode vir com o tempo e estar em querer ajudar a arrumar o baú e tentar fazer com que todas as suas coisas caibam naquele espaço minúsculo, inimaginável para grande parte das mulheres… E a delicadeza pode vir do piloto em ter a sensibilidade e nos ceder mais um espaçozinho para o batom! 😉 Por que também não dizer que a delicadeza vem no cuidado ao fazer aquela ultrapassagem e desviar daquela cratera evitando assim impacto maior para a sua garupa?! Delicadeza vem da preocupação do piloto com sua garupa se o tempo esfria e ela não está tão bem agasalhada… E é claro, a delicadeza vem tantas coisas… cada qual com a sua visão! 

Dia-dos-namorados

Mas e a coragem?! Às vezes se quer tudo isso, mas não se tem coragem… Coragem de viver experiências de amor, de paixão, de namoro e porque não de um casamento sobre as duas rodas!? E em qualquer relacionamento comparo com as estradas em uma viagem: por vezes um trecho bom, estrada boa… De repente, um trecho esburacado são como as adversidades na vida de quaisquer pessoas que se relacionam… mas uma atenção especial, um pouco mais de cuidado, paciência e esse trecho ruim fica para trás e assim finalmente chegamos ao destino desejado. Até que venha outra viagem, outro passeio e estamos juntos para passar por tudo o que tivermos que passar! Mas para tudo isso, é preciso coragem. E sobretudo delicadeza!  Assim como no amor! Assim como para amar!

A todos os namorados (e seus derivados) que curtem a vida sobre as duas rodas, Garupas deseja um FELIZ DIA DOS NAMORADOS todos os dias e por quaisquer estradas! 

Feliz dia dos namorados
 

Acesse também: http://www.facebook.com/garupas

Cadelas, porém garupas!

Luiz Carlos Negrini e suas cadelas garupas: Nani e Catarina
As garupas em destaque hoje não são humanas. Isso mesmo! São cadelas, porém garupas! São tão bem tratadas pelo dono e fazem mais sucesso que eu, uma garupa humana! kkk As danadas abalam o pedaço quando viajam e até guardas de trânsito pedem para tirar fotos com essas duas "gatas' que na verdade são duas cadelinhas super charmosas.

O condutor dessas duas beldades, o Luiz Carlos Negrine, aposentado e ex-funcionário da Varig de 64 anos, gosta mesmo é de andar sobre duas rodas e carrega em sua garupa a Nani e a Catarina, duas Cockers Spaniels Inglesas. Nobreza pura!

Hoje Luiz une as duas paixões: motos e animais, em especial os cães. Mas a ideia nasceu há aproximadamente 42 anos quando quis ter um cão que andasse de moto com ele. E a primeira garupa foi encontrada em uma feira de filhotes em Icaraí – RJ. A dúvida que pairava em relação a que raça levar em suas viagens, logo foi dissipada quando avistou Nani. Luiz afirma: " Na primeira troca de olhar, tive certeza de que seria ela minha companheira de viagem. E fui muito feliz nessa escolha. Ela incorporou bem o espírito motociclista." 

A segunda garupa é cria de Nani: Catarina Cremilda Deusdete, nome de barraqueira, segundo o seu piloto . E este é o trio estradeiro que "causa" e agita nas viagens e paradas por este Brasil afora! 

Como todo bom motociclista, Negrine se preocupa com a segurança de suas garupas e conta que Nani começou a andar na moto através da adaptação de uma bolsa lateral semiaberta e com espuma. Na época a charmosa usava apenas bandana e óculos. Mas não demorou muito para que a segurança fosse aperfeiçoada e o motociclista cuidadoso com suas garupas conta: " Comprei uma bola de plástico rígido, fiz um corte e ela serviu de molde para o capacete, que é feito de fibra. Depois só mandei pintar." Mas os acessórios não ficaram só nisso. As cadelinhas garupas além de capacete e óculos, viajam presas a dois extensores que não lhes tiram a liberdade de movimentação, mas que assegura ao condutor que as mesmas não saiam da cestinha, estando assim seguras! Além disso, o tímpano das cadelas também está protegido contra impurezas comuns nas estradas, como pedriscos, insetos e umidade. E segundo o motociclista, Nani e Catarina nunca rejeitaram os acessórios.

