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Rodovia Transamazônica BR 230 BR 319

Rodovia Transamazônica BR 230 4.100 Km
Lábrea , Amazonas a Marabá, Pará: 2.250 Km
Lábrea, Amazonas a João Pessoa, PB: 4.100 Km

Rodovia Transamazônica é a estrada que liga o Amazonas ao litoral da Paraíba passando por sete Estados: Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Piauí e Paraíba. A Rodovia Transamazônica deveria cruzar o Brasil do litoral até o Acre, mas a rodovia acaba em Lábrea, cidade no extremo sul do Amazonas, na divisa estadual com o Acre. Construída por militares, o objetivo era interligar a região Norte ao Nordeste do Brasil ocupando a Amazônia e o lema dos militares em 1970 era “Integrar para não entregar”. Foi inaugurada na época da seca, fora do período das chuvas, em 30 de agosto de 1972. Em outubro começam as chuvas e em janeiro fica intransitável até junho. Chove de outubro a abril! Em Lábrea, no Amazonas, a Rodovia Transamazônica recebeu a sigla BR 230 até o litoral. Dali até Manaus, a estrada tem uma bifurcação antes de Humaitá, pela BR 319 que vem de Porto Velho. De Lábrea até Manaus a distância é 850 Km desviando antes de Humaitá.

Rodovia Transamazônica BR 319
Manaus a Lábrea, distância: 852 Km
Manaus a Porto Velho, distância: 888 Km

Quando viajei ao Peru, por Porto Velho, Rondônia, conheci a Rodovia Transamazônica, BR-319 nesse trecho que liga Porto Velho a Humaitá e fui um pouco mais até o desvio entre Lábrea a Manaus. Esse desvio, fica a 33 Km depois de Humaitá.

Rodovia Transamazônica BR319 Manaus, Humaitá, Lábrea

Eu não precisava passar pela Rodovia Transamazônica para ir ao Peru. Como eu estava em Rondônia, já em Porto Velho, vi uma placa regional, bem simples: “Transamazônica” a 2 quadras do Bar do Max que tinha a Yamaha TDM 900 e como Porto Velho ficava ao lado da divisa estadual com o Estado do Amazonas separada pelo rio Madeira… Foram 210 km até Humaitá onde um irmão motociclista, o “Minotauro” me aguardava também de XT660. Conheci na rede social da época: Orkut! No dia seguinte, reforcei as botas no sapateiro da BR 319 pra pegar a Rodovia Transamazônica úmida, chovia sem parar, era a primeira semana de janeiro de 2012. Bota impermeável? Que nada! Olha a sapataria em Humaitá, na BR-319 com asfalto! Esse asfalto acaba 5 km depois de Humaitá indo pra Manaus, logo após o quartel do BIS: Batalhão de Infantaria da Selva.

No dia seguinte, saiu o sol. Peguei a bagagem e fui até o desvio pra Manaus. Um bate e volta. Meu raciocínio:
– Tem sol, quente demais, secou a lama!
– Bota reforçada pra brigar com peso da moto!
– Spray de encher pneu disponíveis e ferramentas!
– ERROS: faltou água mineral e protetor solar!!!
– ERRO MAIOR: bagagem alta na extremidade da moto!

Transamazônica BR319 Manaus BR230 Marabá

Viajando em 2015 pela Rodovia Transamazônica

Nosso irmão Bressan do Motogrupo El Bando saiu de Brasília dia 24 de setembro de 2015 numa Royal Enfield Classic 500 para a Rodovia Transamazônica. Sim, as 2 estradas: BR319 e BR230 e ainda as BR163, BR070 e BR010.
Acompanhe onde está o Bressan nessa página!
Rodovia Transamazonica 2015 Viagem de Moto

Moto Turismo no Brasil

Moto Turismo no Brasil é:

viajar de moto pilotando, guiando ou na garupa fotografando, filmando, relatando nas mídias, redes sociais, compartilhando a quem vai viajar de moto, oferecendo dicas de passeios, mostrando as melhores rotas, serras  e caminhos alternativos a quem vai curtir o Moto Turismo no Brasil. E por falar em curtir, nossa comunidades estão aí pra vocês curtirem e compartilharem suas viagens e relatos, enviar fotos e videos nas nossas comunidades de Moto Turismo no Brasil:

Viagem de moto pra casa

Dessa vez… a viagem de moto é pra casa! (terceiro de 3 relatos)

 

Terceira e última parte da viagem de moto ao sul do Brasil dos mototuristas começa com a nossa saída do Quinta do Bucanero na segunda-feira, dia 14 de abril, após o delicioso café da manhã, como o foi todos os dias, olhando para aquele mar maravilhoso, a Praia do Rosa, a Lagoa do Meio e demais praias da qual se tem o privilégio da vista quem no Buca se hospeda.

Nesta deliciosa viagem de moto, os mototuristas seguiram então para Florianópolis, a Ilha da Magia, capital do estado de Santa Catarina e que possui tantas praias que existem até divergências se seriam 42, 31 ou até mesmo 100. A dúvida deve-se ao fato de divergências nos critérios adotados para estabelecer onde começa e termina cada uma. A verdade é que existe um livro chamado “Descortinando as 100 belas praias de Florianópolis”, do professor e pesquisador na área de  Ciências Humanas e Sociais Nereu do Vale Pereira. Quem sai ganhando com isso são os moradores que tem como opção vários lugares e nós mototuristas ( e turistas em geral ) que podemos escolher novos lugares para conhecer a cada nova visita à bela Florianópolis.

Bem, o primeiro compromisso dos mototuristas nesta viagem de moto, em Florianópolis, foi a visita ao nosso amigo Guillermo Godoy, motociclista com vários livros publicados contando suas aventuras em 2 rodas e que planeja no segundo semestre de 2014 dar a volta ao mundo. É a segunda vez que visitamos Guillermo Godoy em sua casa que tão bem e carinhosamente nos recebeu. Fomos até a casa deste grande motociclista acompanhados de outro amigo motociclista que trocou Mato Grosso do Sul por Florianópolis, SC após uma viagem de moto que juntos fizemos no final de 2009. Fomos recebidos com uma bela macarronada preparada pelo Guillermo que cuidou dos mínimos detalhes, desde a preparação da massa, o molho e 3 tipos de sobremesas uma mais deliciosa que a outra: o pudim de pão, os copinhos de chocolate com licor e uma nova para mim, chamada Dom Pedro: três sabores de sorvete com whisky à gosto. Muito bom!!! Tudo isso regado a muita conversa, dicas de viagem, relatos de experiências… Agrademos ao Guillermo Godoy e sua filha Patrícia por todo carinho e atenção dispensados nessas horas. E ao nosso querido amigo Thaita pela carona e pela companhia durante a visita.

Florianópolis tem lugares muito pitorescos e em uma viagem de moto, esses lugares ficam ainda mais interessantes. Desta vez o tempo ajudou e os mototuristas fizeram novos passeios que não pudemos fazer da última vez em que lá estivemos. Vamos lá a algumas aventuras que fizemos nesta viagem de moto:

1) Passeio de barco até a costa da lagoa que é uma Área de Preservação Ambiental (APA). Passeio muito agradável onde você pega uma embarcação na Lagoa da Conceição e vai até o centrinho da Costa da Lagoa onde realmente só se chega ou de barco ou por trilhas (são trilhas demoradas que saem de alguns pontos e que um dia eu pretendo fazer porque dizem é bem cultural, passa-se por diversas vilas e antigos engenhos de farinha). O que chamo de barco na verdade é conhecido como baleeira e é também usado como meio de transporte pelo moradores da costa. O passeio custou R$15,00 e demora aproximadamente 40 minutos até o ponto do centrinho.

2) Esta viagem de moto teve Sambaqui e Santo Antônio da Lisboa – lugares graciosos, escolhidos pelos primeiros açorianos em meados do século XVIII para fixar residência na ilha de Florianópolis. A beira-mar desses lugares possui uma vista belíssima da Baía Norte e do Continente. Vimos diversos restaurantes, mas resolvemos saborear as delícias de um que fica bem na esquina da primeira rua calçada de Florianópolis: Villa do Porto. Fica em um imóvel histórico construído em 1840. Você tem a opção de ser servido dentro das dependências do restaurante que no passado serviu de hospedagem para o então imperador do Brasil Dom Pedro II, segundo um dos atendentes nos contou. O casario é lindo, mescla o rústico já que é um prédio antigo com a modernidade. No entanto, preferimos ficar nos quiosques que eles possuem na calçada, atravessando a rua, à beira da praia de águas tranquilas já que trata-se de uma colônia de pescadores. Ah, a comida do Villa do Porto é de primeira hein!
Uma dica para quem tem bom gosto e gosta de artesanato é conhecer o Estúdio de Cerâmica Artística Vineli. Cada peça mais linda de viver que outra: louças, painéis, artigos de decoração. Fiquei sabendo que perto deste estúdio existe uma feira de artesanato muito interessante também, mas que funciona somente aos sábados e domingos à tarde. Ai ai, viagem de moto boa é assim: alimento para o corpo e para a alma hehehe…

3) Armazém Vieira – localizado em uma famosa esquina de Florianópolis, é uma referência cultural, gastronômica e de boa música, conhecida nacionalmente e até internacionalmente sendo indicado por importantes revistas e jornais especializados no assunto. Os mototuristas foram em uma sexta e rolava um ziriguidum ( rs sambinha )  de primeira qualidade.  Numa próxima oportunidade quero experimentar o famoso sanduíche Armazem Vieira que tem quatro andares com frios e um molho que é segredo da casa.

4) Aos arredores da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC existem vários bares. Um que chamou a atenção pelo nome foi “Meu Escritório”. Achamos muito divertido o nome e imaginando as situações que acontecem por conta do nome (nosso escritório é mesmo sobre 2 rodas e ao ar livre, sensações assim, só uma viagem de moto nos proporciona). Lotado ao extremo com pessoas pela calçada, resolvemos parar em um que fica no Córrego Grande, Chopp do Gus. Tocava uma banda que não me lembro o nome e a noite era especial só com músicas de duas bandas da década de 80 que adoro: The Smiths e The Cure. Bom demais!!!  

Florianópolis tem opções diversas e ainda teremos que fazer não mais uma viagem de moto, mas muitas viagens de moto para conhecermos novos lugares e rever outros que sempre valem uma visita. O centro mesmo de Florianópolis é sempre muito agradável. Adoro andar pelo Mercado Municipal, o artesanato da Alfândega, visitar a Figueira centenária na Praça XV de Novembro.

Após alguns dias agradáveis em Floripa é chegada a hora de voltar. Nossa viagem de moto começa então a contagem regressiva para a chegada no lar doce lar. Partimos de Florianópolis no sábado dia 19 e ainda pela manhã passamos pela Serra da Dona Francisca, que foi construída pelos imigrantes europeus para ligar Joenville ao litoral. Uma serra curta, mas com uma vista muito bonita, cuja beleza pode ser melhor apreciada de um mirante que encontramos no caminho.

A parada dos mototuristas para pernoitar nesta viagem de moto foi em Irati, PR, cidade de imigrantes poloneses e ucranianos. Achei a cidade até movimentada, mas também era um sábado a noite e ficamos na área central com restaurantes, pub, tudo por perto. Ficamos no Hotel Luz cujo dono orgulhosamente disse já ter hospedado gente famosa como Roberto Carlos. O Hotel talvez já tenha sido mesmo em décadas passadas um  hotel de referência na cidade. Hoje é um hotel simples, sem serviços de frigobar, telefone no quarto, móveis antigos, mas tinha wi-fi kkk… Ah, o colchão do quarto onde ficamos também me deu uma dor na coluna que vou contar! Mas por uma só noite deu pra aguentar…

Nesta viagem de moto, durante o nosso retorno, também conheci o sabor do famoso pinhão. Paramos em (ou próximo) de Larangeiras do Sul na beira da estrada e taí, gostei! Curioso que comemos o pinhão quentinho, diretamente do panelão que estava sob o fogo e no final o rapaz não cobrou nada. Disse que aqueles ali cozinhando era pra pessoa comer mesmo e gostando, levar no saquinho fechado.

