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Entrevista: garupa baiana

Garupa Sandra Magalhães

O que é que a Bahia tem? Entrevista com uma garupa baiana!!! 

Durante o encontro do Fórum 2Rodas em Ilhéus na Bahia, 23 e 24 de março, em um descontraído bate-papo numa mesa de bar/restaurante em frente à Praia de Batuba  em Olivença-Ba, entre vários relatos de viagens, aventuras como a falta de gasolina na estrada, e um saudável debate sobre a figura da garupa, pedi à Sandra Magalhães, esposa do Reinaldo Magalhães de Ipiaú-Ba, que me concedesse uma entrevista sobre a sua experiência como garupa e muitos km rodados junto ao maridão.

Vejam o que ela diz e se atentem para as dicas preciosas, queridas “garupas femininas”, para que seus parceiros façam questão da sua cia em viagens acima de 600 km hahaha… (O motivo do riso é porque lá encontramos um grupo de motociclistas que não vou dizer de onde e um deles disse que alguns motociclistas preferem poupar as esposas e companheiras em viagens acima de 600 km porque são muito cansativas… sei rsrsrs… brincadeiras sérias à parte kkk com a palavra, Sandra Magalhães!)

Garupa Mototurista: O que representa o motociclismo para você?

Sandra Magalhães: O motociclismo pra mim representa solidariedade, companheirismo e ser fraterno, independente de sua raça, crença, religião ou marca de moto… É ser livre para voar, é ser desbravador por Natureza!!!

Garupa Sandra Magalhães em Buenos Aires

Garupa Mototurista: Como foi e para onde foi a sua primeira viagem na garupa de uma moto?

Sandra Magalhães: Em 1989, fomos numa Yamaha Ténéré para a Chapada Diamantina, achei ótimo!!! Também não sou de reclamar… pra mim o que conta é a companhia e também ser a companheira. Confio nele, isso me basta!

Garupa Mototurista: Na sua visão de garupa quais são as maiores dificuldades durante uma viagem? E quais são os fatores compensadores?

Sandra Magalhães: Não vou chamar de dificuldades, mas de situações: achar um bom banheiro… o resto é só alegria… A ideia é essa !!! Temos momentos de tensão, de chuva,de calor,alegria, liberdade sem regras…….é ganhar o mundo!!! Os fatores compensadores são poder desfrutar da beleza dos lugares,comer e conhecer a comida típica local com a pessoa amada, vivenciar e dividir histórias

Garupa Mototurista: Existe algum planejamento em comum para as viagens? Ou as viagens são sempre o motociclista, seu marido, quem as propõe?

Sandra Magalhães: Sim, mas na maioria das vezes é ele que sugere o lugar. Ele é fominha por estrada!!! kkk

Garupa Mototurista: Você poderia dar algumas dicas para as "garupas de primeira viagem"?

Sandra Magalhães: Ser alegre e companheira, essa é sem duvida um bom ingrediente para que seu companheiro a queira por perto. Cumprir os horários combinados, ser participativa, não ser reclamona, falar o que está gostando e o que está incomodando…

Garupa Mototurista: O que está achando do encontro em Ilhéus? Vieram de moto? Por que?

Sandra Magalhães: Estou adorando!!! Viemos de carro, para poder receber melhor os amigos, já que a maioria veio de avião.

Garupa Mototurista: Qual é a viagem ou quais são as viagens não realizadas, mas que é aquela viagem dos sonhos?

Sandra Magalhães: As viagens não realizadas e também a dos nossos sonhos são: Machu Picchu, Deserto do Atacama e a Rota 66.

 

Bem, viajar e acompanhar o companheiro em longas viagens realmente requer uma boa dose de disposição, mas a Sandra informalmente disse: você tem que amar muito, gostar muito da pessoa para acompanhá-la em viagens assim… E eu acrescento: vale à pena! Vivências assim acabam fortalecendo a união do casal, é uma cumplicidade que vai se consolidando e fazendo você querer participar sempre. É como se algo fizesse todo o cansaço se dissipar e fazer valer a pena cada km rodado.

Quer contar a sua experiência como garupa? Entre em contato conosco e compartilhe a sua história!

Garupa Sandra e Reinado

Mulher, garupa, aspirante fotógrafa

 

Garupa Fotografa Edilene Ruth, Suzuki GSX650F

Mulher, garupa e aspirante a fotógrafa!
Após “bater papo” com as Garupas no post delas sobre ser garupa, eis que nasce essa ideia. Mas continuarei sendo professora! (risos)

Antes de falar de fotos na estrada, preciso dizer que fotos na minha família é algo que permeia o cotidiano desde sempre. Meu avô fotografava, o pai dele era repórter e surgiu na minha geração vários profissionais da comunicação, minha irmã inclusive. Fora esse povo profissional que são meus parentes, há a paixão comum pelo ato de fotografar e ser fotografado presente nessa família. Acredito ter sido, junto com a minha irmã, dos bebês mais fotografados da face da Terra, mãe compulsiva a nossa, cliques infindáveis em uma época em que cada foto custava dinheiro – do filme e da revelação.