Garupas do MotoTuristas bateu um papo com o dono das cadelinhas e famosas garupas. Veja:
   
Garupas: Qual é o nome das cadelinhas que viajam com você? 
Negrine: Nani (a mãe) e Catarina (a filha);
 
Garupas: É preciso de alguma autorização para essas viagens? 
Negrine: Uma coisa curiosa: nunca fui questionado pela polícia, a respeito do aspecto legal. Já fui parado em rodovias, por outros motivos, mas quando as percebem, chamam todos lá da casinha para tirar fotos;
 
Garupas: Há quanto tempo você viaja com elas? 
Negrine: A Nani já viaja há quase 8 anos. Catarina há 3,5 anos;
 
Garupas: Elas vão na garupa o tempo inteiro da viagem? Ou existe algum carro de apoio onde elas possam ir durante parte da viagem?
Negrine: Sempre na garupa. Eu viajo sozinho, pois faço muitas paradas e me demoro mais do que o normal nestas paradas; 
 
Garupas: Você já viajou com garupa humana? Qual é a diferença?
Negrine: Sim, eu viajava com uma das ex-esposas. A diferença é que não escuto reclamações e elas estão sempre prontas e dispostas para prosseguir na viagem;
 
Garupas: Para onde já viajou com elas? 
Negrine: Para inúmeras cidades. Nani já acumula mais de 115.000 km de estradas. A mais distante foi para o RS, para onde já fomos 5 vezes;
 
Garupas: Como aconteceu a primeira viagem com as cadelas? Como e por que surgiu a ideia? 
Negrine: A ideia de ter um cãozinho como parceiro de viagem já remonta 42 anos. Desde que comprei minha primeira moto , eu já pensava nisso;

Garupas: Existe alguma viagem que não fez com as cadelas e que esteja nos seus planos?
Negrine: Eu recebo sempre convites de amigos, mas é praticamente impossível atender a todos. Talvez vá para Goiânia, cidade que ainda não fui;

Garupas: Passou algum momento de perigo ou dificuldade em alguma viagem com elas?
Negrine: Eu descia a serra gaúcha e em determinada altura minha pista estava interrompida, com uma seta indicando um desvio. Por intuição eu parei, pois não via no sentido contrário nada que interrompesse a pista. Se tivesse entrado, teria batido de frente com uma van, em alta velocidade.

Bem, se andando por aí você se deparar com duas cadelas sobre uma garupa e uma porção de gente querendo fotografá-las, bem provável se tratar de Nani e Catarina, as garupas de Negrine. Ainda não tive a chance de conhecê-las pessoalmente, mas pelo que o motociclista nos conta, realmente parecem ser ótimas companhias: não reclamam, parceiras e sempre prontas para a estrada! E olha, também são mascotes de um evento que ajuda crianças com câncer, o McDia Feliz! As danadinhas ainda são chegadas em um carnaval e há quatro anos desfilam no Blocão, tradicional bloco de cães, que acontece em Ipanema.

Quer saber mais sobre as nossas garupas? Digite Nani e Catarina no Youtube e você encontrará vários vídeos dessas cadelas, porém garupas!

Parabéns ao Negrine pelas garupas cadelas. Pois temos dito, ou garupas são parceiras e topam qualquer parada ou ficam para trás! 
Cadelas garupas de Luiz carlos Negrini: Nani e Catarina

Garupa rebelde! Jacqueline Hochberg

garupa rebelde!