Logo depois paramos num desses postos em que ficam socorristas e preciso comentar algo que muito me incomoda, mas que vindo de profissionais que ajudam a salvar vidas soa estranho e é no mínimo sem bom senso. Entramos na sala para servir um café e após os cumprimentos de bom dia uma delas virou para o colega e lembrou-se de uma certa ocasião em que teve que cortar uma bota igualzinha a do Gargamel MotoTuristas. Ainda falou que “deu até dó!” Eu ia dizer que esse tipo de comentário não se faz, ainda mais para alguém que está no meio de uma viagem de moto; seu papel ali era outro. Que deseje boa viagem, diga vá com cuidado, mas pera aí, fazer esse tipo de comentário é no mínimo desagradável e sem noção. Mas enfim, preferi sair de perto…. e pedir à Deus para que continuasse a nos acompanhar nesta viagem de moto que estava tão bacana e nos livrasse de qualquer mal.

Resolvemos dormir em Guaíra no domingo pois a intenção era ir ao Salto de Guairá comprar uma Go Pro na segunda-feira, dia 21 de abril feriado no Brasil. Encontramos por um bom preço, mas que lugarzinho congestionado hein! rs No final deu tudo certo… Bem, tudo certo, mas com um pequeno susto na reta final da viagem…

Chegando em Campo Grande e terminando mais uma viagem de moto, após pegarmos vários trechos bem congestionados e com muitos caminhões, na entrada da cidade, na BR 163 enfrentamos um temporal que superou qualquer chuva que pegamos em viagens anteriores. Começou a pingar e pensei, beleza, “já estamos em casa” mesmo… Mas em questão de poucos segundos começou um vento tão forte, tão forte (com raios, trovoadas, e muita água) que era difícil o equilíbrio na moto. Os carros foram parando no meio da rodovia e senti-me realmente muito preocupada e vulnerável com a força do vento. Paramos antes de cairmos e por ali ficamos por alguns minutos. O vento pouco diminuiu, mas mesmo assim seguimos até um posto que estava lotado de carros esperando a chuva parar. Ali ficamos por mais de 01 hora. Certos de que já poderíamos sair dali com tranquilidade, logo após o posto passamos por verdadeiros rios de água e o congestionamento era grande. Mas por fim, os mototutistas chegaram ao lar doce lar! E a sensação de mais um prazer realizado, muito felizes, com a bagagem cheia de histórias, novos amigos, a lembrança de lugares lindos, maravilhosos e perfeitos! Isso é motociclismo! Viagem boa de moto é assim cheio de aventura!!!

E nós somos mototuristas!!! Até a próxima aventura! 😉
Viagem de moto ao sul do Brasil
Serra do Rio do Rastro

Viajando de moto ao sul do Brasil

Viajando de moto ao sul do Brasil (segundo de 3 relatos)

Praia do Rosa, Pousada Quinta do Bucanero

Pois cá estou eu viajando de moto… Ahhh, viajando de moto e relatando sobre um paraíso na Praia do Rosa em Santa Catarina… Atualizando no espaço e no tempo, em Orleans-SC despedimo-nos do casal Marcos Martins e Guiomar numa quinta-feira e continuamos rumo ao litoral catarinense. A ideia era chegar até Laguna-SC, mas paramos em Tubarão-SC para visitar a MOTOBAN. Você que está lendo este post está viajando de moto e passando por Tubarão?! Faça uma visita você também. A loja é realmente tentadora, produtos funcionais e de altíssima qualidade. Conversando com o Gentil da MOTOBAN, disse que resolveu abrir a loja a partir de uma  viagem que fez, em que precisou recorrer a vários lugares para encontrar o que queria. Pensou em montar uma loja especializada em motociclismo em que se encontrasse de tudo. Pois lá trocamos os 2 pneus da moto, compramos um casaco para o piloto e uma calça para a garupa, fora alguns pequenos acessórios.

Como a troca de pneus demorou, escureceu e achamos por bem pernoitar em Tubarão-SC que espantou-me pela movimentação do trânsito rsrs… É uma cidade dividida ao meio pelo rio Tubarão. Se não estou enganada são 4 ou 5 pontes que dão acesso de um lado ao outro da cidade. Achei pouco! Até encontrarmos um local para dormir rodamos um pouco, pois no primeiro hotel sugerido pelo amigo da MOTOBAN, o Hotel Farol,  não havia leitos disponíveis. Fomos então parar em outro hotel no centro da cidade, o Hotel Acomodare, com acesso pelo calçadão, mas sem estacionamento de fácil localização. Aí já viu a trabalheira de carregar parte das coisas. Mas fora isso um hotel razoável com um café da manhã bem farto e diversificado. Viajando de moto passamos por muitas situações desconfortáveis, porém compensadoras.

SC, Praia do Rosa, Quinta do Bucanero
Praia do Rosa

Sexta-feira partimos então para o litoral e após um estressante congestionamento no BR 101 em Laguna-SC, viajando de moto chegamos a um posto de gasolina em  Imbituba-SC. Não tínhamos rumo e gostaríamos de ficar ou em Garopaba-SC ou na própria Imbituba. O frentista do Posto ALE disse: “tem uma pousada assim, assado onde os motociclistas viajando de moto sempre ficam”. Lá fomos nós atrás do lugar.

Logo na entrada uma casa pequena e um rapaz atendeu dizendo mais ou menos assim: “pode entrar, fica nos fundos”… Pensei, “vou andando” e fiz gestos para o piloto MotoTuristas seguir em frente… Se arrependimento matasse rs…tive que andar cerca de 300 metros com capacete, aquela roupa pesada, sol, viajando de moto…

Lá no fundo paramos em uma espécie de clube, o MotoTurista Gargamel pegou o telefone de parede e teclou algum número. Logo apareceu a Tatiana, uma moça muito simpática indicando-nos onde seria a recepção. Quando minha ficha foi caindo e fui observando melhor o lugar, pensei, meu Deus, aqui é o paraíso! kkk Não tínhamos reservas, e negociação vai, negociação vem e em virtude do Last Minute by Quinta do Bucanero (promoção com tarifas reduzidas) fechamos o fim de semana com a pousada, não resistimos ao lugar. Só viajando de moto tempos a oportunidade de encontrar pedaços do paraíso assim, inesperadamente…

Quinta do Bucanero é uma pousada em frente à Praia do Rosa, em Imbituba. Inaugurado em 1995 o Quinta é roteiro de charme! Lá encontramos conforto, requinte, atendimento excelente, privacidade, decoração rica em detalhes e tudo de muito bom gosto. A missão do hotel é fazer o hóspede feliz e para isso a administração do Quinta pensa em tudo mesmo, assim como bem lembrado no site do hotel:

“É a música no volume certo, as flores sempre belas, o sorriso acolhedor. É o espumante gelado e os bombons antes de dormir. O barquinho atravessando a lagoa, o romance e o tempo sem pressa de passar.”

O Quinta do Bucanero tem tantos serviços e atrativos que ficaria muito extenso colocar todos aqui, por isso apenas para citar alguns:

1) São 10 apartamentos com varanda e vista panorâmica; e outros 02 com hidromassagem. A menor categoria é a de luxo e foi nela que ficamos. Não vimos os demais pois estavam todos ocupados e esse por sorte era o que nos esperava rsrsrs

2) Acesso exclusivo de barco que atravessa a Lagoa do Meio (de água salgada) até beira da Praia do Rosa;

3) Os meninos que nos levam pelo barquinho levam toalhas e montam cadeiras com guarda-sol na praia e se você quiser pode deixar previamente combinado o retorno. Este serviço encerra-se entre 17 e 18 horas, mas se você optar por ficar na praia, eles vão até a praia, recolhem as cadeiras, toalhas, guarda-sol e  existe a opção de se voltar por uma trilha fácil, porém muito bela que eu recomendo também! Ainda na trilha, já próximo aos apartamentos, existe uma ducha maravilhosa que você pode usar para dar uma revigorada, tirar areia, suor ou simplesmente pelo prazer de um banho no meio do verde!

4) O Quinta do Bucanero não aceita menores de 14 anos e acho que é um lugar mais para casais mesmo! É tudo muito romântico e pais teriam dificuldades com crianças pequenas até por conta da geografia do terreno, os espelhos de água, piscinas… enfim, pra mim é lugar para casais mesmo! Ou uma família com filhos já maiores!

5) Eu ficaria aqui por muito tempo ainda citando os serviços do lugar, mas é melhor quem tiver interesse procurar o site da pousada e ver, pois tem até serviços de lua-de-mel, sauna, massagem, enfim, tanta coisa que melhor nem continuar citando! kkk

De julho a novembro a Praia do Rosa vira morada das Baleias Brancas, e contaram-nos que já chegaram a ver cerca de 18 baleias, todas ali na praia. Nossa! Deve ser lindo demais!!! Que tal viajando de moto voltarmos para contemplarmos essas baleias?!…

O Nome Praia do Rosa veio de um pescador seu Dorvalino Manoel da Rosa que acolheu os primeiros surfistas que chegaram na região em 1970, em busca das águas perfeitas para a prática do esporte. Seu Dorvalino passou aos surfistas os valores de preservação, conservação ambiental e dizem que daí veio o nome da Praia do Rosa. Muitos surfistas transformaram suas casas em pousadas, o lugar mantém-se preservado, com suas raízes mas recebe com muito conforto seus turistas.

A Praia do Rosa em Imbituba,SC fica a 90 km do lado sul de Florianópolis e é considerada a capital da Baleia Franca. O centro é muito charmoso e você se sente numa esfera de energia muito boa, algo cósmico, beleza pura…

Por falar em beleza pura fomos a um bar-restaurante com este nome (Beleza Pura) que é super bacana. Na frente dele tem um fusca estacionado cuja pintura combina com a pintura e decoração do estabelecimento. Fizemos um esforço muito grande para sair para a rua na nossa primeira noite no Quinta do Bucanero rsrs, mas fomos ver o que Imbituba tem! Ouvimos uma música ao vivo e comemos um camarão no Beleza Pura. Um lugar que recomendo a todos!!! Adorei!

Viajando de moto pelo Sul do Brasil
Contemplação em Praia do Rosa

Ali pelo centro de Imbituba, por sorte a entrada do Quinta do Bucanero fica bem no cruzamento das duas principais ruas, tem opões de música e restaurante para todos os gostos. Comida japonesa, mineira, italiana, nordestina…E muitas lojinhas de artesanato e souvenirs.

Queríamos descansar, por isso a moto ficou parada de sexta a segunda pela manhã, quando saímos do Quinta do Bucanero rumo a Florianópolis. Ficamos apenas nas dependências do Hotel, Praia do Rosa, trilhas aos arredores e como já citei, no centrinho de Imbituba. Mas Imbituba possui 9 belas praias. Não fomos em nenhuma delas fora a Praia do Rosa, mas fizemos uma trilha e chegamos até perto da Praia da Luz e de onde também se avistava a da Barra de Ibiraquera, caminhando para o lado direito da Praia do Rosa.

O café da manhã no Quinta do Bucaneiro é servido das 08 às 11. Mas se você acordar depois disso, até ao meio dia oferecem o serviço do “café do dorminhoco”. Alguns pratos são preparados na hora, conforme pedido do hóspede a partir de um cardápio diversificado, tais como ovo pochê, omeletes e waffles, dentre outros. E tudo isso com uma vista MARAVILHOSA!