Mas eu vim falar de fotografar na estrada de um lugar privilegiado, a garupa. Às vezes fico olhando as fotos várias vezes e penso, “nossa, até que ficaram boas hein??”. Eu penso que tenho sorte, sorte de apertar o botão na hora certa e sorte de mirar a lente no “alvo” – um bom feeling também, já que adoro fotos. Eu não sou profissional, quem me dera… tenho pretensões de ser, não para fazer disso meu ganha pão, mas sim para poder congelar em imagens os momentos que vou vivendo pela estrada e pela vida.

Chega de enrolação e vamos às dicas que prometi. Primeira coisa, você tem que ter uma câmera decente, não precisa ser um equipamento profissional (ainda terei uma), mas uma boa câmera. Eu uso uma câmera Sony Cyber-shot de 14.1 mega pixels. Viram? Nada de extraordinário. Câmera em punhos literalmente, eu a prendo no pulso e no velcro da jaqueta. A próxima coisa importante é o seu piloto e sua relação com ele – como assim?? Assim olha, se não existir sintonia e confiança entre vocês, adeus fotos. A foto mais f*** que tirei, estávamos a 140km/h… fico olhando e imaginando quando vai sair outra daquela. Eu confio plenamente no meu piloto, e de verdade, não ando de moto com quem não conheça ou não sinta confiança. Outro ótimo recurso são os editores de fotos, não falo de Photoshop, falo de programas fáceis. Tem vários disponíveis para download (uso o Picasa e agora o PhotoScape). Às vezes tem asfalto demais para moto de menos, vai lá e corta o que está de sobra, enquadra no editor. Porque enquadramento perfeito em todas as fotos só sendo profissional mesmo. Lembre-se que geralmente você e o objeto fotografado estarão em alta velocidade, junte também a trepidação e o vento.

Mas a melhor receita é: MIRAR E APERTAR!!!! Mirar e apertar infinitamente, afinal não precisamos comprar filmes, e se não ficou bom é só apagar depois. Em um bate e volta até Ribas do Rio Pardo, por exemplo, eu postei em torno de 90 fotos, porém bati mais de 200.

Minha prioridade sempre são AS MOTOS, elas são as protagonistas sempre. O céu, a paisagem e o asfalto sempre são os convidados especiais que ajudam a abrilhantar a festa.

 

Mulher na garupa da moto

Ao mundo em 2 Rodas:

 Sou uma mulher e engrosso as estatísticas daquele terceiro personagem de uma cena que envolve dois grandes coadjuvantes: a moto e o motociclista, não necessariamente nessa ordem de importância. Depende do ponto de vista e do contexto em que se queira analisar tal colocação. Como a minha intenção não é levantar polêmicas deixo isso para lá, ao menos por hora!

😉 Antes que você arrisque o nome deste terceiro personagem, baú? alforge? capacete?…
Prazer, sou a "garupa"!

Após algumas experiências em viagens sobre 2 rodas, como mulher na garupa da moto e planejando futuras – já que pelo andar da carruagem (ops! da motocicleta), deveremos juntar os "trapos", ops! os baús e alforges, senti necessidade de expor a minha visão do antes,  durante e depois de uma viagem, de um moto passeio, um evento ou atividades ligadas ao motociclismo.

Há quem ame ser garupa. Mas há os que detestam sentar em uma. Há aqueles que viraram motociclistas porque dizem, a sensação de ser garupa não foi suficiente para suprir o seu espírito aventureiro. Há quem considere que pilotar é para o fracos hehehe e ser garupa é que está com tudo! Não importa de que lado hoje você se encontra, quem gosta do motociclismo sempre tem alguma história para contar e compartilhar envolvendo a garupa.

Eu amo ser garupa e ser garupa é uma questão de confiança no parceiro, no piloto, muito além do espírito aventureiro que sabemos pode ser colocado em prática com outras atividades.
Aviso aos leitores do blog MotoTuristas, não tenho nenhuma pretensão científica, editorial ou mesmo rigorosamente técnica. Serão impressões, compartilhamentos, trocas de dicas, experiências e talvez algum outro ponto que agora não esteja me lembrando. Nada de stress! A ideia é tornar prazeroso o registro e a leitura desses registros, cujo formato não segue uma regra: pode ser texto, foto, vídeo e o que a imaginação e a tecnologia permitir…

Então, suba na garupa e pegue carona nesta ideia! Dizem que por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher… Eu diria também que no banco traseiro de um grande piloto existe sempre uma grande garupa.

😀 Brincadeiras à parte, se você é mulher, homem, garupa, motociclista, possui moto ou pretende ter uma, é de moto clube ou não quer saber disso não importa, somos livres para viver o motociclismo em todas as suas possibilidades! Um moto abraço a todos, de uma garupa que por acaso é MULHER!

Mulher nagGarupa das motos