Hoje vou contar a história de Jacqueline Hochberg, uma garupa que se "rebelou" e resolveu pilotar.  Exatamente, uma garupa rebelde! Pasmem, sua primeira viagem foi logo para abalar: Rota 66, isso mesmo, EUA!!! 
Bem, nossa ex "garupa rebelde" é advogada, formada pela Universidade Mackenzie e pilota motos custom. Em 2010 pensou em escolher uma viagem que fosse inesquecível tanto para ela quanto para o maridão Carlos, apaixonado por motos. Ela escolheria o lugar e ele claro, iria pilotando a moto, certo?! Que nada, só de pensar na ideia do desconforto que sentia na garupa da moto e no tédio que era segundo ela, não fazer nada na condição de garupa, teve uma outra grande ideia prontamente aceita pelo marido, que ainda por cima lhe deu como resposta um sonoro "obrigado!!!", conforme relata. Estava resolvido, iriam para os Estados Unidos percorrer a Rota 66, viagem que faz parte dos sonhos de grande parcela dos motociclistas e é claro, suas respectivas garupas… 
Você deve estar se perguntando, como assim?! Tudo bem, a Jacqueline odiava ser garupa, mas a grande viagem que começara a ser planejada a teria como piloto da moto!!! Isso mesmo, a nossa ex garupa entrou em uma escola de condutores de motocicletas, ou a moto-escola e ela que nunca havia nem ligado a moto do marido, antes mesmo de estar habilitada, ganhou um "pequeno mimo" que batizou de Lola, uma Sportster 883 Low …
Então, quando a nossa ex garupa Jacqueline foi aos Estados Unidos para se aventurar na Rota 66, tinha uma experiência de 2 meses como piloto de motos. Mas, como ela mesma relata em seu blog: "Eu sei que é maluquice, ok? Mas foi maravilhoso! E o Carlos foi um fofo por acreditar que eu era capaz e encarar a aventura comigo! Hahaha! Ou é mais maluco do que eu, vai saber!?" 
Essa maluquice toda durou 16 dias e mais uma vez pasmem, Carlos pilotou a moto menor e com menos bagagem que a Jaqueline (por que será, mulheres?! kkk) … Foram 3.800 km rodados e muitas histórias interessantes e de superação para contar… 
Fiz uma entrevista por e-mail com a Jacqueline especialmente respondida para o blog dos MotoTuristas, que compartilho com vocês agora:

Jacquelineprimeiropasseio

Garupa MotoTuristas: O que mais te incomodava no fato de ser garupa? 
Jacqueline: O desconforto e a falta de controle. A passividade do banco traseiro (e o capacete na minha frente atrapalhando a visão!) me incomodavam muito. Sempre gostei muito de dirigir e não sei porque nunca pensei em aprender a pilotar antes.
Garupa MotoTuristas: Tua primeira viagem foi realmente EUA? Ou antes de encarar a Ruta 66 fez alguma viagem dentro do BR?
Jaqueline: Sim, como contei no blog, aprendi a pilotar para viajar aos EUA. Nunca tinha ligado uma moto na minha vida! Mas não foi fácil: para estar preparada para a viagem em 5 meses eu frequentei tantos cursos quanto pude e treinei bastante. Queria aventura, não um problema! Acredito no treinamento e foi isso o que me proporcionou uma viagem tranquila e segura.
Garupa MotoTuristas: Quantos dias passaram nos Estados Unidos?
Jacqueline: Na primeira viagem foram 16 dias de viagem, percorrendo 3.800km de 5 estados americanos. Na segunda viajamos por 15 dias, 6 estados e 4.200km, incluindo a famosa Tail of the dragon, com suas 318 curvas em 18 km.
Garupa MotoTuristas: Como foi a sensação de pilotar nos EUA?
Jacqueline: Maravilhosa. Estradas incríveis, bem cuidadas, motoristas cautelosos, paisagens incríveis, muita segurança e infra-estrutura. Infelizmente não dá pra comparar com as estradas brasileiras.
Garupa MotoTuristas: Que dicas básicas e imprescindíveis daria para quem deseja fazer uma viagem como essa? (Rota 66) 
Jacqueline: A minha grande dica é: pesquise e faça a "sua" própria viagem. Nós estudamos muito o roteiro e as coisas que realmente gostaríamos de ver e fazer. Fomos sozinhos e isso nos proporcionou a viagem que mais nos agradaria. Não gosto de roteiros pré-organizados e grandes grupos. Nós fizemos o que queríamos fazer, no nosso tempo, do nosso jeito. Acho que isso é o mais importante de tudo.
Garupa MotoTuristas: Teu marido sempre soube do teu incômodo em ser garupa? Como ele recebeu a notícia de que passaria para o banco da frente? 
Jacqueline: Sim, sempre soube. Na maioria das vezes em que viajamos eu o acompanhei de carro ou de avião. E isso nunca foi um problema. Somos casados há vinte anos e sempre houve muito respeito em nossa relação. Não há motivo para esconder ou fingir que algo não me agrada, não é?
Meu marido recebeu a notícia muito bem e me apoiou desde o início. E, como ele diz, levar garupa também não é tão legal quanto pilotar a moto sozinho. Então juntamos as coisas e tudo passou a ser muito melhor para os dois. Hoje, em duas motos, estamos mais juntos do que nunca!
Garupa MotoTuristas: O que significa o motociclismo para você?
Jacqueline: Não é um "modo de vida" como dizem alguns, nem uma "religião" como falam outros. É uma atividade muito prazerosa. Gosto muito de pilotar. E aprender a pilotar foi um grande desafio vencido.
Garupa MotoTuristas: Costumam viajar sempre para encontros e eventos pelo BR?
Jacqueline: Não viajamos para eventos e encontros, nem no Brasil nem no exterior. Preferimos viajar para conhecer lugares.
Garupa MotoTuristas: Alguma viagem dos sonhos ainda não realizada?
Jacqueline: Ainda temos muitas viagens a fazer, claro. A fronteira EUA e Canadá deve ser a próxima. Tentamos viajar pelo Canadá na última viagem, mas não conseguimos uma locadora que nos permitisse cruzar a fronteira com as motos, então o plano foi abandonado. Mas já estamos refazendo os planos.
Garupa MotoTuristas: Para onde você já viajou enquanto garupa? E já pilotando?
Jacqueline:Como garupa eu sempre evitei a viagem em si. Chegava ao local por outros meios e só andava de moto lá mesmo. Foi assim quando o Carlos foi para o Chile, por exemplo. Fui de avião e só fui garupa nos passeios locais. 
Pilotando fizemos duas viagens para os EUA e algumas curtinhas aqui no Brasil, de não mais de 500 km. Tenho muito medo de pilotar aqui.