Saíamos a noite e quando voltávamos o quarto estava arrumado e com mimo de boa noite, com chocolates pela cama. Quem disse que viajando de moto não se tem luxo e conforto?! hehehe

Conhecemos Cezar Pegoraro – ou mais conhecido e chamado pelos funcionários do hotel como Bocão – na segunda-feira quando estávamos deixando o hotel. Chegou de carro aquele cara simpático, um gaúcho com pinta de carioca (ou seria de surfista?!) com uma câmera fotográfica acoplada a 2 lentes objetivas em mãos e bateu um papo conosco. Disse que foi motociclista, teve Big Trail BMW, viajou muito pelo Brasil, América Latina de moto, mas deixou o motociclismo depois de lesionar a coluna em um tombo que levou. Pena não o termos conhecido antes porque com certeza deve ter muitas histórias para contar. Ele juntamente com a esposa Jaqueline Biazus dedicam-se realmente a tornar a estadia de cada hóspede uma experiência inesquecível e com gosto de quero mais… rs

Se tudo der certo, em setembro voltaremos para ver as baleias! Viajando de moto, é claro… Visualiza!!! rsrs
Como afirmei anteriormente, dividi a viagem de 15 dias em 3 posts. Viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto, viajando de moto SEMPRE…

Somos garupas mototuristas sempre viajando em 2 Rodas

Viagem de Moto ao Sul do Brasil

Viagem de Moto ao Sul do Brasil (primeiro de 3 relatos)

Chegamos da viagem de moto ao sul do Brasil. Cai uma forte chuva quando começo a escrever o novo post de Garupas e isso me dá inspiração. Afinal, foram 15 dias rodando e tenho algumas histórias para contar. Resolvi dividir em três etapas a contação dessas histórias e aventuras por três motivos. Primeiro para que o post não ficasse muito extenso. Segundo porque a primeira parte da viagem viajamos na agradável cia de um casal de novos amigos e viajar com outras pessoas é um pouco diferente. E isto me levou a algumas reflexões. E terceiro porque um dos lugares em que paramos já sem o casal de amigos foi muitíssimo especial e como lá estivemos pela primeira vez, quero dar um destaque a este momento da viagem de moto ao sul. 

Saímos de Mato Grosso do Sul, para a nossa viagem ao sul, em uma BMW Sertão 650 e uma Suzuki V-Strom 650, numa segunda-feira, dia 07 de abril juntamente com o casal Marcos Martins e Guiomar. Na primeira etapa da viagem até Laranjeiras do Sul,PR tudo transcorreu tranquilamente, sem imprevistos, sustos, chuva ou frio. Antes de chegarmos ao destino final do primeiro dia paramos no simpático portal da cidade de Marechal Rondon,PR. Digo simpático portal porque dele nunca passamos, nunca entramos na cidade e é a segunda vez que eu e Gargamel paramos no portal. Desta vez não só para fotos, mas para encontrar e conhecermos pessoalmente o colega motociclista “Elson Mototurista”. Ali ficamos por cerca de quarenta minutos ou pouco mais ouvindo algumas de suas histórias, aventuras e troca de informações que sempre rolam nesses encontros. Agradecemos ao mesmo por ter largado sua rotina e ido nos dar um abraço, dizer um olá e tirarmos algumas fotos. Dali, é claro, continuamos nossa viagem de moto ao sul do Brasil.

De lá então, rodamos mais um pouco até chegarmos em Laranjeiras do Sul onde nos aguardava o Luciano e sua bela família que tão bem e carinhosamente nos acomodou nesta noite. Teve bilhetinho de boas vindas e tudo, minha gente, deixado pela caçulinha do casal! As garupas ganharam até presentinho da anfitriã. Muito dez vocês de Laranjeiras do Sul! Gratos, de verdade! Os MotoTuristas sul-mato-grossensenses agradecem.

Curiosidades: Laranjeiras do Sul é um município do centro-sul do estado do Paraná, fica a 360 km de Curitiba e lá existe um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que aliás é o portal de uma das entradas da cidade. A população da cidade em 2010 era de aproximadamente 30.240 habitantes, maior parte localizada na zona urbana.

Dia seguinte, após um agradável café da manhã com nossos anfitriões, prosseguindo a nossa viagem de moto ao sul, pegamos a estrada e destaque para a parada do almoço na PR-280 em Palmas,PR no Parque Eólico de Palmas. A região faz divisa com o Estado de Santa Catarina e a usina eólica (que utiliza a força do vento) foi a primeira da região sul do país, com a inauguração em novembro de 1999. Vale a pena a parada pois são torres com altura de 44 metros e motores com diâmetros de 40 metros. Em 2009 quando passamos por lá e achei que aos redores do restaurante/lojinha (Casa do Turista) estava bem mais cuidado com flores da região. Agora “meteram” uma cerca de arame farpado e o pequeno jardim que desta vez achei mal cuidado ficou para dentro da cerca, não gostei! Mas reforço, vale a parada! 😉

Bem, o destino para pernoite neste dia seria Urubici, mas chegamos em Lages-SC já no escuro, com tempo fechado e muito cansados. Ao menos eu estava exausta! rsrs E a distância a ser rodada ainda seria de aproximadamente 130 km caso continuássemos.

Dia seguinte, continuando a viagem de moto ao sul, o destino foi Urubici-SC que está a 158 km da capital Florianópolis. Um município com uma área de 1.019 km2 de majestosas colinas, uma natureza de beleza estonteante. Chegamos a tempo de almoçar e pernoitamos na Pousada das Flores ( Av. Adolfo Konder, 2273), uma pequena pousada (capacidade 20 leitos) muito charmosa onde os quartos ao invés de numeração possuem nome de flores. O quarto onde ficamos foi o nome de uma das que mais gosto: Margarida. Vê-se decoração com motivos florais por todos os cantos do hotel, fronhas, lençóis, toalhas delicadamente bordados com flores. Anexados à pousada estão um restaurante, bistrô, pub, Ambiente familiar, comida deliciosa, grande variedade de vinhos! E foi no restaurante da pousada é que jantamos à luz de velas! Hehe

Em Urubici fomos ao Morro da Igreja onde só com autorização podemos subir, que você pega ali mesmo na cidade, no ICMBIO na sede do Parque Nacional de São Joaquim, na Av. Felicíssimo Rodrigues Sobrinho, 1542 – Bairro Esquina em horário comercial. Na verdade o Morro da Igreja pertence ao Parque Nacional de São Joaquim localizado na divisa entre os municípios de Bom Jardim da Serra, Orleans e Urubici. A subida do morro é belíssima e ao final tem-se a vista da Pedra Furada. Você tem a sensação de estar no céu! Muito lindo! O acesso é feito pela rodovia SC-439 e depois por uma estrada que leva ao topo do morro. Segundo pesquisas, descobri que o Morro da Igreja é considerado o ponto habitado mais alto da Região Sul do Brasil. O seu cume é o terceiro mais alto de SC e o quinto da região Sul. Urubici, conhecida como terra das hortaliças é o maior produtor catarinense de hortaliças, mas foram as plantações de maçãs que me encataram. Por onde vai passando vê-se as macieiras, que são pequenas árvores, parecendo árvore de natal com bolas vermelhas kkk. Coisas que só uma viagem de moto ao sul te proporciona!

E foi justamente nesta viagem de moto ao sul do Brasil, que na descida do Morro da Igreja (onde o freio da BMW G650GS pifou! rs) visitamos a primeira plantação de maçãs. ( Ahhh, viagem de moto ao sul… ) Eu gosto muito de maçã, mas comida assim diretamente do pé, mesmo cheio de agrotóxicos kkk é uma sensação indescritível!!! Confissão: fizemos isso duas vezes na mesma tarde, uma com autorização (onde o dono da plantação nos acompanhou) e outra com tentativa de solicitação de autorização… kkk Bem que tentamos…

Na viagem de moto ao sul, de Urubici partimos no dia 10 de abril, quinta-feira, para a meca do motoclismo como dizem alguns: A bela e estonteante, delineadamente curvilínea SRR, a famosa Serra do Rio do Rastro. Não estava frio, tempo bom e sem chuva descemos a Serra. Algumas paradinhas para foto e foi tudo perfeito! E desta vez sem tombo! Foi lá meu primeiro tombo de moto (parada rs). A Serra do Rio do Rastro está localizada no município de Lauro Müller e se você for por estas bandas não deixe de conhecer.

Viagem de moto ao sul do Brasil até Urubici, SC
Viagem de moto ao sul do Brasil

Não posso deixar de citar que nesta viagem de moto ao sul, antes da Serra, paramos em Bom Jardim da Serra, em uma cachoeira, de fácil acesso às margens da estrada, conhecida como Cachoeira da Barrinha. Um lugar muito bonito, onde descemos para tocar nas águas tão cristalinas. Na próxima vez que passarmos por lá quero conhecer o castelo de Lauro Muller, localizado no centro da cidade. O castelo pintado de amarelo data de 1919 e  foi construído por Henrique Lage em homenagem a Gabriela Benzanzoni uma cantora italiana de ópera com quem se casou. Que poder essa tal de Gabriela hein! rsrsrs (Viagem de moto ao sul é cultura!)

Viagem de moto ao sul do Brasil até Bom Jardim da Serra, SC
MotoTurista descansa e repõe as anergias contemplando a natureza

Da Serra do Rio do Rastro, só paramos (azuis de fome) em Orleans, onde antes de despedirmo-nos fomos ao simpático Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, segundo informações locais, único a céu aberto na América Latina. Um local muito pitoresco onde divertimo-nos muito atravessando o laguinho de balsa puxada praticamente sozinha pela querida Guiomar. O Museu conta a história da vida e colonização da cidade, mas que nos remete ao passado de nossos avós e até mesmo de nossas infâncias com certos objetos, utensílios, e para quem gosta de História, museu, cultura em geral, vale a pena a visitação. Valor do ingresso, bem acessível.

E deste ponto em diante cada casal seguiu a sua viagem de moto sul. Nós fomos para o litoral e o casal de amigos para as belezas do Rio Grande do Sul, que pouco ou quase nada conheço. Aproveito a oportunidade e agradeço ao casal Marcos e Guiomar pela companhia nesses dias. São gente boníssima! Viajar com outras pessoas requer outras posturas, pois algumas coisas precisam ser previamente combinadas, em alguns momentos de cansaço físico como é comum em viagens de moto é necessário mais do que nunca o espírito colaborativo, paciência muitas vezes, compreensão, implica em ter que voltar quando o outro não aparece na pista, é administrar  e minimizar as diferenças e saber ressaltar as semelhanças… Afinal, são 4 pessoas que embora com interesses em comum são pessoas de ritmos diversos, gostos nem sempre comuns, o modus operandi para consertar capacete de garupa são diversos kkk. Mas no final, meu balanço foi positivo. Fora a chegada em Lages que o Marcos quase matou as garupas pelo ritmo que impôs (kkk brincadeira Marcos) mas no final deu tudo certo e todos curtimos e compartilhamos momentos  certamente inesquecíveis. Valeu e até a próxima se Deus quiser! 

Viagem de moto ao sul do Brasil, neve na pista em Urubici, SC
Ainda bem que o gelo não encontramos

E assim, conforme disse no início do post, este foi o post número 1 dos 3 que hei de publicar, contando sobre a nossa viagem de moto ao sul do Brasil. A chuva continua a me inspirar e enquanto vocês lêem o primeiro post e curtem as fotos desta primeira parte da viagem, começo a esboçar a segunda parte dos relatos da viagem de moto ao sul, cujo post hei de deter-me em um lugar para lá de especial. Aguardem!

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Estrada Parque Palmeiras Piraputanga

viagem a piraputanga pe

Estrada Parque Palmeiras Piraputanga num dia de domingo…
Nossa primeira viagem, passeio do ano.

Desde 2010, o que antes era conhecida como Rodovia Ecológica MS-450, passou a ser denominada Estrada Parque Palmeiras Piraputanga e foi nessa estrada que fomos passear de moto. Saímos em 06 motos e chegamos juntos até o Redondo, restaurante/posto em Palmeiras na BR 262, mas só 04 aventuraram-se pela estrada Parque Palmeiras Piraputanga: 02 BMW, 01 Yamaha e 01 Honda XRE 300. Um passeio que valeu à pena!

Escrever para o Blog dos MotoTuristas, além de um passatempo, serve como um registro e compartilhamento das viagens, dos passeios e encontros com os amantes desta prática, aventura, loucura seja lá como queiram denominar… Afinal, depende muito do ponto de vista do leitor e de quem e como observa o motociclismo. Mas além de tudo isso, sempre me proporciona aprender um pouco mais ou muito mais da geografia do lugar, do modo de viver de uma região, da história de uma cidade, dos mitos, folclore e até da linguística. Linguística? Como assim?! Eu explico. Por exemplo, Piraputanga (distrito de Aquidauana – MS, para onde fomos passear, despertou a minha atenção em saber a origem do nome. Única coisa que eu sabia é que era um peixe! E então, descobri que vem do tupi e quer dizer “peixe avermelhado”. Aí entra a Botânica: atinge no máximo 2,5 kg, é omnívora alimentando-se de peixes, frutos, sementes e outros animais. E até dicas para quem gosta de pescar: melhores lugares para a pesca da Piraputanga são pequenas correntezas, remansos de corixos, embaixo de árvores com frutas ou árvores de pouco e dormida de pássaros, à beira dos rios. Quanto ao nome do distrito em sim, algumas fontes de pesquisa creditaram ao Marechal Rondon que por ocasião da instalação das linhas telegráficas passou por esta região. Não entrarei no mérito da questão, pois este não é foco. Só quis mostrar que quando viajo, viajo longe… rsrsrs

Uma informação a mais sobre a Piraputanga fez-me associá-la ao motociclismo: é um peixe veloz, e justamente devido à sua grande velocidade é considerada um dos peixes mais esportivos do Pantanal… Será que algum grupo já inspirou-se na tão saborosa Piraputanga?! Que tal um grupo de garupas: Garupas Pira!!!