Para encerrar nosso post com a palavra, ninguém menos que o maridão da Jaqueline que deu total apoio e adorou o fato dela deixar de ser garupa para pilotar a própria moto em uma viagem para a Rota 66: "Nada disto teria sido possível sem a Jackie, mulher maravilhosa, de humor difícil como as mulheres maravilhosas são, perfeccionista, às vezes irritante, mas sempre com o humor (ácido, claro) a contrabalançar tudo isto, fora o bom senso fora do comum."

Essa foi a Jacqueline, uma ex garupa que agora aproveita muito mais a paixão pelo motociclismo ao lado do seu piloto… Em seu blog Suba na garupa! ela conta em detalhes como foi essa viagem…

Jacqueline rota 66

Entrevista: garupa baiana

Garupa Sandra Magalhães

O que é que a Bahia tem? Entrevista com uma garupa baiana!!! 

Durante o encontro do Fórum 2Rodas em Ilhéus na Bahia, 23 e 24 de março, em um descontraído bate-papo numa mesa de bar/restaurante em frente à Praia de Batuba  em Olivença-Ba, entre vários relatos de viagens, aventuras como a falta de gasolina na estrada, e um saudável debate sobre a figura da garupa, pedi à Sandra Magalhães, esposa do Reinaldo Magalhães de Ipiaú-Ba, que me concedesse uma entrevista sobre a sua experiência como garupa e muitos km rodados junto ao maridão.

Vejam o que ela diz e se atentem para as dicas preciosas, queridas “garupas femininas”, para que seus parceiros façam questão da sua cia em viagens acima de 600 km hahaha… (O motivo do riso é porque lá encontramos um grupo de motociclistas que não vou dizer de onde e um deles disse que alguns motociclistas preferem poupar as esposas e companheiras em viagens acima de 600 km porque são muito cansativas… sei rsrsrs… brincadeiras sérias à parte kkk com a palavra, Sandra Magalhães!)

Garupa Mototurista: O que representa o motociclismo para você?

Sandra Magalhães: O motociclismo pra mim representa solidariedade, companheirismo e ser fraterno, independente de sua raça, crença, religião ou marca de moto… É ser livre para voar, é ser desbravador por Natureza!!!

Garupa Sandra Magalhães em Buenos Aires

Garupa Mototurista: Como foi e para onde foi a sua primeira viagem na garupa de uma moto?

Sandra Magalhães: Em 1989, fomos numa Yamaha Ténéré para a Chapada Diamantina, achei ótimo!!! Também não sou de reclamar… pra mim o que conta é a companhia e também ser a companheira. Confio nele, isso me basta!

Garupa Mototurista: Na sua visão de garupa quais são as maiores dificuldades durante uma viagem? E quais são os fatores compensadores?

Sandra Magalhães: Não vou chamar de dificuldades, mas de situações: achar um bom banheiro… o resto é só alegria… A ideia é essa !!! Temos momentos de tensão, de chuva,de calor,alegria, liberdade sem regras…….é ganhar o mundo!!! Os fatores compensadores são poder desfrutar da beleza dos lugares,comer e conhecer a comida típica local com a pessoa amada, vivenciar e dividir histórias

Garupa Mototurista: Existe algum planejamento em comum para as viagens? Ou as viagens são sempre o motociclista, seu marido, quem as propõe?

Sandra Magalhães: Sim, mas na maioria das vezes é ele que sugere o lugar. Ele é fominha por estrada!!! kkk

Garupa Mototurista: Você poderia dar algumas dicas para as "garupas de primeira viagem"?

Sandra Magalhães: Ser alegre e companheira, essa é sem duvida um bom ingrediente para que seu companheiro a queira por perto. Cumprir os horários combinados, ser participativa, não ser reclamona, falar o que está gostando e o que está incomodando…

Garupa Mototurista: O que está achando do encontro em Ilhéus? Vieram de moto? Por que?

Sandra Magalhães: Estou adorando!!! Viemos de carro, para poder receber melhor os amigos, já que a maioria veio de avião.

Garupa Mototurista: Qual é a viagem ou quais são as viagens não realizadas, mas que é aquela viagem dos sonhos?

Sandra Magalhães: As viagens não realizadas e também a dos nossos sonhos são: Machu Picchu, Deserto do Atacama e a Rota 66.

 

Bem, viajar e acompanhar o companheiro em longas viagens realmente requer uma boa dose de disposição, mas a Sandra informalmente disse: você tem que amar muito, gostar muito da pessoa para acompanhá-la em viagens assim… E eu acrescento: vale à pena! Vivências assim acabam fortalecendo a união do casal, é uma cumplicidade que vai se consolidando e fazendo você querer participar sempre. É como se algo fizesse todo o cansaço se dissipar e fazer valer a pena cada km rodado.

Quer contar a sua experiência como garupa? Entre em contato conosco e compartilhe a sua história!

Garupa Sandra e Reinado

Mulher, garupa, aspirante fotógrafa

 

Garupa Fotografa Edilene Ruth, Suzuki GSX650F

Mulher, garupa e aspirante a fotógrafa!
Após “bater papo” com as Garupas no post delas sobre ser garupa, eis que nasce essa ideia. Mas continuarei sendo professora! (risos)

Antes de falar de fotos na estrada, preciso dizer que fotos na minha família é algo que permeia o cotidiano desde sempre. Meu avô fotografava, o pai dele era repórter e surgiu na minha geração vários profissionais da comunicação, minha irmã inclusive. Fora esse povo profissional que são meus parentes, há a paixão comum pelo ato de fotografar e ser fotografado presente nessa família. Acredito ter sido, junto com a minha irmã, dos bebês mais fotografados da face da Terra, mãe compulsiva a nossa, cliques infindáveis em uma época em que cada foto custava dinheiro – do filme e da revelação.

Mas eu vim falar de fotografar na estrada de um lugar privilegiado, a garupa. Às vezes fico olhando as fotos várias vezes e penso, “nossa, até que ficaram boas hein??”. Eu penso que tenho sorte, sorte de apertar o botão na hora certa e sorte de mirar a lente no “alvo” – um bom feeling também, já que adoro fotos. Eu não sou profissional, quem me dera… tenho pretensões de ser, não para fazer disso meu ganha pão, mas sim para poder congelar em imagens os momentos que vou vivendo pela estrada e pela vida.