O calor realmente não estava para brincadeira, mas a bela paisagem da vegetação, das formações rochosas, animais, pássaros compensou um certo desconforto que o calor nos causa. Buraquinhos aqui, outros ali, uma pocinha de lama aqui ou ali (havia chovido no dia anterior – aliás, no verão, tem chovido no Estado de MS, quase todos os dias!), passeio bom é quando se pode ir parando para fotografar, apreciar com um pouco mais de cuidado, com o devido respeito que a natureza merece!

Em Piraputanga almoçamos no Pira, um restaurante administrado pela família dos paranaenses Ademir e Elza há aproximadamente 10 anos. Um lugar simples, mas muito aconchegante, a começar pelo atendimento nota 10. Além do peixe na telha, uma das especialidades da casa, até um pavê de limão providenciaram (a meu pedido) para que pudéssemos comemorar com “parabéns pra você” o niver do Gargamel MotoTuristas. Estava tudo realmente perfeito! Só faltou eu ter levado no baú uma bermuda, pois o calor estava realmente escaldante… Mas como disse, nada foi suficiente para ser maior que o prazer de ver uma natureza tão linda assim! Até me sentia numa corrida pelas ruas, ou numa esteira, o tanto que transpirava! Portanto, água é fundamental! Mas nada de levar a garrafinha sobre o baú porque de quase nada adiantará uma água quente… rs

Outra coisa que aprendi nesta viagem: não coloque capacetes no chão, insetos podem entrar nele e dar algum B.O. durante a viagem. Bem, precaução nunca é demais!

Marcaram presença alguns integrantes do Moto Grupo Olhos de Águia de Aquidauana que até lá foram para nos encontrar. Almoçamos juntos, e após um descanso com bate papo gostoso seguimos por mais um trecho pela estrada de chão até uma capela no meio do caminho. De lá retornamos, enquanto a turma Olhos de Águia seguiu para Aquidauana. Mais um trecho de chão, passando pela Pousada do Sol Amarelo até tomarmos o asfalto. Mais uma paradinha no restaurante redondo: adorei o caldo de cana de lá!
Como sempre falo, melhor que falar é mesmo observar. Então, pra você o que conseguimos capturar através de algumas fotos, esse dia tão duplamente especial! Curtam e na próxima, venham conosco!

Saindo de Campo Grande, um céu de brigadeiro
saindo de campo grande

Não é qualquer terrinha que segura esses dois!
raquel e aurican

Juntos até onde for possível, na terra ou no asfalto
irmandade acelerados

Únicas garupas do passeio:
garupas de campo grande

Dá-lhe chão na estrada de terra
estrada de chão

Músicos colombianos tocando música andina no Restaurante Pira!
músicos da Colômbia

Boiadas são comuns pela região de Mato Grosso do Sul
boiada

A vontade que dá é de parar e ficar observando por horas
fauna de MS

Valeu pelo passeio de moto!
irmandade BMW

Garupas fotógrafas, nunca façam isso, a não ser que seja seu próprio capacete!
estrada parque palmeiras piraputanga
Veja mais fotos do passeio na página das Garupas

Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul ?

Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul ?

Saindo de Mato Grosso do Sul ao Mato Grosso de moto, ou melhor, de MT ao MS, qual o 1º destino de ecoturismo que encontramos? Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são diferentes??? A Wikipedia diz na 1ª linha de Mato Grosso do Sul: Não confunda com Mato Grosso! Mas quais as opções de mototurismo entre MS e MT? Vamos conferir na última viagem de 2013 de MS ao MT.

Terminando o natal de 2013, os mototuristas saem de Campo Grande – MS às 6 horas da manhã em direção ao MT pela BR-163 e BR 060, logo depois pelas rodovias MS 306 e em Mato Grosso na rodovia MT-100 até a cidade de Alto Taquari no Estado de Mato Grosso. Chegando em Alto Taquari, instalam sua base do sossego, digamos assim, pra conhecer Alto Araguaia a 60 Km dali e Alto Garças a mais 65 Km, no dia seguinte. Em Alto Araguaia queremos conhecer pelo menos:
1 de suas cachoeiras ou corredeiras. Essa é a ideia antes de 2014!

dia
 
Campo Grande – MS a Alto Taquari – MT
 
480 Km 
 
BR 163 BR 060 MS306 MT 100
 
dia
 
Alto Taquari a Alto Araguaia e Alto Garças (Mato Grosso ida e volta) 250 Km 
 
MT 100 BR 364 e Cachoeiras
 
dia
 
Alto Taquari – MT a Costa Rica – MS
 
90 Km 
 
MT 100 MS306
 
dia
 
Parque Salto Sucuriú, Costa Rica – MS
 
2 Km 
 
Costa Rica – MS
 
dia
 
Costa Rica a Campo Grande – MS
 
400 Km 
 
MS 306 BR 060 BR 163
 
  Total do último passeio moto de 2013: 1.222 Km   

 

Ao sair do Estado de MT, passamos por Costa Rica em Mato Grosso do Sul, vamos explorar:
O Parque Natural do Salto do Sucuriú. O parque é municipal, fica ao lado da cidade, cerca de 2 Km de caminhada e não funciona às 2ªs feiras. Espoirtes radicais como tirolesa, rapel, rafting, arvorismo e trilhas na mata são comuns dentor do Parque Natual do Salto do Sucuriú com suas cachoeiras e quedas dágua no rio Sucuriú. Então, como disse a Wikipedia: Não confunda Mato Grosso do Sul com Mato Grosso!

Costa Rica, Mato Grosso do Sul por MT: Alto Taquari, Alto Araguaia e Alto Garças

Quem está na chuva é pra se molhar?

QUEM ESTÁ NA CHUVA É PRA SE MOLHAR…

SantaCataria_e_Paraná (192)
Sempre costumava brincar com meu piloto quando o tema era chuva sobre duas rodas. A primeira experiência que tive foi há uns 05 anos quando voltávamos de Brasília. Lembro-me que foi uma delícia… Depois da última viagem final de setembro (MS-PR-SC) minha opinião mudou um pouco. Há chuvas e chuvas! rs

Foram 12 dias viajando, parando, conhecendo lugares interessantíssimos no Paraná e Santa Catarina, matando saudades da bela Floripa e das pessoas queridas que lá estão, conhecendo gente, novas culturas, novos sabores, enfim, vivendo… E pensei, o que eleger da viagem como o mais interessante, o que foi mais marcante para “Garupas”?! E escolhi como foco, a viagem em si, a estrada, o rodar… a questão de segurança, equipamento, consciência no trânsito, perigos e aventuras vivenciadas nestes dias, em especial os de chuva… Depois, escolhi falar sobre alguns lugares que chamaram muito a minha atenção, pela beleza do lugar, pela simplicidade e simpatia das pessoas, pelo prazer em conhecer algo diferente ou em rever lugares que por mais vezes que você lá já tenha estado, ele sempre te encanta! 

Bem, de Campo Grande a Guarapuava, PR (nossa primeira grande parada) a distância segundo a fonte distanciaentreascidades.com.br seria: em linha reta: 641 Km e por estradas: 813 Km. Como em determinado trecho da viagem, já no interior do Paraná, resolvemos cortar o caminho, por sugestão de um morador e trabalhador em posto de combustível talvez na cidade Icaraíma ou Ivaté, provável tenhamos feito um pouco menos… Uns 50 km a menos?! Bem, por aí! Distâncias precisas são com o piloto que controla a kilometragem, nível de combustível… Eu só controlo a velocidade! kkk

Já nos primeiros 300 km percebi que capacete que se usa em cidade nem sempre está apto para te dar segurança em viagens longas. O mesmo capacete que fui para Estrada Parque/Corumbá na semana anterior me causou um stress imenso e dores musculares horripilantes. Na primeira parada para pernoitar, em Guarapuava, precisei tomar um relaxante muscular. E por que? Quando o piloto começava a passar dos 100 km com a mão direita o “abraçava” e com a esquerda segurava o capacete que me deu um susto danado pois em certo momento da viagem quase saiu da cabeça. Talvez esteja exagerando, mas essa foi a sensação que tive. E isso é um perigo pois no reflexo você larga o piloto para “agarrar” o capacete que faz menção de sair “voando ao vento”. Esse movimento brusco, pode causar instabilidade e o piloto perder o equilíbrio ou assustar-se sem saber exatamente o que está acontecendo. Nesta hora, já previ tudo! Terei que ser muito forte para chegar até Florianópolis segurando este capacete. Neste momento eu me perguntava o porque de não ter olhado com mais cuidado a questão do capacete! Até parecia uma garupa de primeira viagem… Por que fui tão negligente com a minha própria segurança? Eu já havia passado por situação semelhante em 2009/2010 quando para SC fomos!

Outro problema enfrentado foi com as luvas. Perdi o lado direito das minhas praticamente na véspera da viagem e a solução veio com um lado esquerdo do piloto. Se é que tive alguma vantagem nisto, foi apenas na hora de pagar o pedágio. Tirava e colocava com muita facilidade o lado direito! Saindo de MS e entrando no Paraná o vento era forte. Eu olhava aqueles coqueiros e árvores em geral e observava a direção, percebendo a intensidade do mesmo… Maior parte, foi vento lateral, na minha opinião pior! Os mais experientes que manifestem-se!

Mas, mal eu sabia que o pior mesmo estava por vir… O trecho de Guarapuava a Joinville/Florianópolis foi TENSO!!! Chuva, chuva, chuva e vento, vento, vento!!! ( E para completar o cenário, carretas, carretas e mais carretas com motoristas irresponsáveis correndo horrores numa BR, serra, curvas…) Tanto é que resolvemos atrasar a chegada a Floripa, pernoitando em Joinville… Eu estava simplesmente QUEBRADA (e muito ensopada da cintura para baixo) quando resolvemos, por segurança, parar em Joinville… Mas foi ótima essa parada, para tomar um fôlego e seguir viagem até Florianópolis onde chegamos debaixo de uma chuva torrencial e eu MAIS QUEBRADA ainda! rsrs

Se você me perguntar agora porque estava muito molhada da cintura pra baixo, obviamente vai deduzir que eu só usava uma proteção contra a chuva na parte de cima. Porque isso aconteceu nem me lembro mais, mas creio que foi por não ter imaginado que choveria tanto e a calça não estar em local de fácil acesso. Acho que foi isso! Quando se está numa zona de conforto, em terra firme, você, no caso eu, acabei subestimando o vento, a chuva, o frio… As luvas da mão direita por exemplo, embora me facilitassem o manuseio do dinheiro quando nos pedágios, fazia aumentar ainda mais a minha dor.. O que sobrara de “couro”, sob o vento fazia uma pressão nos dedos que “sambavam” dentro das luvas… Aí já imagina, se meu único ponto de segurança e equilíbrio era a mão direita, em certos momentos me sentia muito mais vulnerável e fragilizada pois ao tentar fechar as mãos em punho junto ao corpo do piloto, este ficou pensando que eu estivesse dormindo e me dava umas “cutucadas” na mão direita. Já que a esquerda era só do capacete… Aí pensei: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come! Mas bem, na primeira oportunidade, expliquei ao piloto o que acontecia com as minhas mãos e luvas e não levei mais “cutucadas”… rsrs