Chega de enrolação e vamos às dicas que prometi. Primeira coisa, você tem que ter uma câmera decente, não precisa ser um equipamento profissional (ainda terei uma), mas uma boa câmera. Eu uso uma câmera Sony Cyber-shot de 14.1 mega pixels. Viram? Nada de extraordinário. Câmera em punhos literalmente, eu a prendo no pulso e no velcro da jaqueta. A próxima coisa importante é o seu piloto e sua relação com ele – como assim?? Assim olha, se não existir sintonia e confiança entre vocês, adeus fotos. A foto mais f*** que tirei, estávamos a 140km/h… fico olhando e imaginando quando vai sair outra daquela. Eu confio plenamente no meu piloto, e de verdade, não ando de moto com quem não conheça ou não sinta confiança. Outro ótimo recurso são os editores de fotos, não falo de Photoshop, falo de programas fáceis. Tem vários disponíveis para download (uso o Picasa e agora o PhotoScape). Às vezes tem asfalto demais para moto de menos, vai lá e corta o que está de sobra, enquadra no editor. Porque enquadramento perfeito em todas as fotos só sendo profissional mesmo. Lembre-se que geralmente você e o objeto fotografado estarão em alta velocidade, junte também a trepidação e o vento.

Mas a melhor receita é: MIRAR E APERTAR!!!! Mirar e apertar infinitamente, afinal não precisamos comprar filmes, e se não ficou bom é só apagar depois. Em um bate e volta até Ribas do Rio Pardo, por exemplo, eu postei em torno de 90 fotos, porém bati mais de 200.

Minha prioridade sempre são AS MOTOS, elas são as protagonistas sempre. O céu, a paisagem e o asfalto sempre são os convidados especiais que ajudam a abrilhantar a festa.

 

Fórum 2Rodas em Ilhéus

Garupas em Fórum 2Rodas IlhéusGarupas de verdade topam qualquer parada. Até sair de Campo Grande-MS, num sábado, ir até Ilhéus-Ba, para um encontro do Fórum 2Rodas, e voltar no dia seguinte. A encantadora Ihéus, a 456 km de Salvador, também  conhecida por carinhosos apelidos como “Princesinha do Sul” ou “Capital do Cacau” nos esperava com um sorriso feito sol e um abraço do tamanho da beleza do mar. 

Bem, a viagem rumo ao encontro do Fórum 2Rodas não foi na garupa da BMW, mas o motivo da viagem foram as duas rodas. Saímos de Campo Grande num sábado de manhã e após uma conexão em Brasília, tivemos um dos voos mais agradáveis que já fiz, sob a responsabilidade do comandante Rolim da Avianca. Foi uma viagem eu diria que agradavelmente cultural, pois em vários momentos o comandante Rolim foi fornecendo aos passageiros, curiosidades não só sobre Ilhéus, mas de outras cidades baianas. Por exemplo, você sabia que toda a batata consumida pela rede McDonald’s no Brasil é fornecida pela Bahia? Que parte do óleo produzido em fazendas daquele estado vai para a Nasa? Após um belíssimo voo panorâmico de deixar qualquer um embasbacado, pousamos no Aeroporto Jorge Amado.

Pronto, chegamos para o encontro do Fórum 2Rodas, criado em 2006 com a finalidade de discutir e trocar informações sobre o motociclismo. Bressan e Lilian de Brasília, Tumatty de Ituverava – SP, Wanda de Vitória – ES, Gargamel e Tânia de Campo Grande – MS e os anfitriões Reinaldo e Sandra de Ipiaú – Ba, marcaram presença no encontro. E que encontro! Um dos mais agradáveis que já pude presenciar. Claro que o cenário ajuda, mas a participação de pessoas tão bacanas, simpáticas, hospitaleiras e receptivas em muito enriqueceu esse breve, mas caloroso encontro.

E como foi uma riqueza de encontro, nosso primeiro destino foi a Praia dos Milionários. Praia limpa, vazia (mas segundo Reinaldo e Sandra, em alta temporada lota), ladeada por coqueiros, uma maravilha! Como fomos os últimos a chegarmos, o restante da turma nos esperava para o almoço, que acabou saindo quase no final da tarde, à beira da piscina do hotel. Quer riqueza maior que isso!? Só a presença do Milionário (Gargamel) e José Rico (Tumatty) rsrsrs e é claro, a riqueza cultural do centro histórico de Ilhéus que visitamos à noite. O Pirilampo era a atração da praça em frente à Igreja São Sebastião. Um carro com 12 mil lâmpadas e penduricalhos! Foto perto do carro pode, foto dentro do carro, só se comprar o DVD contendo todos os programas que seu dono já participou: Jô Soares, novela Renascer, dentre outros.

Pelo centro passamos algumas horas visitando os pontos turísticos e culturais, como o Bar Vesúvio, o famoso Bataclan, uma espécie de centro cultural com várias salas, onde tocava uma banda de rock na Sala dos Artistas e em uma outra sala encontrei até uma mini biblioteca. Observei que os livros estavam organizados (agora vos fala a bibliotecária e não a garupa! rs) e ao indagar a moça que havia feito a classificação, a mesma respondeu: eu! E então lhe perguntei: você é bibliotecária? E ela rapidamente: Não! Mas eu me viro, li, peguei umas apostilas… Bem, ao menos a moça teve boa vontade e a biblioteca é bem organizadinha.

Motociclistas em Fórum 2Rodas Ilhéus

Dia seguinte, após uma chuva gostosa que caiu durante a madrugada, fomos a Olivença, na praia de Batuba… Só um café da manhã regado a cuscuz, suco de cacau, banana da terra frita e muitas outras gostosuras para aguentar o dia agitado na praia.

Como foi um bate e volta e tudo o que é bom dura pouco, nosso passeio do Fórum 2Rodas em Ilhéus chegou ao fim. Dele, voltamos com rugas a menos (porque o sorriso ajuda a preveni-las), com o fortalecimento das amizades e com a certeza de que na segunda-feira estaríamos pensando: puxa, ontem uma hora desses estávamos lá na terra da SEMPRE GABRIÉÉLA!!! E as 2Rodas, o que tem a ver com tudo isso???!!! Bem, a paixão pelo motociclismo é a responsável por tudo isso! E garupas do Fórum 2Rodas em terra de coronéis topam qualquer parada…Até sair de Campo Grande-MS, num sábado, ir até Ilhéus-Ba, para um encontro do Fórum 2Rodas, e voltar no dia seguinte. E confesso, não foi nada difícil! Hehehe 

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Garupas em Moto Casal em Bonito, MS

Garupas em moto casais
A história do Moto Casais em Bonito, MS é mais ou menos assim: evento que nasceu do desejo do casal
Boeira em fazer um passeio juntos um pouco mais longe de Capanema, PR onde moram e acabou ganhando a simpatia de alguns casais do motociclismo.

Nesta edição de 2013, além de uma quantidade razoável de casais – para não dizer que não sei precisar 😉 – participou um ou outro "avulso" (mesmo que solteiro, livre, separado, sozinho). Sim, porque a ideia é confraternizar! Casais que durante o feriado do Carnaval saíram de suas respectivas cidades de moto ou em carros de apoio ( Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Três Lagoas, Dourados…) e foram se encontrando ao longo do caminho até chegarem na região de Jardim e Bonito em MS. A primeira grande reunião da turma se deu na noite do domingo de Carnaval em uma pizzaria na cidade de Jardim. Em clima de muita descontração, como costumam ser esses encontros, revi conhecidos, bem como conheci novas pessoas.

Dia seguinte, segundona de Carnaval, a turma reuniu-se no balneário municipal de Bonito para um banho de chuva no Rio Formoso. Como os iguais se atraem, logo na chegada do balneário encontramos um casal de uruguaios que há alguns anos moram no Rio Grande do Sul: Pedro e e sua garupa Rina, casal cheio de histórias e gente boa! Foram apresentados pelo Gargamel aos demais do grupo. Não! Eles não se conheciam, acabaram de se conhecer. Porque é assim, irmandade reconhece irmandade.