A minha roupa é especial para viagens e hoje penso: como já viajei para Brasília – DF, Chapada dos Guimarães – MT só com uma calça jeans ou algo do tipo? Embora ouça algumas pessoas dizendo que só viajam “à vontade”, eu não teria mais essa coragem. Já havia caído na Estrada Parque por causa das pedras. Nem imaginava eu que ainda levaria mais dois tombos em menos de uma semana. Um na ida, ao resolvermos cortar caminho por uma estrada de chão (areia na verdade), um boi atravessou bem na nossa frente, e o que deu?! Chão! … Sorte que passavam dois carros nesta hora e um deles me deu carona por uns 10 km, me livrando da parte mais intensa daquele mar de areia, mais fina e em maior quantidade que a da Estrada Parque! Não me lembro mais do nome do casal, mas foi um alívio para mim que fiquei por um tempo com a perna doendo logo depois do tombo… Além da corona, nos ofereceram um cafezinho que não pudemos aceitar por causa do tempo. Ainda tínhamos um bocado de chão até Guarapuava… O tombo da volta foi mais suave, com a moto parada, e fomos parar na lama na beira da rodovia próximo à Tibagi, PR. Pelos tombos que levei, embora tenham sido em baixa velocidade ou com a moto parada, sei que as roupas foram fundamentais para que não me machucasse! Tombo é tombo! E a moto pesada pra carambaa! rsrs

Bem, o capacete acabei ganhando um novo em Florianópolis e hoje entendo porque ele queria sair voando da minha cabeça. Era número 60, experimentei vários e optei pelo 56… Obviamente devem existir capacetes bem mais sofisticados que o meu, mas a volta foi bem mais tranquila, sem chuva, agarradinha ao piloto com as duas mãos, de capacete novo e firme na cabeça rsrsrs. É um bom capacete, e aprendi uma coisa que eu já assim o entendia pr questões de higiene: capacete não se empresta! Ele se molda à sua cabeça e é como se fosse uma blusa que cai legal no teu corpo, dependendo do tecido, se emprestá-la, corre o risco de voltar diferente para o seu corpo! Portanto, atenção especial às roupas e acessórios, garupas! Eles absolutamente não existem por “modismos” ou beleza! E sim por SEGURANÇA!

Afinal, o trânsito é algo que não depende somente de você, ou do piloto. Vi e presenciei carretas tombadas, carro que subiu numa pequena muretinha (tipo um meio fio) numa serra e durante a chuva… As sinalizações de trânsito existem para serem cumpridas e ficava feliz a cada vez que via um posto da Polícia Rodoviária Federal. Me sentia mais segura! Alguns caminhoneiros são bem conscientes, mas grande parcela deles corre com certeza acima da velocidade máxima permitida! Fazem ultrapassagem em locais proibidos e assim, colocando em risco não somente a sua própria vida, mas a de terceiros… Se você não estiver com uma roupa mais reforçada, um sapato mais fechado, um simples tombo pode fazer a viagem terminar mais cedo. E mais que isso, pode abreviar a tua vida ou a de outras pessoas! E viagem feliz é viagem com segurança…

Apesar do episódio do capacete que foi resolvido antes de voltarmos para casa, COM SEGURANÇA chegamos a lugares paradisíacos como Salto do São Francisco, em Guarapuava – PR, Puxa Nervos e Salto Santa Rosa em Tibagi- PR, a sempre bela e mágica Florianópolis. Com segurança tivemos a oportunidade de rever pessoas queridas da família ou um amigo do sorriso largo. Com segurança conhecemos pessoas incríveis que já viajaram por lugares igualmente incríveis e que carregam consigo uma bagagem formidável de experiências, fatos… Com segurança, encontramos pessoas que não conhecem outro lugar a não ser a própria cidade em que moram, mas que se encantam com a sua coragem, com o seu espírito aventureiro… Com segurança conhecemos bibliotecas, museus, experimentamos novos sabores… Santa Catarina eu já conhecia um pouco mais, em especial Florianópolis. Paraná me surpreendeu! Coisas inusitadas vimos por lá: tigre, leão, avestruz e outros animais que nem soube identificar. Não! Não era um zoológico, era um hotel fazenda na BR próximo a Tibagi. Confesso que fiquei meio apreensiva porque fomos abrindo porteiras e depois de seguirmos por um caminho de PEDRAS (aff!!!) nos deparamos com esses animais. Como não via nenhum humano por lá, comecei a ficar com medo, já passando do meio da tarde, me pareceu um daqueles filmes de terror! E se esses animais resolvem sair das jaulas?! E se tudo isso for uma cilada?! kkkk Mas retornando, encontramos um boiadeiro que nos informou que o hotel só funciona aos finais de semana. Aliás, Tibagi foi o centro das aventuras. Até rafting fizemos no Rio Tibagi que estava cheio porque havia chovido de madrugada e acabamos virando o bote na terceira correnteza (parece-me que eram 6 ao total)… Desisti da aventura, mas indico a empresa Tibagi Aventuras que nos acompanhou em outros passeios, como das cachoeiras, e são preparados para fazer esportes de aventura como rapel e outros mais.

Joinville foi eleita por mim a capital dos “beija-fores”… Foi no restaurante da Pousada Grün Wald, um lugar de instalações simples, porém aconchegantes , café da manhã maravilhoso, um jantar DELICIOSO! Mas tirando o foco da comida rsrsrs e voltando aos pássaros, eles vinham aos montes, inclusive dentro do restaurante. Coisa impressionante!

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Florianópolis como sempre encantadora, mesmo debaixo de chuva! Praia não rolou, mas num “momento de distração da chuva”, corremos para a Lagoa da Conceição, um charme só! Adoro esse lugar… Aliás, Floripa foi o lugar de rever amigos como o Taitha que nos acompanhou na nossa primeira viagem juntos para SC e de conhecer o Julio Verne do motociclismo, Guillermo Godoy (quem já entrevistei aqui), e sua filha Patrícia com quem tivemos o prazer de jantar e ouvir muitas histórias, muitas delas registradas em livros. Contou-nos um pouco sobre o seu projeto da volta ao mundo! Noite inesquecível, com direito a pizza, vinhos e copinhos de chocolate com licor! Espero vê-los em breve…

“Viajar é mudar a roupa da alma”, disse Mario Quintana. Mudamos a nossa nesta viagem! Mas como gostamos muito de viajar, dia 11 de outubro seguiremos para Capanema (eeee Paraná de novo na área!!!) e a roupa há de ser trocada mais uma vez. O motivo desta vez é 4º Moto Casais, evento organizado pelo casal Boeira que tive o prazer de conhecer na edição de Bonito. Pelos preparativos e carinho com que estão organizando o evento, tenho certeza que o encontro será um sucesso! E lá vamos nós para Capanema, com chuva ou sem chuva! E será tema do próximo post… Mas, enquanto Capanema não chega ou não chegamos a Capanema, acompanhe um pouco da nossa última viagem através das fotos!

Melhor que entrar de férias é sair de férias passando em frente ao local de trabalho… rsrs
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A vontade é de ir parando em todos os lugares que nos chamam atenção…
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Como este…
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O casal que deu carona a “Garupas” por um bom trecho desta estrada, onde um boi atravessou o nosso caminho e nos derrubou!
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O piloto volta para buscar a sua garupa que havia ficado para trás…
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Em Guarapuava, um passeio pelo Jardim BotânicoFérias_PR_SC (52)

E o destino agora é Salto de São Francisco… 

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Mas pra chegar lá, mais “pedras”!!!SantaCataria_e_Paraná (106)

Aqui o sistema é BRUTO!
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Chegamos ao Parque Municipal São Francisco da Esperança!!!
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E valeu a pena chegar pertinho da maior queda d’água da região sul do Brasil: Salto São Francisco em Guarapuava, Paraná!
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“Eu não consigo parar de te olhar”…SantaCataria_e_Paraná (163)

Olhar atento a cada detalhe da natureza…SantaCataria_e_Paraná (190)

 A queda está localizada numa região de tríplice fronteira entre os municípios de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo no Paraná.
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MotoTuristas…
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Bela Floripa…
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O motociclismo proporcionando encontros, construindo amizades: MotoTuristas Taithá, Guillermo Godoy e Gargamel
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Contemplação na Lagoa da Conceição em FlorianópolisSantaCataria_e_Paraná (310)

Ilha da Magia…
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Olha o “passarinho”!
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O bicho era bonito, mas esqueci-me do nome dele… rsSantaCataria_e_Paraná (547)

Tibagi, uma cidade no interior do Paraná, super charmosa e com vários atrativos naturais!SantaCataria_e_Paraná (563)

Rota dos MotoTuristas… 🙂
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Lama: a prova do tombo! rsrsrsSantaCataria_e_Paraná (572)

Eu achei que só na minha cidade tinha igreja com este nome! hehehe (Então, livrai-me de todas as dores musculares…)
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Salto Santa Rosa – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (646)

Ao pé do Salto Santa Rosa… Mas banho não é permitido!SantaCataria_e_Paraná (686)

Moto faz parte do acervo de um pequeno museu que existe na propriedade onde está localizada a cachoeira Salto Santa  Rosa… 
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Este também faz parte do museu…SantaCataria_e_Paraná (755)

Cachoeira Puxa Nervos – Tibagi, PRSantaCataria_e_Paraná (839)

Banho permitido… 
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Inventando moda… rs
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Antes da primeira correnteza… Acho que eu já previa, olha o sorriso amarelo… hahahaOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Apesar dos tombos, da chuva, do capacete, das luvas, valeu à pena! Melhor parte é você ouvir: és uma grande companheira! 😉 
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Até a próxima e curtam Garupas no FaceBook, assim você ajuda nosso trabalho de divulgação!

Mergulho nas pedras da Estrada Parque!

Estrada Parque Pantanal Sul! Final de semana quente, de poeira e sustos! Ruim?! Nada, deliciosamente aventureiro!!!

Por conta do Motoconfraternização no Casario Rock em Corumbá/MS resolvemos ir pela Estrada Parque Pantanal Sul, e para quem não sabe e/ou não é do Estado de Mato Grosso do Sul, é uma estrada reconhecida desde 1993 pelo governo de MS como uma unidade de conservação de uso sustentável (aquelas onde haverá conservação dos atributos naturais, admitida a exploração de parte dos recursos, disponíveis em regime de manejo sustentável).
A Estrada Parque Pantanal Sul está localizada entre os municípios de Miranda e Corumbá (MS). E até a década de 80 era a única ligação viária entre Corumbá e Campo Grande, quando então foi implantada a BR-262.
Descobri por conta desta viagem que a Estrada Parque também leva outros nomes: Estrada da Integração, Estrada Boiadeira ou Estrada da Manga.
Confesso que há uns 03 anos passei por pequeno trecho desta estrada (tendo conhecido inclusive a famosa Curva do Leque), mas tal visita foi feita de van, com um grupo de colegas e os motivos foram acadêmicos. E com certeza quando era criança, de Fusca! Motivo: férias escolares. Mas aí já são outras histórias.
Desta vez, a viagem teve gosto de aventura, superação e é claro, um viés infinitamente muito mais contemplativo!
Apesar da estrada ser a principal rota de escoamento da produção pecuária das fazendas da região, a única boiada que vimos foi no asfalto mesmo, quando retornávamos de Corumbá.
Dizem (e eu li em alguns lugares) que a Estrada Parque possui 72 pontes. Mas há controvérsias, pois ouvi algo como em torno de 68 pontes seria a contagem correta.
O fato é que tentei contar, mas da 4ª ou 5ª ponte, eu já desisti… kkk E por que? Ah, eu tinha mais o que fazer: contemplar toda a beleza da região, fotografar, e rezar em cada travessia de ponte… (muitos risos)
Embora tenhamos chegado no final do dia à pousada Santa Clara (recomendadíssima), a contemplação noturna também é possivel. Nos 30 primeiros km já de terra, vimos lobinho, outros animais não identificáveis pelo meu pouco conhecimento em Biologia animal rsrsrs, muitos pássaros e ouvíamos uma bela orquestra da fauna pantaneira, quando as vezes paramos e o motor da BMW parava de roncar.

Após descanso na Pousada, a ideia era acordar sem horário para levantar e curtir um pouco da pousada após café da manhã. E assim estive mais próxima da natureza, observando as várias espécies de pássaros, porco do mato, as árvores de várias espécies, tamanhos e tonalidades. Como me senti bem!