Turma reunida, tivemos um dia muito agradável, cheia de riso, troca de experiências e informações de viagens, que nem a chuva foi capaz de estragar. Afinal, quem está na chuva é pra se molhar: motociclistas e garupas que o digam!

À noite, a reunião foi em Guia Lopes da Laguna, onde parte da turma estava hospedada. Lanchonete Lagunão foi o point e recomendadíssimo pelos preços acessíveis e deliciosos pratos de peixe.
Terça, dia de dormir até a hora que desse vontade, tomar café da manhã, e aguardar o Rickão, MotoTurista que saiu de Campo Grande com Gargamel e sua garupa, a que vos fala!

Garupasemmotocasais
Dias deliciosos, vale ressaltar a calorosa recepção em Aquidauana, MS  pelo Nômade e sua família, incluindo seu neto Bruno, que é um jovem motociclista e também colocou a sua garupa na moto participando do Moto Casais. Coisa emocionante foi ver avô e neto nesta aventura!!! Espero encontrar a todos no próximo Moto Casais, em que lugar será? Taí, deixo a enquete: mesma região (Jardim/Bonito) ou quem sabe uma outra cidade dentro ou fora do Mato Grosso do Sul? Não sei o que o idealizador do evento tem em mente, mas o que a turma pensa?
Vamos lá, façam suas apostas!  😉

Próximo destino do Gargamel e sua garupa sem a BMW: Ilhéus, Bahia.

Mulher na garupa da moto

Ao mundo em 2 Rodas:

 Sou uma mulher e engrosso as estatísticas daquele terceiro personagem de uma cena que envolve dois grandes coadjuvantes: a moto e o motociclista, não necessariamente nessa ordem de importância. Depende do ponto de vista e do contexto em que se queira analisar tal colocação. Como a minha intenção não é levantar polêmicas deixo isso para lá, ao menos por hora!

😉 Antes que você arrisque o nome deste terceiro personagem, baú? alforge? capacete?…
Prazer, sou a "garupa"!

Após algumas experiências em viagens sobre 2 rodas, como mulher na garupa da moto e planejando futuras – já que pelo andar da carruagem (ops! da motocicleta), deveremos juntar os "trapos", ops! os baús e alforges, senti necessidade de expor a minha visão do antes,  durante e depois de uma viagem, de um moto passeio, um evento ou atividades ligadas ao motociclismo.

Há quem ame ser garupa. Mas há os que detestam sentar em uma. Há aqueles que viraram motociclistas porque dizem, a sensação de ser garupa não foi suficiente para suprir o seu espírito aventureiro. Há quem considere que pilotar é para o fracos hehehe e ser garupa é que está com tudo! Não importa de que lado hoje você se encontra, quem gosta do motociclismo sempre tem alguma história para contar e compartilhar envolvendo a garupa.

Eu amo ser garupa e ser garupa é uma questão de confiança no parceiro, no piloto, muito além do espírito aventureiro que sabemos pode ser colocado em prática com outras atividades.
Aviso aos leitores do blog MotoTuristas, não tenho nenhuma pretensão científica, editorial ou mesmo rigorosamente técnica. Serão impressões, compartilhamentos, trocas de dicas, experiências e talvez algum outro ponto que agora não esteja me lembrando. Nada de stress! A ideia é tornar prazeroso o registro e a leitura desses registros, cujo formato não segue uma regra: pode ser texto, foto, vídeo e o que a imaginação e a tecnologia permitir…

Então, suba na garupa e pegue carona nesta ideia! Dizem que por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher… Eu diria também que no banco traseiro de um grande piloto existe sempre uma grande garupa.

😀 Brincadeiras à parte, se você é mulher, homem, garupa, motociclista, possui moto ou pretende ter uma, é de moto clube ou não quer saber disso não importa, somos livres para viver o motociclismo em todas as suas possibilidades! Um moto abraço a todos, de uma garupa que por acaso é MULHER!

Mulher nagGarupa das motos