De lá partimos para o restante e boa parte da Estrada Parque. Um passeio que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. Li em algum lugar que costumam brincar e dizem que a Estrada Parque é o zoológico mais extenso do mundo! E depois desse passeio, acho mesmo que ali já foi mar, porque um grande trecho é de uma areiazinha fina que dava “medo” !  
Mal eu sabia que o perigo estava era nas pedras, bem lá na frente, alguns km a mais após a travessia de balsa, que se faz em menos de 5 minutos. 
 “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho “. Não, Carlos Drummond de Andrade… No caminho tinha um rio de pedras rsrsrs… e nele demos um pequeno mergulho. Nem sei explicar o que senti, nem como me senti, mas até a noite fiquei pensando no tombo! O que o corpo fez para ir se defendendo dos galhos que fomos encontrando pela frente até a moto tombar definitivamente e ver que meus pés estavam inteiros e saíram intactos da botinha (esses tênis para trilha), já que a moto caiu sobre eles. O “desespero controlado” logo em seguida foi pelo temor de ficar ali por falta de gasolina, já que o tanque aberto após o tombo jorrava combustível. Pra mim, aquilo iria secar e o trabalho para sair dali seria pior do que ter que levantar a moto!
Reestabelecidos do susto, andamos mais 15 minutos e nunca fui tão feliz por ver um asfalto! kkk
Mas ainda assim, eu faria esta viagem novamente! Inenarrável a sensação de estar inserida nesta natureza praticamente intocada!
Claro que se aprende muito quando se viaja: porque se lê sobre o lugar, a própria vivência que as viagens nos proporcionam, o contato com as pessoas, novas culturas, novos olhares… E por mais que eu tente fornecer dados, descrever sentimentos, para este post, eu não conseguiria.

Então desta vez irei descrever a minha viagem muito mais por meio de  fotos, que saberão transmitir  com mais propriedade o que vivi e o que senti. E a verdade é que assim como Drummond…

Nunca me esquecerei desse acontecimento 
na vida de minhas retinas tão fatigadas. 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho 
tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
no meio do caminho tinha uma pedra …

Sem problemas, juntei todas e fiz delas um castelo!

A coroação por toda esta aventura foi o encontro com amigos, velhos conhecidos, novas amizades, arroz carreteiro no clube AABB (delicioso por sinal), a recepção sempre muito simpática do casal Marcelo Xavier e Estela, muito rock a noite no Moinho Cultural e a volta pelo asfalto onde fomos contemplados por uma vista belíssima de ipês rosas, roxos, brancos e principalmente os amarelos que “iluminavam” a paisagem, mais pássaros, jacarés na Maria do Jacaré…

E  para fechar com chave de ouro, qual não foi a nossa surpresa, a chuva havia molhado o asfalto de Campo Grande, a temperatura estava mais amena do que quando a deixamos…

A bagagem? Foi parcialmente desfeita, e próximo fim de semana estamos de férias… A direção será o Sul do país que promete belezas igualmente exuberantes! E com certeza, mais reencontros esperados… E como sempre, aquilo que o motociclismo nunca deixa de nos proporcionar: novos amigos!

Início da Estrada Parque, única ponte de concreto que encontramos pelo trajeto percorrido…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (1)

O beleza do pôr-do-sol já nos dava uma ideia do que viveríamos neste  fim de semana

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (2)

Hummm, escureceu! Além do barulho da moto, a infinidade de sons emitidos pela fauna pantaneira

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (3)

Lanterna na cabeça, que tal darmos uma volta pela pousada?! Levanta da rede!!!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (4)

Como é inspirador acordar com um visual como esse… 

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (5)

Muitas araras… essas azuis eram “ariscas”, fotografar só de longe…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (6)

Arara vermelha faz sucesso, se deixa fotografar um pouco mais de perto…Mas cafuné, só da dona…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (7)

Famoso mata burro! Impede a fuga dos gados, mesmo quando a porteira está aberta. 

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (8)

Pegar a estrada rumo a Corumbá! Areia fina, um calor danado e olha o homem pantaneiro aí!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (9)

“Comemos” muito mais poeira a noite quando chegamos, do que durante o dia…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (10)

Um grupo de corajosos ciclistas… 

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (11)

Com um visual desses, eu até me esquecia das pontes de madeira…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (12)

Terra muda de cor… agora, ela é vermelha!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (13)

Pausa para contemplação…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (14)

Está quente, mas vai de capacete e tudo rs…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (15)

Vontade de parar e não sair mais daqui! 

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (16)

Pássaros por todos os lados…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (17)

A travessisa do Rio Paraguai é feita através da balsa. Serviço funciona somente durante o dia!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (18)

Finalmente conheci a estação de telégrafo instalada pelo Marechal Rondon, um desbravador do interior do país!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (19)

Ipês amarelos foram constantes em toda a volta pela BR 262… lindos de viver!

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (20)

Finalmente tirei foto do trecho que passei 2 anos e meio namorando, quando em Corumbá morei… Lindooo

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (21)

Até eu gostaria de ir para debaixo da sombra deste belo ipê! Mas minha caminha me esperava…

Estrada Parque Pantanal Sul Corumba (22)

Nossa página no facebook:   https://www.facebook.com/garupas 

Filha de motociclista, Garupa é!

Filho de peixe, peixinho é! E filho de motociclista? Aqui, filha de motociclista, garupa é!

Patricia Godoy, Guillermo Godoy (2)

Recentemente, "Garupas" publicou uma matéria intitulada Na Garupa de um Albatroz que conta a história de Guillermo Godoy, um experiente motociclista que embora já tenha rodado muito pelo mundo, em 2014 quer partir para a volta ao mundo!

Por ter lido um livro de Gullermo (é, ele tem 4 livros publicados contando algumas de suas aventuras pelas estradas) e sempre acompanhar suas publicações nas redes sociais, "Garupas" ficou curiosa para saber um pouco mais sobre como é andar na garupa deste Julio Verne do motociclismo. Uma brincadeira, um modo carinhoso de uma garupa, amante dos livros e da leitura, chamar um motociclista que quer dar a volta ao mundo, como uma alusão ao escritor de A Vota ao Mundo em 80 dias, um clássico da literatura mundial.

Patricia Godoy, Guillermo Godoy (1)
Poder compartilhar situações, experiências e dicas é um dos focos de "Garupas", sob o ponto de vista das garupas, e é claro, também dos que pilotam. Sabemos que algumas pessoas, embora se sintam estimuladas e interessadas em enfrentar uma viagem, um passeio mais longo de moto, muitas vezes não teem coragem, ficam inseguras. Quem sabe lendo essas histórias que temos publicado aqui no blog se sintam mais encorajadas e tirem da "gaveta" aquele sonho, aquele desejo, aquela vontade de subir em uma garupa e acompanhar o seu marido, o seu pai, o seu amigo, o seu  namorado… ou porque não, passar para o banco da frente?  Como na história desta garupa rebelde que contamos. 
Pois bem, trazemos então neste mês a Patrícia Godoy, a garupa fiel e escudeira do pai. Enviamos algumas perguntas para esta jovem estudante, que gentilmente compartilhou conosco sobre ser garupa deste destemido, corajoso e aventureiro pai.

Vamos lá, com vocês, Patrícia Godoy:
Garupas: Como é viajar com o pai?
Patrícia: Viajar já é maravilhoso e se estamos com alguém que amamos então, completa todas as necessidades de uma viagem e também é muito mais fácil para superar qualquer dificuldade.
Garupas: Quando foi e para onde foi a sua primeira viagem com o seu pai?
Patrícia: Minha primeira viagem foi curta, somente adaptação, foi a Lages, não lembro exatamente o ano, porém acredito que eu tinha entre 14 e 15 anos. Confesso não gostei muito, sofri bastante com o frio, porém hoje olhando as fotos dessa viagem eu não estava com roupa apropriada pra aquela temperatura.
Garupas: Viaja com que frequência junto ao pai? O que define a sua participação na viagem ou não?
Patrícia: Devido à faculdade, ficou cada ano mais difícil viajar na garupa com meu pai. Minha participação se define pelo simples fato de dar-nos muito bem, há muita cumplicidade tornando a viagem maravilhosa.
Garupas: Sente alguma dificuldade em ser garupa? Se sim, cite algumas.
Patrícia: Nenhuma, nunca gostei muito de pilotar, nas viagens minha função é filmar e fotografar tudo. E na garupa também consigo curtir muito mais a viagem, olhando tudo ao redor e até as vezes porque não fazendo um cochilinho jejeje.
Garupas: Já viajou como garupa sem ser com o seu pai? 
Patrícia: Não, nunca. Confio somente no meu pai para fazer uma viagem.
Garupas: Você também pilota? Desde quando?
Patrícia: Sei pilotar contudo, não gosto muito, me sinto insegura devido ao fato de ser muito baixa e não alcançar com todo o pé no chão.
Garupas: Como faz para selecionar o que levar em longas viagens?
Patrícia: Tentando ver as coisas mais importantes, mas como toda mulher que sou, sempre acabo levando coisas demais e volumosas, faz parte.
Garupas: Alguma dica especial para garupas de primeira viagem?
Patrícia: Confiar plenamente no piloto é essencial.
Garupas: Qual foi a sua maior aventura como garupa?
Patrícia: Não tem maior aventura, cada viagem é uma experiência nova.
Garupas: O que é motociclismo para você? E como define ser garupa?
Patrícia: Motociclismo é  respeitar os limites da moto, do piloto e da garupa. É saber quando parar e quando seguir. É ser humilde e acima de tudo respeito ao próximo. E quanto a definição em ser garupa, no meu caso é ser companheira, amiga, parceria para o que der e vier, aventura e emoção em buscar de mais adrenalina.

Patricia Godoy, Guillermo Godoy (4)

Enquanto escrevíamos este post, Patrícia ainda era acadêmica. Mas recentemente, formou-se e agora é cirurgiã-dentista. Desejamos a Patrícia sucesso na carreira e muitas estradas junto ao pai! Afinal, filha de motociclista como Guillermo Godoy, garupa iluminada é! Curta Garupas no Facebook

Patricia Godoy, Guillermo Godoy (3)
 

 

Na garupa de um albatroz

Garupas agora pega carona na garupa de um albatroz!!!

Gullermo_Godoy_Brazil_Rider_Cordilheira

Ele é médico, tem 78 anos de idade, 37 de motociclismo, já percorreu os cinco continentes e os dois polos, acumulando mais ou  menos um milhão de quilômetros em duas rodas, estudou com Che Guevara e publicou quatro livros.
Se você acha que ele sossegou e já fez de tudo, engana-se. Seu próximo projeto é a volta ao mundo.
Garupas ao longo de muitas semanas conversou e colheu materiais para o post desta semana que contará um pouquinho da história do "Julio Verne do motociclismo", Guillermo Godoy, nascido na Argentina e naturalizado brasileiro.   
Radicado em Florianópolis – SC desde 1976, foi o primeiro especialista em Geriatria do estado de Santa Catarina e ainda hoje exerce a sua profissão. Doutorou-se em Geriatria em vários países da Europa e foi premiado pela Organização Mundial da Saúde por trabalhos feitos na selva amazônica. Seu lema "Querer é poder" deixa transparecer a sua paixão por aventuras e certamente sua experiência pessoal deve servir de inspiração a seus pacientes a viver mais e com melhor qualidade de vida.
Em muitas de suas viagens contou com a companhia da uma garupa, sua filha Patrícia Godoy: "valente e destemida  companheira de todas as horas", assim por ele definida.
Guillermo Godoy se descreve como "um 'albatroz solitário', voando pelo mundo, nas asas indomáveis e abençoadas da sua moto". E todas as experiências sobre as duas rodas que já viveu, ou que quase viveu, mas que sempre sonhou, são relatadas por esse motociclista aventureiro,  nos seus quatro livros publicados. São histórias que se permitiu viver e que muitos jovens nem ousam sonhar.
Guillermo atualmente se aventura pelas estradas com a sua V Strom 1000 amarela, mas conta como foi a aquisição da sua primeira motocicleta:

"Fui à concessionaria Honda para comprar minha primeira moto. O vendedor ao saber que nunca tinha pilotado uma moto, me ofereceu uma 125 cc. que me decepcionou completamente. É que sempre guardei na minha mente, aquelas máquinas poderosas que tanto me impressionaram na minha infância. Falei que queria comprar a moto mais possante que tivesse. Naquela época a CB 400 II, era a de maior cilindrada no Brasil, as importadas ainda não estavam no mercado. Ali mesmo no pátio da loja o vendedor corria ao meu lado me dando as dicas de como engatar as marchas. Então, nesse momento aprendi a dirigir e sai da loja com minha maravilhosa CB 400 II dourada, toda carenada, com rádio e toca-fitas. Essa noite não consegui dormir, tanta era a emoção. Dois dias depois estava partindo para visitar meus pais que moravam na Argentina. Foi a minha primeira longa viagem, foram 4.800 quilômetros que marcaram minha vida para sempre, até hoje."

Mas este sonho caminhou com o garoto Guillermo, que desde criança tinha verdadeira paixão por motos. O motociclista contou a Garupas que seu coração palpitava quando via passar motos que hoje nem existem mais como a Norton, Triumph, AJS, BSA, Indian, Makcles, Magnat Debon, Gilera, e outras. O garoto cresceu, foi estudar Medicina, casou, teve filhos, morou uma temporada na Europa, trabalhou duro, estabeleceu-se, contribui com a sociedade, mas durante todos esses anos a paixão por motos nunca o abandonou. Até um belo dia em que já profissionalmente estabelecido acordou e disse a si mesmo: "vai ser hoje", e como Garupas contou anteriormente, resolveu entrar na concessionária Honda, marca da sua primeira motocicleta.

Gullermo_Godoy_Brazil_Rider_Amazonas

Um exemplo de que durante toda a sua vida as motos rondaram os seus sonhos e o aproximou de pessoas que também curtiam motos, foi de que na época da faculdade, Guillermo Godoy conheceu um jovem também apaixonado por motos e que mais tarde entraria para a História, como conta:

"Ernesto era cinco anos mais velho que eu e estudava Medicina na Universidade de La Plata. Estava quase se formando, só uma matéria, Farmacologia, infernizava sua vida. O professor não gostava dele, não se davam bem e já o tinha reprovado 3 vezes. Cansado e deprimido resolveu fazer a matéria na Universidade de Buenos Aires. Ingressou na cátedra justamente no ano em que eu estava cursando Farmacologia e como não podia ser diferente, a paixão pelas motos nos aproximou. Sempre tinha em mente uma longa viagem de moto, coisa que fez logo de formado. Terminado o ano (uma matéria durava um ano e não um semestre como acontece no Brasil), Ernesto aprovou a matéria e se formou. Ele foi por um caminho, eu por outro. Nunca mais o vi. Anos depois, parte do mundo ia conhecer o “Che”. Muitos o admiraram e se espelharam em ele, outros o odiaram. Eu já o admirava muito antes de se tornar o “Che”."

O experiente motociclista nos conta que quando começou a viajar "era necessário ter um misto de loucura, coragem e muita determinação, para se fazer uma longa viagem" pois as condições obviamente não eram tão facilitadas com as tecnologias de hoje, e que muito ajudam um motociclista na estrada, como por exemplo o celular e o GPS. Também não existiam no mercado roupas especiais para motociclistas, as estradas eram ruins e grande parte delas sem nenhuma infraestrutura.

Mas independente das condições Guillermo afirma que para empreender viagens longas é preciso doses de "autoconfiança, humildade, generosidade com os irmãos de estrada, disposição para aguentar sacrifícios e imprevistos e acima de todo, sempre levar Deus no coração."

Guillermo que viaja sozinho ou na companhia da filha Patrícia, com toda a sua experiência, quando solicitado a dar uma dica especial para motociclistas que carregam garupas e para as próprias garupas, diz o seguinte:

"Não vejo nenhuma dificuldade enquanto a garupa seja uma pessoa conhecida, de inteira confiança, no meu caso, trata-se de minha filha. Já viajei pelos 5 continentes, e até agora todos meus sonhos em duas rodas foram realizados, o proximo sonho a realizar será a volta ao mundo em 2014.  Recomendação para o motociclista: seja muito mais prudente ao conduzir pois se trata agora de duas vidas e você é o responsável. Recomendação para o garupa: se integre e acredite piamente no seu condutor. Motociclista e carona deve ser uma unidade indissolúvel, um sentimento, uma entrega mútua…"

Dono de uma experiência tão rica sobre as duas rodas, Guillermo publicou suas principais aventuras em 4 livros: MOMENTOS DA MINHA VIDA A BORDO DE UMA CBR  1000, VIAJANDO PELA ROTA TRANSIBERIANA, QUASE DO POLO SUL AO POLO NORTE EM DUAS RODAS, VIAJANDO PELA ÍNDIA E NEPAL… Já promoveu inclusive um encontro de escritores motociclistas em Florianópolis-SC!

Ter lido e conversado com o Guilhermo foi diferente por toda a vibração que consegue nos passar com suas palavras positivas, de vida que pulsa, da educação que transborda, paixão por aventura, e que vem sendo transcorrida sobre duas rodas, mesmo quando ela, a moto, apenas habitava os seus sonhos, os seus desejos e se traduzia em emoção quando ainda garoto, via uma moto passar…

Garupas deixa aqui a mensagem deixada por Guillermo Godoy, e que sirva-nos de exemplo para que não deixemos os nossos sonhos para trás, seja ele do tamanho que for, da quilometragem que tiver…

"As belezas e maravilhas da natureza me mostraram o quanto somos pequenos dentro do nosso planeta. Posso te dizer com profunda convicção que meus sonhos de viagens e aventuras, de novos e coloridos horizontes, não param nunca… São eternos, me dão força e coragem para seguir em frente, sem preconceitos de credos e particularmente de idades. Mesmo sem viajar, a mente me leva com assombrosa facilidade, com sede insaciável de desbravar distantes e desconhecidos caminhos pelo mundo afora. Posso te dizer, também, com profunda convicção, que todos nós, independente da nossa idade, seremos eternamente jovens enquanto saibamos manter e cultivar com dignidade, uma mente jovem e sadia. São felizes aqueles que conseguem levar a prática, a realização dos seus sonhos tão anelados. O mundo sempre estará nas mãos daqueles que tiverem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos. E para encerrar, quero mencionar o lema que meu amado pai me ensinou quando ainda pequeno e que sempre me acompanha: “Querer, é poder”."

Quer conhecer melhor essas grandes aventuras do Guillermo Godoy e quem sabe inspirar-se para a realização dos seus próprios sonhos?

    http://guillermogodoy.com.br/site/como-comprar/

 

Gullermo_Godoy_Brazil_Rider_Deserto

 

Viagem da Argentina ao Chile em 2 motos BMW

Rally Dakar 2013 Peru Argentina Chile

5 dicas de viagem de moto no fim de ano: da casa de Che Guevara na viagem da Argentina ao Chile no Rally Dakar!

Todos os anos, natal, ano novo e aniversário na estrada, de moto nos países do Cone Sul: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai.

 

  1. Natal: fuja de festas de rotina, viaje de moto pelo Cone Sul ou só da Argentina ao Chile!
  2. Ano Novo: viaje pela Cordilheira dos Andes sem previsão de stop on the road! Aventure-se! Leve sua moto pra conhecer a os Andes Argentinos ou deixe a moto te levar!
  3. Argentina: Saia do Brasil, atravesse a Argentina até a fronteira com Chile, suba a Cordilheira dos Andes, deça até o deserto do Atacama chileno! Aprenda a falar espanhol on the road!
  4. Rally Dakar Argentina e Chile: Não precisa entrar no Chile pra curtir o Rally Dakar 2013. No dia 11 de janeiro de 2013, os pilotos saem da fronteira chilena para Argentina pela Cordilheira dos Andes! Entrar no Chile na época do Rally Dakar, exige paciência na aduana, seguro chileno Carta Verde, hotéis no Deserto do Atacama são mais caros na alta temporada, câmbio de moedas argentinas e chilenas, pense bem se seu cartão de crédito aguenta tanta adrenalina!
  5. Aniversário do MotoTurista: não bebe cerveja, não gosta de presentes pra carregar na bagagem, então, não se preocupe com grana pra festa, vamos curtir o niver em alguma “Ruta Argentina” assistindo a largada de Lima, do Rally Dakar Peru dia 5 de janeiro via telão gigante com vários moto turistas na Argentina!

Antes da Moto Viagem:

2 Moto Turistas Brazil Riders, MotoTurista e Glauco planejam sair de Mato Grosso do Sul até o deserto do Atacama na fronteira chilena pra curtir o Rally Dakar 2013 em 2 BMW G 650 GS modelo 2012. Como faz todos os anos, MotoTurista evita passar natal e ano novo no Brasil. Os dois moto turistas têm experiência com moto big trail on the road. Resumo dos últimos meses em moto big trail:

  • MotoTurista tinha uma Yamaha XT 6660R 2006 depois de arrebentar a corrente 3 vezes em uma semana, voltando do Moto Capital Brasília 2012, passando por Minas Gerais e São Paulo.,Trocou a XT660R por uma BMW G 650 GS modelo 2012 na concessionária Raviera Motors.
  • Glauco tinha uma BMW G 650 GS 2010, aquela de 1 farol só com rodas raiadas. Acidentou no trânsito de Campo Grande, MS e a seguradora deu perda total dando outra BMW 650 GS em 2011, modelo 2012, já com farol duplo e rodas de liga leve.
  • 2 BMW G 650 GS brancas com diferença so na kilometragem e cor do banco, o que diferencia o  ano de fabricação: 2011 e 2012 e 10.000 Km rodados a mais na moto do Glauco comprada em 2011. As 2 motos têm rodas de liga leve sem câmara de ar, a mesma autonomia de combustível, enfim, as mesmas condições pra viajar pelo Argentina até o Rally Dakar.

Rota em dezembro/2012: Brasil à Argentina

12 dias de Dezembro 2012: 2.700 Km

A rota está focada em rodar de moto somente no norte argentino começando pela casa de Che Guevara, onde ele teve sua infância. Só ao final de dezembro subimos a cordilheira argentina. Em janeiro de 2013 finalizamos pela Ruta 52 até Paso de Jama antes da fronteira chilena que continua no Deserto de Atacama. Não vamos visitar o Chile. Que vida dura! (risos chilenos) Voltando pela Ruta 52, encontraremos o Rally Dakar que entra na Argentina. As paradas de até 3 dias darão muita informação do Mototurismo argentino aos motociclistas do Cone Sul. Lembrando que o fim de ano em Salta, não vamos ao Tren de las Nubes pois janeiro e fevereiro, época de chuvas o trem mais alto do mundo não anda nas nuvens com raios e trovoadas (risos argentinos). Clique nas Rutas de Mapas abaixo pra nos acompanhar!

Data da ViagemDESTINOMAPASKm
1º dia, 20 de dezembro de 2012, 5ª feiraPrevisão: 640 Km
Campo Grande, MS
Moto do Glauco, revisão 20.000 Km
BMW - Star News Av. Brasil, 4986

Cascavel, PR, Brasil
BR 163 e 467
PR 163

640
2º dia, 21 de dezembro de 2012, 6ª feiraPrevisão: 200 Km
BMW StarNews Av. Brasil 4986
Cascavel, PR, Brasil
Visita ao Gargamel na Fronteira
Dionísio Cerqueira, SC, Brasil
BR 182
PR 182 e 281
PR 163

200
3º dia, 22 de dezembro de 2012, sábadoPrevisão: 350 Km
Dionísio Cerqueira, SC, BrasilAduana Argentina
Bernardo de Irigoyen, Argentina
BR 16310
Bernardo de Irigoyen,
Misiones, Argentina
Casa de Che Guevara
Caraguatay,Misiones,
Depto. Montecarlo, Argentina
Ruta 14
Ruta 17
Ruta 12


160
Caraguatay, Misiones,
Depto. Montecarlo, Argentina
Posadas,
Misiones, Argentina
Ruta 12180
4º dia, 23 de dezembro de 2012, domingoPrevisão: 930 Km
Posadas, Misiones, ArgentinaResistencia, Chaco, ArgentinaRuta 12340
Resistencia, Chaco, ArgentinaQuimili,
Santiago del Estero, Argentina
Ruta 11, 89390
Quimili,
Santiago del Estero, Arg.
Santiago del Estero,
Santiago del Estero, Argentina
Ruta 89, 34
200
5º dia, 24 de dezembro de 2012, 2ª feiraPrevisão: 70 Km
Santiago del Estero, ArgentinaEmbalse Rio Hondo, Termas de Río Hondo,
Santiago del Estero, Argentina
Ruta 970
7º dia, 26 de dezembro de 2012, 4ª feiraPrevisão: 400 Km
Termas de Río Hondo,
Santiago del Estero, Argentina
BMW - Berlin Autos, Yerba Buena
Av. Aconquija 1475
0381-4255612, 0381-4252818, 0381-4316056
San Miguel de Tucumán, Argentina
Ruta 990
San Miguel de Tucumán,
Argentina
Embalse El Cadillal
San Miguel de Tucumán, Argentina
Ruta 9, 34830
Embalse El Cadillal,
San Miguel de Tucumán,
Sr. Hector e Maria, Hostal Yatasto,
Salta, Argentina
Ruta 348, 9280
12º dia, 31 de dezembro de 2012, 2ª feiraPrevisão: 110 Km
Salta, ArgentinaBarrio Los Perales, Sr. Miguel Liendo,
irmão Brazil Rider e Big Trail
San Salvador de Jujuy, Jujuy, Argentina
Ruta 9110
 TOTAL em 12 dias de Dezembro de 2012:2.700 Km

Rota em janeiro/2013: Paso de Jama ao Brasil

16 dias de Janeiro 2013:  Km

Começando a subir a Cordilhiera dos Andes, vamos comemorar meu aniversário de 52 anos na Ruta 52 dia 5 de janeiro. Dia 11 é o dia do encontro com Rally Dakar saindo do Chile no Deserto de Atacama, entrando na Argentina. Dali voltamos ao Brasil em menos de uma semana. Acompanhe nossa rota clicando nos Mapas de Rutas.

Data da ViagemDESTINOMAPASKm
14º dia,  2 de janeiro de 2013, 4ª feiraPrevisão: 190 Km
Barrio Los Perales, Sr. Miguel Liendo
San Salvador de Jujuy, Jujuy, Argentina
Lagunas de Yala, Jujuy
Cordilheira dos Andes
Ruta 9
Ruta 4
30
Lagunas de Yala, Jujuy
Cordilheira dos Andes
Cordilheira dos Andes
Purmamarca, Jujuy, Argentina
Ruta 9
Ruta 52
60
Purmamarca, Jujuy
Mapa via Ruta 52
Salar Salinas Grandes
Entre Purmamarca e Susques
Ruta 5265
Salar Salinas Grandes
Entre Purmamarca e Susques
Bar Caf'e Pastos Chicos
Susques, Jujuy, Argentina
Ruta 5265
17º dia, 5 de janeiro de 2013, sábado,
Aniversário do Gargamel, 52 anos na Ruta 52
Previsão: 270 Km
Aniversário do Gargamel
Bar Caf'e Passos Chicos

Susques, Jujuy, Argentina
Fronteira Argentina e Chile
Paso de Jama, Jujuy, Argentina
Ruta 52155
Fronteira Argentina e Chile
Paso de Jama, Jujuy, Argentina
Aniversário do Gargamel
Bar Caf'e Pastos Chicos

Susques, Jujuy, Argentina
Ruta 52155
18º dia 6 de janeiro de 2013, domingoPrevisão: 210 Km
Bar Caf'e Pastos Chicos
Susques, Jujuy, Argentina
Barrio Los Perales, Sr. Miguel Liendo
Irmão Brazil Riders e Big Trail

San Salvador de Jujuy, Jujuy, Argentina
Ruta 52
Ruta 9
210
23º dia 11 de janeiro de 2013, 6ª feiraPrevisão: 100 Km
Barrio Los Perales, Sr. Miguel Liendo
Irmão Brazil Riders e Big Trail

San Salvador de Jujuy, Jujuy, Argentina
Rally Dakar
Salta, Argentina
Ruta 9100
24º dia, 12 de janeiro de 2013, sábadoPrevisão: 100 Km
Barrio Los Perales, Sr. Miguel Liendo
San Salvador de Jujuy, Jujuy, Argentina
Rally Dakar
Salta, Argentina
Ruta 9100
25º dia, dia 13 de janeiro de 2013, domingoPrevisão: 820 Km
Rally Dakar
Salta, Argentina
Resistência, Chaco, ArgentinaRuta 9
Ruta 16
820
26º dia, dia 14 de janeiro de 2013, 2ª feiraPrevisão: 640 Km
Resistência, Chaco, ArgentinaPuerto Iguazu, Misiones, ArgentinaRuta 12640
27º dia, dia 15 de janeiro de 2013, 3ª feiraPrevisão: 770 Km
Puerto Iguazu, Misiones, ArgentinaMedianeira, PR, BrasilBR 27775
Medianeira, PR, BrasilMarechal Rondon, PR, BrasilPR 495125
Marechal Rondon, PR, BrasilCampo Grande, MS, BrasilBR 163570
 TOTAL em 15 dias de Janeiro de 2013:3.100 Km

Rota finalizada em 15 de janeiro de2013 no Brasil

Próxima Etapa:Classificar fotos e vídeos de 6.000 Km

Começando a classificar fotos e vídeos na última semana de janeiro de 2013 para compartilhar no Blog dos MotoTuristas.
Parabéns pela sua paciência até aqui, (risos brasileiros)! Comente abaixo e dê sugestões pra nossa viagem!

Feriadão de novembro no Brasil

Férias do blog em novembro 2010 6ª feira, 12 de novembro com  feriadão emendando a 2ª feira, saímos de férias por 10 dias depois de uma longa campanha pela votação no blog dos MotoTuristas, conseguimos nos classificar no Top 100 em 2010 na categoria turismo, graças aos leitores.  Viajamos com Brazil Riders em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu.

Agradeço a você, leitor e seu voto no resultado do TOP BLOG 2010. Abaixo um vídeo produzido pela Yamaha, mas não sou eu, nem minha TDM 850.  O vídeo abaixo tem mais de 99.000 visualizações! Assista e fuja de moto:

Relato das férias de 2010 com os Brazil Riders em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu.

Bonito Motorcycle

Bonito-MSO melhor evento mototurístico de 2010 foi em Bonito – MS, na Serra da Bodoquena a 290 Km de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Lembro quando fomos em Bonito – MS, representando a AMO-MS – Associação de Motociclistas de MS em dezembro de 2004. Idealizamos um moto-encontro na cidade ecologicamente correta, mas acabamos na burocracia da prefeitura local. Lá, conhecemos o Taboa, o bar noturno onde as paredes têm assinaturas de cada cliente que por ali passou e experimentou a cachaça de mel e pó de guaraná com rock’n roll da Banda Rivers. Assim nasceu a  ideia do moto-encontro que não foi adiante por motivos burocráticos municipais daquela gestão.

Mas depois de 6 anos, outra gestão municipal, aeroporto inaugurado, vemos um sonho se estruturar com empreendedores comerciais com opções de pacotes de passeios ecológicos, ambiente amplamente preservado trazendo centenas de motociclistas, mototuristas, ecoturistas em suas motos além dos amantes do mototurismo.

Como Chegar à cidade de Bonito em MS:
Bonito já conta com aeroporto desde o abril de 2009, um terminal de passageiros com capacidade para 120 mil passageiros ao ano. Recebe vôos comerciais que ligam o município a duas capitais. O trecho é operado pela Trip Linhas Aéreas, sendo três vôos por semana, dois vôos regulares que ligam o município a Campo Grande, capital de MS, Corumbá em MS e um vôo de São Paulo a Bonito. A cidade é conhecida internacionalmente por suas águas cristalinas e um ecossistema protegido por belezas naturais, oferecendo mais de 50 atrações de ecoturismo para todas as idades, rede hoteleira com mais de 4 mil leitos. Bonito – MS está localizada a 290 km da capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

Se preferir seguir por via terrestre ou translado para quem chega de avião até Campo Grande, existem empresas de transporte que fazem esse translado à Bonito diariamente:

Vanzella Transportes
Horário de saída de Campo Grande: 14h30. Valor: R$ 80,00 (por pessoa).
Maiores informações pelo telefone: (67) 3255-3005 ou www.vanzellatransportes.com.br

Cooper Van
Horário de saída de Campo Grande: Segunda à sexta-feira: 15h30. Sábados às 14 horas.
Valor: R$ 49,00 (por pessoa). Maiores informações: (67) 3255-1601.

Cruzeiro do Sul
Horário de saída de Campo Grande: 07h00/ 09h00/ 11h00/ 15h30 (exceto domigo)/ 16h00.
Valor: R$ 52,00 (por pessoa). Maiores informações: (67) 3312-9700

O Ecoturismo é o grande atrativo, onde destacamos alguns dos mais de 50 atrativos:
Abismo Anhumas, Aquário Natural, Arvorismo, Baia Bonita, Balneário do Sol, Boca da Onça, Boia-Cross, Bonito Aventura, Buraco das Araras, Ceita Curé, Estância Mimosa Ecoturismo, Fazenda San Francisco, Gruta do Lago Azul, Parque Ecológico Rio Formoso, Passeio de Bote no Rio Formoso, Praia da Figueira, Recanto Ecológico Rio da Prata, Rio do Peixe, Rio Sucuri ou melhor, explicando alguns:
  • Arborismo | São trilhas arbóreas sustentadas por cordas presas às árvores em níveis diferentes de acessibilidade.
  • Balneário | Áreas de lazer com cabanas, churrasqueiras e beira de rios, dentro ou fora das pousadas.
  • Boia Cross | São câmaras de pneu de trator infladas e amarradas que descem o rio Formoso.
  • Bote Inflável | Não são o mesmo que “rafting”. São botes infláveis com guia turístico descendo o rio Formoso.
  • Cachoeiras | Através das trilhas, agendando com os guias turísticos pode-se nadar, filmar, fotografar a natureza.
  • Cavalgada | Evento interno das pousadas rurais agendado nas agências de turismo ou nas pousadas.
  • Flutuação nos rios | Usando máscara e “snorkel” o turista desce pelos rios observando a flora e fauna aquáticas.
  • Grutas | Visitação agendada nas agências de turismo para captura de imagens por fotografia ou filmagem.
  • Mergulho | São eventos aquáticos com equipamentos alugados, como roupas de neoprene e cilindro de oxigênio.
  • Rapel | São passeios radicais feitos em cavernas ou a partir descendo de plataformas superiores.
  • Trilhas Ecológicas | São inúmeros passeios na fazendas mais exóticas com nomes indígenas.

Para quem possui carteira dos Albergues da Juventude ou Hostel, uma boa opção é Bonito Hostel com ambiente acolhedor para hóspedes de apartamento ou campistas que usam barracas de camping com infra estrutura. O  Bonito Hostel faz parte também da rede Hostelling International e atende seus conveniados dentro do mais alto padrão de satisfação.

Convido os MotoTuristas, EcoTuristas e demais MotoCiclistas a conhecerem o projeto curtindo esse cenário de preservação ambiental na cidade de Bonito em Mato Grosso do Sul. O encontro de motos será nos dias 23 a 26 de setembro de 2010, tendo no sábado, como atração musical principal, a Banda Blitz de Evandro Mesquita na praça do evento,  onde será o palco das atrações,  a exposição de carros antigos e dos shows que animarão as noites desse evento.

Programação do Bonito MotorCycle:

23/09/2010 – Quinta-Feira | Local: Praça de Eventos
18h00 as 22h00 – Cerimônia e coquetel de Abertura

24/09/2010 – Sexta-Feira | Local: Parque Ecológico Rio Formoso – Restaurante da Lagoa
08h00 as 12h00 – Credenciamento
12h00 as 16h00 – Almoço de Boas Vindas
18h00 as 22h00 – Local: Praça de Eventos – DJ´s e Show

25/09/2010 – Sábado
10h00 – Passeio de Moto pela Cidade – Local: Praça das Piraputangas
12h00 as 16h00 – Local: Zagaia Resort Hotel – Feijoada com música ao vivo
18h00 – Encontro das Motos – Local: Praça de Eventos
20h00 as 00h00 – Local: Praça de Eventos – Show Principal

26/09/2010 – Domingo
Local: Balneário Municipal de Bonito
11h00 as 16h00 – Festa de Encerramento